25 de fevereiro de 2010

O APÓSTOLO PEDRO: MÁRTIR EM ROMA, MAS NÃO FUNDADOR DA IGREJA NESSA CIDADE


Apesar de Pio XII ter declarado que uns ossos encontrados sob o altar da Basílica de São Pedro pertenciam ao apóstolo, e de, mais tarde, a 26 de junho de 1968, Paulo VI ter anunciado que o túmulo de Pedro tinha sido identificado, tal identificação não é segura. O seu local tradicional é a Colina Vaticana, onde, em 330, Constantino mandou construir uma basílica após um complexo nivelamento do terreno, e onde hoje assenta a atual Basílica de São Pedro, cuja construção se iniciou em 1506. A suposta sepultura de São Pedro encontra-se sob o altar-mor.

Independentemente da certeza que possa haver quanto ao sepulcro do apóstolo Pedro, o propósito desta nota é comentar dois assuntos estreitamente relacionados, mas claramente distintos, a saber: a evidência de que o apóstolo Pedro tenha ensinado e morrido em Roma, e a evidência de que tenha sido o fundador e primeiro bispo da igreja dessa cidade.

I. A evidência de que Pedro morreu em Roma

Quanto ao primeiro ponto — ou seja, à morte de Pedro em Roma —, o autor católico J. P. Kirsch diz:

Citação:
É um facto histórico indiscutivelmente estabelecido que São Pedro trabalhou em Roma durante a última parte da sua vida, e aí concluiu a sua carreira terrena com o martírio. Em relação à duração da sua atividade apostólica na capital romana, à continuidade ou não da sua residência na cidade, aos detalhes e ao êxito dos seus trabalhos, e à cronologia da sua chegada e morte, todas estas questões são incertas e podem ser resolvidas apenas com base em hipóteses mais ou menos bem fundamentadas. O facto essencial é que Pedro morreu em Roma: isto constitui o fundamento histórico para os bispos de Roma reclamarem a primazia apostólica de Pedro.

A residência e a morte de São Pedro em Roma estão estabelecidas indiscutivelmente como factos históricos por uma série de diferentes testemunhos que se estendem desde o final do primeiro século até ao final do segundo, e que provêm de diferentes regiões."

(s.v. Peter, Saint. Em The Catholic Encyclopedia, vol. 11, 1911; negrito acrescentado).

O autor sustenta que a morte de Pedro em Roma é um facto histórico indiscutível. Na realidade, trata-se de um facto muito provável; «indiscutível» é uma palavra muito forte. Por outro lado, o autor do artigo sobre o túmulo de Pedro na mesma obra inicia o seu texto com as seguintes confissões: «A história das relíquias dos apóstolos Pedro e Paulo está envolta em uma dificuldade e confusão consideráveis. As autoridades primárias a serem consultadas estão em oposição umas às outras, ou pelo menos parecem estar.» (Arthur S. Barnes, s.v. Tomb of St. Peter). A seguir, apresento um resumo da evidência apresentada por Kirsch, com os meus comentários entre parênteses retos:

1. A alusão ao martírio de Pedro em João 21:18-19 parece pressupor que os leitores do Evangelho conheciam o facto.

[Sim, mas não diz nada quanto ao lugar onde ocorreu; portanto, tal alusão não apoia a tese defendida].

2. A saudação em 1 Pedro 5:13, "A [igreja] que está em Babilónia, eleita juntamente convosco, e [também] meu filho Marcos, vos saúdam", parece uma alusão a Roma (comparado com Apocalipse 17:5; 18:10). A antiga Babilónia estava, nessa altura, em ruínas.

[Embora a Babilónia já não existisse como império, a região continuava habitada; não é impossível – embora se possa discutir quão provável - que Pedro tenha escrito a partir daí. A tese romana assenta na identificação de Babilónia com Roma por analogia com o Apocalipse, o que constitui claramente uma conjetura. Ademais, o uso de «Babilónia» como metáfora para Roma popularizou-se na literatura judaica e cristã sobretudo após a destruição de Jerusalém em 70 d.C. (como nova potência destruidora do Templo); aplicar esse criptónimo à Roma da década de 60 d.C. assenta num anacronismo provável. De qualquer modo, mesmo que Pedro tivesse estado em Roma por volta de 64 d.C., tal facto não demonstraria que foi o primeiro bispo da igreja nessa cidade].

