16 de março de 2013

OS PADRES DA IGREJA E O CULTO ÀS IMAGENS


A Igreja de Roma, bem como as Orientais, afirma dar importância à tradição.

No entanto, ao que parece, venera-a apenas da boca para fora, só a tendo em conta quando lhe convém. Eis um caso em que a tradição e o consenso dos Padres dizem uma coisa, enquanto as Igrejas Romana e Orientais defendem o oposto. Com isto, demonstram ser elas próprias a sua única autoridade, e não as Escrituras nem a autêntica tradição primitiva.

Ireneu de Lyon no contexto da descrição das crenças e práticas erróneas dos hereges, menciona com desaprovação que eles veneram imagens «à maneira dos pagãos». A forma como veneram as imagens não é diferente daquela que os católicos romanos praticam. Nenhum católico romano reprovaria a veneração de uma imagem de Jesus desta maneira, mas Ireneu reprova-o:

«Intitulam-se a si mesmos gnósticos. Possuem também imagens, umas pintadas, outras feitas de diversos tipos de material, ao mesmo tempo que sustentam ter sido feita uma semelhança de Cristo por Pilatos na época em que Jesus viveu entre eles. Coroam estas imagens e expõem-nas juntamente com as imagens dos filósofos do mundo — a saber, com as imagens de Pitágoras, Platão, Aristóteles e os restantes. Têm também outras formas de honrar estas imagens, à maneira dos pagãos.» (Contra as Heresias, 1:25:6).

Justino Mártir escreveu: «E tampouco honramos com muitos sacrifícios e grinaldas de flores as divindades que os homens formaram, colocaram em santuários e chamaram de deuses; visto que vemos que estas são desalmadas e mortas, e não têm a forma de Deus (pois não consideramos que Deus tenha tal forma como alguns dizem imitar para sua honra), mas têm os nomes e as formas daqueles demónios perversos que apareceram.» (Primeira Apologia, 9).

Clemente de Alexandria considerava as imagens religiosas físicas contrárias ao culto de um Criador invisível e transcendente. «As obras de arte não podem, portanto, ser sagradas e divinas.» (Stromata 7:5) «Sendo este o caso, os gregos devem aprender pela Lei e pelos Profetas a adorar um só Deus, o único Soberano; depois, a ser ensinados pelo apóstolo que "um ídolo não é nada no mundo" (1Co 8:4), visto que nenhuma criatura pode ser uma semelhança de Deus; e, além disso, a aprender que nenhuma daquelas imagens que adoram pode ser uma semelhança: pois a raça das almas não tem a forma que os gregos dão aos seus ídolos.» (Stromata, 6:27). «A própria lei exibe justiça e ensina sabedoria, através da abstenção de imagens sensíveis» (Stromata, 2:18). «A familiaridade com a visão desvaloriza a reverência pelo que é divino; e adorar o que é imaterial através da matéria é desonrá-lo por meio dos sentidos.» (Stromata, 5:5).

«Mas as imagens, sendo imóveis, inertes e sem sentidos, são amarradas, pregadas, coladas - são fundidas, limadas, serradas, polidas, esculpidas. A terra insensível é desonrada pelos fabricantes de imagens, que a transformam por sua arte, tirando-a de sua própria natureza e induzindo os homens a adorá-la; e os fabricantes de deuses não adoram deuses e demónios, mas, a meu ver, terra e arte, que compõem as imagens. Pois, na verdade, a imagem é apenas matéria morta moldada pela mão do artesão. Nós, porém, não possuímos nenhuma imagem sensível feita de matéria sensível, mas uma imagem que é percebida apenas pela mente - Deus, que é o único que é verdadeiramente Deus.» (Exortação aos Pagãos 4).

Orígenes o célebre escritor e teólogo do século III, diz em Contra Celso: «Os Citas, os Líbios nomádicos, os Seres ateístas e os Persas todos concordam nisto com Judeus e Cristãos, mas eles são motivados por princípios diferentes. Porque nenhum dos primeiros abomina altares e imagens com base no seu medo de degradar o culto a Deus e reduzi-lo ao culto de coisas materiais feitas pelas mãos de homens. Nem eles se opõe a elas pela crença de que demónios tomam formas e lugares [...]. Mas os Cristãos e Judeus estimam este mandamento: 'Adorarás o Senhor teu Deus e somente a Ele servirás' e ainda 'Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra; não te encurvarás a elas, nem as servirás' e novamente 'Adorarás o Senhor teu Deus e somente a Ele servirás'. É por consideração destes e de muitos outros mandamentos que nós não apenas evitamos templos, altares e imagens, mas estamos dispostos a enfrentar a morte se necessário, em vez de rebaixar com tamanha impiedade o conceito que temos do Deus Altíssimo» (Contra Celso 7:64).

