Sem dúvida que a unidade é um dom precioso (João 17), mas nunca à custa da verdade bíblica. Assim o entenderam, obviamente, os Padres da Igreja, pois, de outro modo, não teria havido tantas controvérsias.
Devido ao crescimento desmesurado das suas pretensões a partir do século V, a Igreja de Roma foi incapaz de manter a unidade com as Igrejas orientais, culminando numa rutura definitiva no século XI. Posteriormente, ao aliar-se promiscuamente ao poder temporal e ao recorrer, da forma mais anticristã imaginável, ao infame aparato inquisitorial, conseguiu apenas — afogando em sangue os dissidentes sempre que necessário — manter uma “unidade” imposta pela força até ao século XVI.
A história da Igreja de Roma no que respeita à unidade é tão lamentável que causa perplexidade ver os seus defensores insistirem nesta matéria.

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