3. Segundo o testemunho de Papias, bispo de Hierápolis na Ásia Menor, Marcos teria escrito o seu Evangelho em Roma a partir dos ensinamentos de Pedro. Clemente de Alexandria disse, baseado numa tradição, que após Pedro ter anunciado o Evangelho em Roma, os cristãos dessa cidade rogaram a Marcos que pusesse por escrito o que os apóstolos lhes haviam pregado (Ireneu, Adv. Haer. 3:1; Eusébio, Hist. Eccl. 2,15; 3,40; 4:14; 6,14).

[O testemunho de Papias é pouco fiável em múltiplos aspectos que hoje se conhecem melhor, sendo, por isso, de pouco crédito histórico. Por exemplo, transmite tradições fantasiosas sobre o milénio e a morte de Judas. Além disso, nos fragmentos de Papias preservados por Eusébio (HE 3,39), afirma-se que Marcos registou as memórias de Pedro, mas não se menciona explicitamente Roma; a localização geográfica da composição em Roma é uma associação posterior. Ademais, em ambos os casos, trata-se de testemunhos que provêm de bispos que viviam distantes de Roma: um na Ásia Menor (Papias) e outro no Norte de África (Clemente)].

4. Na sua carta à igreja de Corinto (escrita entre 95 e 97), o bispo de Roma Clemente menciona os sofrimentos e o martírio de Pedro e Paulo.

[Sim, mas Clemente não diz que o martírio destes apóstolos ocorreu em Roma. A carta de Clemente demonstra que, para além do Antigo Testamento, o autor conhecia provavelmente os Evangelhos de Mateus e Lucas, e seguramente várias das cartas de Paulo, tais como 1 Coríntios, Romanos, Filipenses, Efésios; bem como Hebreus. Em contrapartida, é bastante notável e significativo que não haja qualquer citação textual das epístolas de Pedro].

5. Inácio, bispo de Antioquia, a caminho do seu martírio em Roma, escreveu por volta de 117 aos cristãos dessa cidade: "Não vos dou ordens como Pedro e Paulo. Eles foram apóstolos; eu não sou mais do que um condenado à morte" (4:3). Isto sugere que Pedro havia trabalhado em Roma.

[A frase de Inácio estabelece uma distinção de autoridade apostólica — de âmbito universal — e não uma afirmação de presença física ou jurisdição local. Para a época em que Inácio escrevia, no início do século II, é perfeitamente plausível que os cristãos em Roma conhecessem os ensinamentos de Pedro através da tradição oral ou de escritos em circulação, tal como a carta de Clemente demonstra que conheciam as cartas de Paulo. Além disso, é altamente significativo que Inácio — o maior defensor do episcopado monárquico na literatura subapostólica — não mencione nem saúde qualquer bispo individual em Roma na sua Carta aos Romanos (ao contrário do que faz nas cartas enviadas às igrejas da Ásia Menor). Se Pedro tivesse sido o fundador e primeiro bispo dessa igreja, deixando aí uma sucessão episcopal consolidada, a omissão de Inácio seria inexplicável].

6. O bispo Dionísio de Corinto escreveu à igreja de Roma quando Sóter era bispo dessa cidade (165-174). Eusébio comenta e cita esta carta nos seguintes termos: "Que os dois [Pedro e Paulo] sofreram martírio na mesma ocasião afirma-o Dionísio, bispo de Corinto, em sua correspondência escrita com os romanos: «Nisto também vós ... fundistes as plantações de Pedro e de Paulo, a dos romanos e a dos coríntios, porque depois de ambos plantarem em nossa Corinto, ambos nos instruíram, e depois de ensinarem na Itália no mesmo lugar, os dois sofreram o martírio na mesma ocasião»." (Hist. Eccl. 2, 25:8).

[De novo, é altamente significativo que esta tradição, atestada apenas na segunda metade do século II, tenha sido conservada por um bispo de Corinto e não pela própria igreja de Roma. Além disso, a afirmação de Dionísio contém um erro histórico evidente ao sustentar que Pedro e Paulo fundaram e «plantaram» juntos a igreja de Corinto — algo que contradiz abertamente o registo de Atos dos Apóstolos (onde se demonstra que Paulo fundou a comunidade de Corinto sozinho; cf. Atos 18,1-18) e a própria Primeira Carta aos Coríntios (onde Paulo defende a sua primazia como fundador único: «eu plantei, Apolo regou»; 1 Coríntios 3,6). Se a afirmação de Dionísio é comprovadamente inexata e lendária no que diz respeito à sua própria cidade (Corinto), o seu testemunho perde fiabilidade e crédito histórico quanto ao que refere sobre Roma].