E também: «Consideramos 'não instruídos' aqueles que não se envergonham de dirigir súplicas a objetos inanimados... E embora alguns possam dizer que estes objetos não são deuses, mas apenas imitações e símbolos de divindades reais, esses mesmos indivíduos, ao imaginarem que as mãos de artesãos rudes podem moldar imitações da divindade, mostram-se desprovidos de instrução, servis e ignorantes; pois afirmamos que o mais humilde entre nós foi liberto desta ignorância e falta de discernimento... pois não é possível, ao mesmo tempo, conhecer a Deus e dirigir orações a imagens.» (Contra Celso 6:14; 7:65).

Lactâncio escreveu: «É indubitável que, onde quer que haja uma imagem, não há religião. Pois, se a religião consiste em coisas divinas e não há nada de divino a não ser nas coisas celestiais, segue-se que as imagens estão fora do âmbito da religião, visto não poder haver nada de celestial naquilo que é feito da terra... não há religião nas imagens, mas apenas uma mera imitação da religião.» (Instituições Divinas 2:19).

Tertuliano afirmou: «Sabemos que os nomes dos mortos são nada, assim como as suas imagens; mas sabemos também muito bem quem, quando as imagens são erguidas, sob esses nomes prossegue com a sua obra perversa, exulta com a homenagem que lhes é prestada e finge ser divino — ninguém menos do que espíritos amaldiçoados, do que demónios.» (De Spectaculis, 10, 84).

Tertuliano comenta que Pedro não podia saber qual era a aparência de Moisés e Elias através de imagens deles (Contra Marcião, 4:22), uma vez que a lei tinha proibido tais imagens, e comenta que a lei contra as imagens ainda se mantém em vigor (Sobre a Idolatria, 5).

Marcus Minúcio Félix inicia o diálogo Octavius com a seguinte cena: durante um passeio na praia de Óstia, o pagão Cecílio passa em frente a uma estátua da divindade egípcia Serápis. Seguindo o ritual pagão vulgar, ele leva a mão à boca e beija a imagem em sinal de adoração. O cristão Otávio vê a cena e repreende severamente o narrador Marcos.

Então Otávio diz: «Não é próprio de um homem de bem, meu irmão Marcos, abandonar assim um homem que permanece ao teu lado, em casa e fora dela, nesta cegueira da ignorância popular, a ponto de permitires que, em plena luz do dia, ele se entregue a pedras — por muito trabalhadas que sejam em imagens, ungidas e coroadas (lapides eum patiaris inpingere, effigiatos sane et unctos et coronatos) —, visto que sabes que a desonra deste erro dele recai em não menor grau sobre o teu próprio descrédito do que sobre o dele.» (Octavius 2, 3).

E ainda: «Mas pensas que escondemos o que adoramos, só porque não temos templos nem altares? Pois que imagem de Deus farei eu, se, se pensares bem, o próprio homem é a imagem de Deus? Que templo Lhe construirei, quando este mundo inteiro, moldado por Suas mãos, não pode contê-Lo?» (Octavius 32).

Agostinho de Hipona afirmou: «Envergonhem-se todos os que servem a uma escultura, os que se gloriam nos ídolos! Mas avança um que se crê douto e diz: 'Eu não adoro uma pedra nem esta imagem que não tem sentimentos; porque não é possível que os vossos profetas tenham imaginado que tinham olhos e não viam, e que eu seja ignorante até ao ponto de não saber que a imagem não tem alma e não vê pelos seus olhos e não ouve pelos seus ouvidos. Eu não adoro isto; mas me inclino perante isto que vejo e sirvo àquele a quem não vejo', 'quem é este?'. 'Um poder invisível - diz ele - que radica nesta imagem'. Mediante este tipo de explicação acerca das suas imagens, pensam que são muito inteligentes e que de modo algum podem ser contados entre os adoradores de ídolos.» (Comentários aos Salmos 96; 11).

