Neste
dia, há 506 anos, o Papa Leão X condenou formalmente o monge agostiniano
Martinho Lutero através da bula papal Exsurge Domine — cujo título significa,
literalmente, "Levanta-te, Senhor", num apelo dramático.
O documento não poupava nas palavras e marcou um ponto
de não-retorno na Reforma Protestante. Nele, Leão X condenou Martinho Lutero em
41 acusações de heresia, que iam desde as suas duras críticas à venda de
indulgências até às suas posições sobre a autoridade papal.
Lutero foi oficialmente declarado inimigo da Igreja. O
decreto comparava-o a um "javali selvagem" que invadia e destruía a
vinha do Senhor. Como demonstração imediata de poder e rejeição, os escritos do
monge foram publicamente confiscados e queimados nas praças de Roma.
Roma deu a Lutero um prazo de 60 dias para se retratar.
Em vez disso, o monge alemão respondeu à sua maneira: queimou publicamente a
própria bula papal em Wittenberg, solidificando a rutura que mudaria para
sempre o mapa político e religioso da Europa.

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