7. Por volta do final do século II, Ireneu de Lyon afirma que a igreja de Roma tinha sido "fundada e organizada" "pelos mais gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo" (Adv. Haer. 3:3). Pouco antes tinha escrito: "Mateus também publicou um Evangelho entre os hebreus, no seu próprio dialeto, enquanto Pedro e Paulo estavam pregando em Roma, assentando os alicerces da igreja." (Adv. Haer. 3:1.1).

[Ireneu estava evidentemente enganado no que toca à fundação, como o reconhecem muitos autores católicos. Paulo seguramente não fundou a igreja de Roma (como o demonstra a sua própria Epístola aos Romanos, onde saúda uma comunidade já estabelecida antes da sua primeira visita; cf. Romanos 1,11-15; 15,22-24), e é altamente improvável que Pedro tenha estado em Roma antes de 60 d.C. (ver mais abaixo). Além disso, o que Ireneu afirma sobre o Evangelho de Mateus ter sido originalmente escrito em aramaico/hebraico por essa altura — uma tradição que herda de Papias — é amplamente rejeitado pela crítica textual moderna, que demonstra que o Mateus grego não é uma tradução de um original semítico. Por fim, Ireneu vivia na Gália e a sua intenção primária em Contra as Heresias era apologética e anti-gnóstica (construir uma linha de sucessão apostólica indiscutível), pelo que a sua afirmação sobre a fundação conjunta reflete uma simplificação teológica do século II e não um registo historiográfico rigoroso].

8. Pela mesma época, Tertuliano de Cartago, nos seus escritos contra os hereges, refere-se à igreja de Roma como aquela "na qual os apóstolos derramaram todo o seu ensino com o seu sangue; onde Pedro emulou a paixão do Senhor; onde Paulo foi coroado com a morte de João" [Batista] (De Praescript. 35). O mesmo autor, contra Marcião, apela ao testemunho dos cristãos de Roma, aos quais "Pedro e Paulo legaram o Evangelho selado com o seu sangue" (Adv. Marc 4:5). Em Scorpiace 15 menciona a crucificação de Pedro sob Nero; e em De Baptismo 5, há uma alusão a Pedro a batizar no Tibre.

[Desta vez, é um autor do Norte de África quem reproduz estas tradições no final do século II e início do século III. A própria igreja de Roma parece não ter tido qualquer conhecimento desses tão notáveis antecedentes nos seus primeiros 150 anos. Além disso, Tertuliano é um escritor prolífico e apaixonado, mas frequentemente recobre os factos históricos com retórica apologética e elementos lendários — como a alegação de que Pedro batizava no Tibre ou o relato fantasioso de que o apóstolo João teria sido imerso em azeite a ferver sem sofrer danos (De Praescript. 36). Por fim, o facto de Tertuliano atribuir a fundação do Evangelho em Roma conjuntamente a Pedro e Paulo padece do mesmo vício histórico de Ireneu: desconsidera que a comunidade romana já existia antes de Paulo lá chegar e antes de Pedro lá ter eventualmente entrado].

9. Eusébio também cita Caio, um cristão de Roma do tempo do bispo Zeferino (198-217). Depois de mencionar a tradição conservada por Tertuliano, no sentido de que Paulo foi decapitado e Pedro crucificado sob Nero, refere que, segundo Caio, em Roma encontram-se os restos dos apóstolos mencionados. A citação de Caio diz: "Eu, por outro lado, posso mostrar-te os troféus dos apóstolos; porque, se quiseres ir ao Vaticano ou à via de Óstia, encontrarás os troféus dos que fundaram esta igreja" (Hist. Eccl. 2:7).