Jerónimo refere uma carta de Epifânio na qual este bispo relata: «Além disso, ouvi dizer que certas pessoas têm a seguinte queixa contra mim: quando te acompanhei ao lugar santo chamado Betel, para me juntar a ti na celebração da Collecta [assembleia], segundo o costume da Igreja, cheguei a uma vila chamada Anablata e, ao passar, vi ali uma lâmpada acesa. Perguntando que lugar era aquele e sabendo que se tratava de uma igreja, entrei para orar e encontrei ali uma cortina pendurada nas portas da dita igreja, pintada e bordada. Tinha a imagem de Cristo ou de um dos santos; já não me recordo com precisão de quem era. Ao ver isto, e opondo-me a que a imagem de um homem fosse pendurada na igreja de Cristo, contrariando o ensinamento das Escrituras, rasguei-a e aconselhei os custódios do lugar a usá-la como sudário para algum pobre. Eles, contudo, murmuraram e disseram que, se eu tinha decidido rasgá-la, era justo que lhes desse outra cortina em seu lugar. Logo que ouvi isto, prometi que daria uma e disse que a enviaria imediatamente. Desde então tem havido um pequeno atraso, devido ao facto de ter andado à procura de uma cortina da melhor qualidade para lhes dar em substituição da anterior, e ter achado correto mandá-la vir de Chipre. Enviei agora a melhor que consegui encontrar e peço-te que digas ao presbítero do lugar que receba a cortina que enviei das mãos do Leitor, e que dês depois instruções para que cortinas do outro tipo — visto serem opostos à nossa religião — não sejam penduradas em nenhuma igreja de Cristo. Um homem da tua retidão deveria ter o cuidado de eliminar uma ocasião de escândalo, indigna da Igreja de Cristo e dos cristãos que estão confiados ao teu cargo.» (Carta 51:9 de Jerónimo).

Eusébio de Cesareia fala de uma estátua de Cristo existente em Paneas que teve ocasião de ver, e comenta:

«E não é estranho que tenham feito isto os pagãos de outro tempo que receberam algum benefício de nosso Salvador, quando sabemos que se conservam pintadas em quadros as imagens de seus apóstolos Paulo e Pedro, e inclusive do próprio Cristo, coisa natural, pois os antigos tinham por costume honrá-los deste modo, sem distinção, como salvadores, segundo o uso pagão vigente entre eles.» (História Eclesiástica 7,18:4).

Numa carta à Imperatriz Constança, depois de afirmar que o esplendor que Cristo revelou na Transfiguração não pode ser captado pela arte humana, diz: «Retratar puramente a forma humana de Cristo antes da sua transformação é transgredir o mandamento de Deus e cair no erro pagão.» (Eusébio, Epístola a Constância Augusta).

Para Eusébio nem mesmo o Cristo encarnado pode figurar numa imagem.

O culto às imagens defendido hoje pelas Igrejas Romana e Orientais é, pura e simplesmente, o resultado do sincretismo entre o cristianismo e as culturas pagãs grega e romana, ocorrido depois de o cristianismo se ter tornado a religião do Império. 

Nenhum autor cristão ortodoxo dos primeiros quatro séculos da Igreja inculcou, promoveu ou defendeu o culto às imagens. Observam-se, a partir do século V, controvérsias e, por fim, o que antes era tido como uma abominação transforma-se na «ortodoxia» em finais do século VIII.

9 comentários:

  1. me diga uma coisa amigo, quando na parte em que clememnte está falando " “É uma tolice extrema rogar como deuses àqueles que não são deuses, porque há um só bom Deus; nós e os anjos suplicamos unicamente a Ele” (Stromata, v.4, MG 11, 1185). E noutro lugar: “Toda imagem ou estátua deve chamar-se ídolo porque não é outra coisa que matéria vil e profana, e por isso Deus, para arrancar pela raiz a idolatria, proibiu em seu culto qualquer imagem ou semelhança das coisas que estão no céu ou na terra, proibindo igualmente a sua fabricação; e é por isto que nós os cristãos não temos nenhuma daquelas representações materiais”. aparece ai na referencia a palavra "noutro lugar" para se referir a outra parte de seu estudo esse "outro lugar" está em que parte da obra de clemente? por favor preciso dessa informação, obrigado

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  2. Olá,

    Essa citação em particular foi tirada da página 32 deste livro: http://www.unionmedicaevangelica.com/wp-content/uploads/A-las-fuentes-del-cristianismo-Vila-Samuel.pdf.

