15 de junho de 2026

O DIA EM QUE O PAPA CHAMOU "JAVALI SELVAGEM" A LUTERO

 

Neste dia, há 506 anos, o Papa Leão X condenou formalmente o monge agostiniano Martinho Lutero através da bula papal Exsurge Domine — cujo título significa, literalmente, "Levanta-te, Senhor", num apelo dramático.

O documento não poupava nas palavras e marcou um ponto de não-retorno na Reforma Protestante. Nele, Leão X condenou Martinho Lutero em 41 acusações de heresia, que iam desde as suas duras críticas à venda de indulgências até às suas posições sobre a autoridade papal.

Lutero foi oficialmente declarado inimigo da Igreja. O decreto comparava-o a um "javali selvagem" que invadia e destruía a vinha do Senhor. Como demonstração imediata de poder e rejeição, os escritos do monge foram publicamente confiscados e queimados nas praças de Roma.

Roma deu a Lutero um prazo de 60 dias para se retratar. Em vez disso, o monge alemão respondeu à sua maneira: queimou publicamente a própria bula papal em Wittenberg, solidificando a rutura que mudaria para sempre o mapa político e religioso da Europa.

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