[Supõe-se que Caio se refira às sepulturas de Pedro e Paulo, uma vez que indica as localizações tradicionais do Vaticano e da Via Ostiense. Contudo, subsiste a dúvida sobre o significado exato do termo «troféus» (tropaia, em grego): na literatura clássica e patrística, um tropaion é um monumento comemorativo da vitória ou do martírio, o que não implica necessariamente a presença de restos biológicos ou de um sepulcro primário (podendo tratar-se de um cenotáfio ou um marco memorial). Além disso, Caio escreve no contexto de um debate controverso contra o montanista Proclo, a fim de defender o prestígio da igreja de Roma apelando à presença destes «troféus» em oposição às sepulturas dos profetas montanistas na Ásia Menor. Por fim, a atribuição da fundação da igreja de Roma a ambos os apóstolos padece do mesmo anacronismo e imprecisão histórica já apontados em Ireneu e Tertuliano].

10. Havia em Roma, a partir do século II, uma placa que comemorava a morte dos Apóstolos.

[Trata-se de uma inscrição ou placa de origem desconhecida, cuja datação dista quase um século dos supostos acontecimentos. O valor documental de um artefacto comemorativo tão tardio é extremamente reduzido no que concerne à comprovação de factos históricos do século I].

11. O fragmento de Muratori, uma antiga lista de livros sagrados proveniente de Roma (século II), diz o seguinte a respeito dos Atos dos Apóstolos: "Além disso, os atos de todos os apóstolos foram escritos num livro. Para o 'excelentíssimo Teófilo', Lucas compilou os acontecimentos individuais que ocorreram na sua presença, como o demonstra claramente ao omitir o martírio de Pedro, bem como a partida de Paulo da cidade [de Roma] quando viajou para Espanha." (34-39).

[Embora Paulo tivesse intenção de viajar até Espanha (Romanos 15:24,28), não existe qualquer evidência histórica ou textual sólida de que o tenha efetivamente feito. Além disso, o fragmento não especifica o local do martírio de Pedro nem a sua cronologia, parecendo até dissociar a sua morte do itinerário final de Paulo. Trata-se de uma conjetura tardia do final do século II para justificar os silêncios e a interrupção narrativa de Atos dos Apóstolos, pelo que o seu valor documental para comprovar a estadia de Pedro em Roma é extremamente reduzido].

12. Os Atos apócrifos de Pedro e os Atos de Pedro e Paulo também testemunham esta tradição.

[Estes escritos apócrifos, rejeitados pelos cristãos ortodoxos, são tardios (compostos predominantemente a partir do final do século II e ao longo do século III) e marcados por uma forte dimensão lendária e hagiográfica. O seu valor enquanto fontes historiográficas para reconstituir os acontecimentos do século I é extremamente reduzido. Tais textos refletem, antes, o desenvolvimento da imaginação piedosa, a expansão do romance cristão antigo e a necessidade de legitimidade apostólica vivida pelas comunidades do século II em diante, não constituindo prova documental fidedigna da estadia, do ministério ou do episcopado de Pedro em Roma].

Em todo o caso, o conjunto da evidência, embora de modo algum conclusivo, indica que o apóstolo Pedro morreu em Roma no tempo de Nero. Um dado negativo, mas importante, a este respeito é que, embora todas as sedes importantes procurassem traçar a sua origem até algum apóstolo, nenhuma outra igreja antiga reclamou para si a honra de ser o local do martírio de Pedro.

II. A evidência de que Pedro tenha sido o primeiro bispo de Roma

Por outro lado, não existe evidência de que Pedro tenha fundado a Igreja de Roma nem de que tenha sido o seu primeiro bispo. Visto que, a ser verdade, tal deveria ter ocorrido o mais tardar entre 64 e 67, datas prováveis do martírio de Pedro, o documento fundamental para a nossa avaliação terá de ser o Novo Testamento. Eis os dados:

1. A conversão de Paulo ocorreu, provavelmente, entre 34 e 37. Em Gálatas 1:13-18, Paulo afirma que, três anos após a sua conversão, viajou até Jerusalém e permaneceu com Pedro durante 15 dias; portanto, em 37 ou 40, Pedro ainda se encontrava em Jerusalém.

2. Em Atos 9 a 11, narra-se a atividade missionária de Pedro em Lida, Jope e Cesareia (Atos 9-11); portanto, por essa altura, Pedro não se encontrava em Roma.