    Pode referenciar simplesmente colocando o nome deste livro e a respetiva página.

    Eu estou convencido que a referência correta é algures no Estrómata na edição do Migne. Mas agora não lhe posso dar o local exato.

    No entanto, se não quiser referenciar assim, existem imensas passagens de Clemente de Alexandria contra a veneração de imagens. Pode trocar esta citação por outra. Por exemplo,

    Clement of Alexandria

    "the law itself exhibits justice, and teaches wisdom, by abstinence from sensible images" - Clement of Alexandria (The Stromata, 2:18)

    "familiarity with the sight disparages the reverence of what is divine; and to worship that which is immaterial by matter, is to dishonour it by sense." - Clement of Alexandria (The Stromata, 5:5)

    "Works of art cannot then be sacred and divine." - Clement of Alexandria (The Stromata, 7:5)

    For, in truth, an image is only dead matter shaped by the craftsman’s hand. But we have no sensible image of sensible matter, but an image that is perceived by the mind alone: God, who alone is truly God. (Exhortation to the Heathen 4)

    But it is with a different kind of spell that art deludes you … it leads you to pay religious honor and worship to images and pictures. (Exhortation to the Heathen 5)

    And let our seals be either a dove, a fish, a ship scudding before the wind, or a musical lyre, which Polycrates used, or a ship’s anchor, which Seleucus got engraved as a device. Then, if someone is fishing, he will remember the apostle and the children drawn out of the water. For we are not to delineate the faces of idols, we who are prohibited to cleave to them; nor a sword, nor a bow, since we follow peace; nor drinking cups, being temperate [meaning avoiding drunkenness, not drinking, as Clement recommends wine for those older than youth]. (The Instructor III:11)

    The law itself exhibits justice and teaches wisdom by abstinence from sensible images and by calling out to the Maker and Father of the universe. (Miscellanies II:18)

    And again, "Don’t wear a ring, nor engrave on it the images of the gods," enjoins Pythagoras. This is as Moses ages before enacted expressly, that neither a graven, molten, molded, nor painted likeness should be made, so that we may not cleave to tangible things, but instead move on to intellectual objects. For familiarity with the sight disparages the reverence of what is divine. And to worship that which is not material with matter is to dishonor it by sensation. Therefore the wisest of the Egyptian priests decided that the temple of Athene should be hypaethral [open air, roofless], just as the Hebrews constructed the temple without an image. (MiscellaniesV:6)

    He who prohibited the making of a graven image would never himself have made an image in the likeness of holy things [i.e., by creating an image of them here on earth]. Nor is there at all any composite thing or creature endowed with sensation [made by God here on earth] like those in heaven. But the face is a symbol of the rational soul, the wings are the lofty ministers and energies of powers right and left, and the voice is delightful glory in endless contemplation. (Miscellanies V:6)

    Now the images and temples constructed by mechanics are made of inert matter, so that they too are inert, material, and profane. Even if you perfect the art, it partakes of mechanical coarseness. Works of art cannot then be sacred and divine. (Miscellanies VII:5)

    http://peacebyjesus.witnesstoday.org/Ancients_on_Images.html
    http://www.christian-history.org/religious-icons-quotes.html

    Orígenes de Alexandria, foi discípulo de Clemente, e dele diz o estudioso de patrística, John McGuckin "Orígenes de Alexandria no terceiro século permanece extremamente hostil à ideia de arte figurativa" (The Westminster Handbook To Patristic Theology [Louisville, Kentucky: Westminster John Knox Press, 2004], p. 32).

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    1. ok amado obrigado é que uma certa pessoa católica me pediu para mostrar esse "noutro lugar" quando copiei essa parte de seu texto e estava essa parte que diz "noutro lugar" dai passou a me acusar de eu era um embusteiro e que tinha modificado ou acrescentado á stromata algo que não estava lá e como não tive tempo de ver onde estava na stromata então por isso lhe solicitei ajuda, lhe agradeço, paz.

