24 de março de 2013
A DOUTRINA DE SOLA FIDE COMO A ENTENDERAM OS REFORMADORES
18 de março de 2013
16 de março de 2013
OS PADRES DA IGREJA E O CULTO ÀS IMAGENS
E ainda: “Denominam-se Gnósticos. Eles também possuem imagens, algumas delas pintadas, e outras formadas a partir de diferentes tipos de materiais; e afirmam que uma imagem de Cristo foi feita por Pilatos no tempo em que Jesus viveu entre eles. E coroam estas imagens e as expõem com as imagens dos filósofos do mundo, a saber, com as imagens de Pitágoras, de Platão, de Aristóteles e de outros. Eles têm também outras formas de honrar estas imagens, precisamente como os pagãos” (Adv Haer, I, 25,6).
Clemente de Alexandria sentencia: “É uma tolice extrema rogar como deuses àqueles que não são deuses, porque há um só bom Deus; nós e os anjos suplicamos unicamente a Ele” (Stromata, v.4, MG 11, 1185). E noutro lugar: “Toda imagem ou estátua deve chamar-se ídolo porque não é outra coisa que matéria vil e profana, e por isso Deus, para arrancar pela raiz a idolatria, proibiu em seu culto qualquer imagem ou semelhança das coisas que estão no céu ou na terra, proibindo igualmente a sua fabricação; e é por isto que nós os cristãos não temos nenhuma daquelas representações materiais”.
E noutro lugar: “Nenhum de nós confie no seu pai justo, na sua santa mãe, nos seus castos irmãos. Bem-aventurado o homem que põe a sua esperança em si mesmo e no caminho reto. Aos que confiam nos santos direi como admoestação: “Maldito o varão que confia no homem” (Jeremias 17:5), e: “Melhor é esperar em YHVH que esperar no homem” (Salmos 118:8). Se fosse necessário confiar-nos a alguém, deixemos todos os outros e confiemos no Senhor” (Ezequiel 17. Homilia IV, MG 13, 702-703).
Lactâncio escreveu: “É indubitável que, onde quer que haja uma imagem, não há religião. Pois, se a religião consiste em coisas divinas e não há nada de divino a não ser nas coisas celestiais, segue-se que as imagens estão fora do âmbito da religião, visto não poder haver nada de celestial naquilo que é feito da terra ... não há religião nas imagens, mas apenas uma mera imitação da religião.” (Instituições Divinas 2:19).
O culto às imagens defendido hoje pelas Igrejas romana e orientais é, simplesmente, o resultado do sincretismo entre o cristianismo e as culturas pagãs grega e romana, ocorrido depois do cristianismo se ter tornado a religião do Império.
11 de março de 2013
A inconfiabilidade e corruptibilidade das tradições apostólicas “extrabíblicas”
9 de março de 2013
IRENEU DE LYON E A TRADIÇÃO ORAL APOSTÓLICA
7 de março de 2013
SOBRE A INSPIRAÇÃO DAS ESCRITURAS
3 de março de 2013
A DISTINÇÃO ENTRE CLERO E LEIGOS É ANTIBÍBLICA
A palavra laos aparece três vezes em 1 Pedro 2:9-10, onde o apóstolo se refere ao "povo [laos] de Deus". Em momento algum do Novo Testamento esse termo é usado para indicar apenas uma parte da assembleia dos santos — um significado que a palavra só passou a adquirir a partir do século III.
Por sua vez, o termo "clero" deriva do grego kleros, que significa "herança, lote ou parte". A palavra é empregada em 1 Pedro 5:3, quando Pedro orienta os presbíteros a não terem "domínio sobre a herança [kleros] de Deus".
2 de março de 2013
Os Protestantes criticam a Igreja Católica, mas esquecem-se que a Bíblia chegou a eles através da Igreja Católica que traduziu e confeccionou a Bíblia que está agora nas suas mãos.
Sem dúvida, a Bíblia chegou-nos através da Igreja Católica, o que não é o mesmo que a Igreja de Roma. Um dos primeiros efeitos - e motores - da Reforma Protestante foi a produção de boas edições da Bíblia em línguas vernáculas, enquanto Roma permanecia anacronicamente apegada à Vulgata (que o Concílio de Trento consagrou como a única versão normativa para todos os efeitos práticos).
O aspecto mais relevante das primeiras versões protestantes é que se basearam diretamente nas línguas originais - o hebraico e o grego -, utilizando manuscritos que não foram fornecidos pelo Vaticano. Muitos desses textos tinham sido preservados ao longo dos séculos em mosteiros do Oriente Cristão (como o Império Bizantino e o Levante) e em bibliotecas do mundo ocidental, tendo chegado à Europa Central e Ocidental através do êxodo de eruditos gregos após a queda de Constantinopla (1453) e do trabalho dos humanistas.
Na verdade, a Biblioteca do Vaticano possuía, pelo menos desde o século XV, um dos melhores manuscritos do texto grego do Novo Testamento e da Septuaginta: o Codex Vaticanus (Códice B, do século IV). No entanto, a hierarquia romana manteve o acesso a este manuscrito vedado à erudição internacional até à segunda metade do século XIX.
Enquanto os protestantes de língua portuguesa passaram a dispor de um Novo Testamento traduzido dos originais já em 1681 (obra de João Ferreira de Almeida, completada no Antigo Testamento no século XVIII), o mundo católico de expressão portuguesa só teve acesso a uma Bíblia católica traduzida dos textos originais no século XX, com a Bíblia Sagrada da Difusora Bíblica (ou a célebre Bíblia Monumental/Ilustrada, lançada em fascículos entre 1957 e 1970). Trata-se de um hiato de quase três séculos em que as edições católicas em vernáculo eram, regra geral, meras traduções da Vulgata Latina (como a do Padre António Pereira de Figueiredo ou a do Padre Manuel de Matos Soares).
(Note-se que este atraso não foi acidental: o Vaticano só veio a autorizar oficialmente os tradutores e exegetas católicos a traduzirem a Bíblia diretamente das línguas originais em 1943, através da encíclica Divino Afflante Spiritu do Papa Pio XII. Até essa data, vigorava a obrigatoriedade de traduzir a partir do texto latino da Vulgata).
Diante destes factos históricos e textuais, do que falam afinal os apologistas de Roma?