3. Após a referida digressão, Pedro regressou a Jerusalém (Atos 11:2). Em Atos 12:1-3, Lucas relata que, por esse tempo, Herodes (Agripa) mandou matar o apóstolo Tiago, irmão de João, e encarcerar vários cristãos, entre os quais Pedro. A libertação milagrosa de Pedro enfureceu Herodes Agripa (Atos 12:19), rei que morria pouco depois (12:23). Segundo Flávio Josefo, este acontecimento deu-se no quarto ano do reinado do imperador Cláudio, ou seja, em 44, data em que Pedro ainda se encontrava em Jerusalém.

4. Em Gálatas 2:1, Paulo afirma que, 14 anos depois da sua primeira visita à igreja de Jerusalém, regressou e esteve com Tiago (o irmão do Senhor), Pedro e João (2:9). Pedro continuava, portanto, em Jerusalém. Pouco depois, Pedro retribui a visita, viajando até Antioquia (ocasião em que Paulo o repreende por judaizar); encontrava-se, assim, ainda no Próximo Oriente, distante de Roma.

5. Pedro desempenha um papel de destaque no chamado «Concílio de Jerusalém», registado em Atos 15 a propósito da questão dos judaizantes, o qual teve lugar, provavelmente, por volta de 48 ou 49; portanto, nessas datas, também não se encontrava em Roma. Posteriormente, terá viajado pelas províncias orientais do Império acompanhado pela sua esposa (1 Coríntios 9:5).

6. A carta de Paulo aos Romanos é datada entre 54 e 57. O Apóstolo escreve-lhes para os «confirmar» e lhes «anunciar o Evangelho» (Romanos 1:11-15) — algo difícil de compreender se supusermos que Pedro já se encontrava em Roma a ensinar, sobretudo lembrando que Paulo evitava gloriar-se do trabalho alheio (2 Coríntios 10:15-16) e «edificar sobre fundamento alheio» (Romanos 15:20). Além disso, no capítulo 16, Paulo saúda pelo nome 26 pessoas da comunidade de Roma, mas não faz qualquer menção a Pedro. Portanto, é razoável concluir que, por volta de 57, Pedro também não se encontrava em Roma.

7. Paulo foi feito prisioneiro e permaneceu em Roma entre 58 e 60 (ou 60 e 62), aí tendo ficado não menos de dois anos (Atos 28:30). A partir dessa cidade, escreveu as epístolas aos Efésios, Colossenses, Filemom e Filipenses. Em nenhuma destas cartas menciona a presença de Pedro em Roma, no final dos anos 50 ou no início dos anos 60.

8. Posteriormente, Paulo foi libertado e visitou as igrejas do Oriente. Acabaria por ser novamente preso e martirizado por volta de 67. Pouco antes da sua morte, escreveu a Segunda Carta a Timóteo, na qual afirma expressamente: «Só Lucas está comigo» (2 Timóteo 4:11). Envia ainda saudações de vários irmãos — «Saúdam-te Eubulo, Pudente, Lino, Cláudia e todos os irmãos» (2 Timóteo 4:21) —, mas, uma vez mais, Pedro está ausente. 

Diante do exposto, é razoável concluir que, a estarem corretas as tradições acerca da morte de Pedro em Roma, a sua permanência e atividade na cidade deverão ter sido relativamente breves — coincidindo, possivelmente, com o período da libertação transitória de Paulo (ou seja, no máximo entre 60 e 66, antes da redação de 2 Timóteo). As epístolas de Pedro datariam de aproximadamente 64. Portanto, embora pareça muito provável que Pedro tenha pregado e sido martirizado em Roma, não existe qualquer evidência de que tenha fundado a Igreja romana ou exercido aí o cargo de seu primeiro bispo.

Portanto, do ponto de vista histórico, a pretensão do bispo romano de ser o "sucessor de Pedro", com o primado, a infalibilidade e qualquer outra prerrogativa singular, carece por completo de fundamento sólido. Trata-se de um gigantesco edifício construído sobre areia.