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  3. O culto às imagens que é praticado hoje na Igreja de Roma, e nas Igrejas Orientais, não é uma prática seguida “desde sempre” na Igreja.

    Desde logo, não era seguida por Jesus Cristo, nem Paulo, nem Pedro, nem João, nem algum autor do Novo Testamento, o qual a condena nas referências que faz para fugir dos ídolos e da idolatria.

    E nos primeiros séculos da Igreja se opuseram ao culto às imagens Atenágoras,
    Teófilo,
    Minúcio Félix,
    Arnóbio,
    Tertuliano,
    Cipriano,
    Orígenes,
    Lactâncio,
    O Concílio de Elvira (305),
    Epifánio,
    Agostinho de Hipona,
    e inclusive, em finais do século VI e princípios do VII o papa Gregório Magno que, como é correto, admitia as imagens para instrução mas não que se lhes prestasse culto.

    O culto às imagens foi condenado pelo Concílio de Hieria (754), onde mais de trezentos bispos debateram o assunto.

    Foi, no entanto, defendido e transformado em dogma de fé, contra as Escrituras, pelo Concílio II de Niceia (787), onde não se permitiu a participação dos bispos que se opunham ao uso das imagens.

    Não somente muitos mestres dos primeiros séculos se opuseram explicitamente ao culto às imagens, como também é impossível encontrar sequer um que defendesse tal aberração.

    A iconolatria irrompeu na igreja proveniente diretamente do paganismo, e desde o século VIII até hoje permaneceu em Roma e nas Igrejas Orientais.

    Foi expulsa com justiça das congregações protestantes resultantes da Reforma do século XVI.

    Por isso, esta prática tão cara ao romanismo é uma das coisas que mais nos separam dele.

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  4. "Stromata, v.4, MG 11, 1185" - Não entendi esta referência. Estou com o Stromata em mãos e não sei em que livro ou capítulo devo conferir. Você como bom apologista não deveria fiar em citações de terceiros, mas ir direto à fonte.

    2.

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    1. Você como bom comentador devia ler primeiro mais atentamente os comentários anteriores para ver se a questão que coloca já não foi tratada. Então faça o favor de ler a segunda mensagem.

      Também se vê que é um pouco ingénuo, exigir que se confira todas as citações de terceiros é um absurdo. Se isso fosse posto em prática o mundo simplesmente paralisava. Quer na ciência, na vida académica, quer na vida do dia a dia do cidadão comum.

      Para se poder progredir tem que se confiar necessariamente em afirmações de fontes secundárias porque senão ninguém fazia outra coisa senão andar a conferir as fontes in loco. É por isso que os artigos científicos estão cheios de citações de fontes secundárias e não só de primárias. Aliás se se cita uma fonte secundária é porque não se conferiu a primária.

      Mas tem dúvidas que Clemente de Alexandria abominava o culto às imagens? Também se pode dar o caso da sua edição do Stromata ter algum problema. É melhor ir ler o texto original em grego e não confiar no tradutor :)

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    2. Tive a infeliz ideia de clicar no seu perfil e não é que verifico que está cheio de imposturas publicadas.

      Vem aqui cheio de rigor questionar uma citação de Clemente de Alexandria, onde a ideia que se pretende defender está mais que perfilhada em outras suas passagens e atestada na história da Igreja. É o mesmo que questionar uma citação de Atanásio onde se defende a divindade de Cristo. E entretanto publica as imposturas mais primárias no Google +.

      Quer dizer, coa um mosquito e engole um camelo....

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  5. "Não encontramos nada em Clemente a aprovar a noção de que as orações devem ser dirigidas a eles. [Aos anjos]. Ele representa-os, bem como os homens, a orar a Deus por bênçãos"

    John Kaye, Some account of the writings and opinions of Clement of Alexandria, (London, J.G. & F. Rivington, 1835), pag. 538

    https://books.google.pt/books?id=MqAOvFfboAcC&lpg=PA358&ots=yrIkX3JNqW&dq=clement%20of%20alexandria%20pray%20to%20angels&hl=pt-PT&pg=PA358#v=onepage&q&f=false

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  6. Não fica pedra sobre pedra

    https://respostascristas.blogspot.com/2018/06/os-pais-da-igreja-pre-nicenos-e-o-culto.html

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