30 de setembro de 2017

Jesus e a Bíblia


Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem.

Mateus 24:37-39

Se Noé não é uma personagem histórica e o dilúvio nunca aconteceu, estas palavras de Jesus perdem toda a força e sentido. Podia-se dar muitos mais exemplos como este que mostram que a credibilidade de Jesus está intimamente ligada à credibilidade da Bíblia. 

Jesus é o Messias prometido se os profetas e as profecias do AT forem verdadeiros. O NT é verdadeiro se o AT for verdadeiro. 

Alguns tentam dissociar Jesus da Bíblia, apreciando-o, desejando tê-lo ao seu lado e até invocando-o como autoridade, mas ao mesmo tempo depreciam e descredibilizam a Bíblia. Isso é uma completa tolice. É a Bíblia que dá testemunho de Jesus. Se a Bíblia é falsa Jesus é um louco ou um charlatão, se a Bíblia é verdadeira Jesus é o Filho de Deus. Se a Bíblia cai, Jesus cai junto com ela.

24 de setembro de 2017

A PRIMAZIA «PETRINA» NOS SÉCULOS II, III, IV, V E VI


A primazia «petrina», tal como a entende a Igreja Católica Romana, é uma doutrina falsa que só conseguiu impor-se após o Cisma entre o Oriente e o Ocidente. Roma definiu ela própria tal primazia e, como é óbvio, só ela nela crê.

Nos primeiros séculos da Igreja, a sede romana era tida em grande estima, inclusivamente como a primeira entre iguais (um primado de honra), mas não tinha autoridade sobre as outras sedes patriarcais, como Bizâncio, Alexandria, Antioquia, etc.

No século II, quando o bispo romano Vítor quis impor a sua posição acerca da Páscoa, foi repreendido tanto pelos asiáticos como por Ireneu.

No século III, quando o bispo romano Estêvão quis impor a sua opinião sobre o batismo dos hereges, foi rejeitado frontalmente por Cipriano, à cabeça dos bispos africanos, e por Firmiliano, à frente dos asiáticos.

No século IV, o bispo de Roma, Libério, foi censurado pela Igreja universal por assinar uma confissão de fé ariana (segundo os testemunhos de Atanásio, Hilário de Poitiers, Jerónimo, Hermias Sozómeno, Faustino e Marcelino).

No século V, o bispo de Roma, Zósimo, considerou ortodoxos Celéstio e Pelágio, tendo de ser corrigido pelos bispos africanos. Foi-lhe também negado o direito de ouvir apelações, motivo pelo qual esgrimiu um cânon de Niceia que, na verdade, era do Concílio local de Sárdica.

No século VI, reuniu-se o II Concílio de Constantinopla (considerado o V Concílio Ecuménico). Vigílio era então o bispo de Roma, e o Concílio reuniu-se «sem a sua presença e, inclusivamente, apesar do seu protesto», nas palavras do Professor Hubert Jedin.

Se alguém considera que tudo isto não demonstra que os bispos de Roma não possuíam — pelo menos até ao século VI — uma autoridade superior à dos restantes bispos, e que não tinham de modo algum a primazia de jurisdição e ensino que hoje a Igreja Romana lhes atribui, é porque está cego à evidência histórica.

15 de setembro de 2017

Uma Confissão Católica Reformada


Tratando deliberadamente alguns pontos doutrinais de forma vaga e usando terminologia ambígua, qualquer igreja do universo "evangélico" é capaz de subscrever esta confissão de fé ecuménica elaborada recentemente. Como alguém disse "o diabo está nos detalhes".