33 comentários:

  1. Essa farsa de que Pedro foi o primeiro bispo é fruto da ignorância do povo daquela época, esse versículo 1 Pe5:13 dizendo que a igreja católica é a Babilônia por causa das sete colinas citada em Apocalipse, realmente você acertou na mosca, com as heresias da igreja de Roma contradizendo as escrituras sagradas colocando a tradição de homens em igualdade com bíblia, vemos em Ap.18:2, que fala da queda da grande Babilônia por causa da sua prostituição(adoração a ídolos e doutrinas de demônios)tornando-se moradas de demônios, não há dúvida, a igreja de católica é a falsa igreja que durante séculos com seus enganos e blasfêmias levou muitas almas ao inferno, inventaram uma língua sagrada que de sagrada não tem nada um tal latim e diz que Roma é a terra santa, só existe uma terra santa Israel e Jerusalém a cidade do grande Rei, o grande Jeová e tem mas proibiram povo naquela época ler a bíblia alegando que somente eles poderiam interpretar corretamente as escrituras e houve alguns padres examinando a bíblia e chegando a conclusão da heresias da "santa sé" , doutrinas sem base nas escrituras, levando homens como Martinho Lutero a abandonar a igreja de Roma ....

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  2. Martinho Lutero, foi um homem que foi na última moda, influenciado pelos poderosos da época se separa então da igreja que lhe estruturou.
    Um só rebanho um só pastor, isso são palavras de Jesus. Imagine então se olharmos para o povo cristão de hoje, todos separados por discórdias abandonando a palavra de Deus e a tradição da igreja que vem lutando durante milênios. Como podemos abandonar que vem desde o início para ouvir fundamentações infundadas que quem acha que sabe tudo e que estão salvos só porque lêem a bíblia e tiram suas própias conclusões. E o que dizer de pastores que abrem igrejas todos os dias com um único intuito de alimentar seu própio estômago, como diz o apóstolo Paulo. Atacar quem vem desde o início é muito fácil. Aqui na nossa igreja católica se cai e se levanta, nenhum padre esconde que tém pecados.

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    1. Para mim. A Bíblia é a Palavra de Deus, portanto é a verdade. Todo e qualquer costume ou prática que estiver fora dela, prática evangélica, prática catolica, pratica pagã... não tem nem nunca terá valor.

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    2. Caro Pedro

      Não queira ser "mais papista que o papa" salvo seja :)

      Não é que todas as práticas e costumes que se encontram fora da Bíblia nunca terão qualquer valor, mas sim que nunca terão um valor ou uma autoridade igual às práticas que são ensinadas nela.

      Por exemplo, a prática de chamar "Bíblia" ao conjunto das Escrituras Sagradas não se encontra na "Bíblia", mas é uma prática e costume aceitável uma vez que não se opõe às próprias Escrituras.

      O costume de celebrar a Santa Ceia com pão com fermento não se ensina na Bíblia mas é aceitável porque a Bíblia não ensina como obrigatoriamente o Pão da Santa Ceia deve ser (se ázimo ou fermentado). Nisto as Igrejas têm liberdade de optar por uma das duas hipóteses.

      A Bíblia não é um manual de casuística onde está previsto todas as práticas e costumes a seguir, há um espaço de liberdade deixado às Igrejas que deve ser discernido interpretando corretamente não só a letra mas o espírito das Escrituras.

      Aquelas práticas que vão claramente contra o que a Bíblia ensina (quer na letra, quer no espírito) essas sim nunca terão algum valor.

      Bênçãos em Cristo

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. Sim, exatamente 9, um terço do NT.

      Nós aceitamos essas tradições visto não haver nenhuma razão fundada para duvidarmos delas.

      Agora vá a um seminário católico e pergunte o que ensinam lá, por exemplo, sobre quem foram os autores dos quatro evangelhos, e veja se dão crédito a essa tradição.

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    5. Conhecereis a verdade, é verdade que a Bíblia, sem os dogmas e as tradições da igreja, não se fundamenta?

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    6. Como assim a Bíblia não se fundamenta sem os dogmas e as tradições da igreja?

      Se se refere aos dogmas e às tradições da Igreja de Roma, eles é que não se fundamentam com a Bíblia (nem com a suposta tradição apostólica extra-bíblica).

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  3. O que dizer então:muciomissionario@hotmail.com dessa passagem Mateus 16,17-19
    Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.
    E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
    Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
    Quem escolheu Pedro para liderar sua igreja não foi nenhum homem mas o Senhor Jesus, nisso vocês devem respeditar. É graças a igreja católica que vocês tém hoje os 27 livros do novo testamento que é uma escolha da igreja. E eu pergunto que igreja? Pentecostal?

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    1. Quem fez a revelação, não foi Pedro ("não foi carne nem sangue quem te revelou...")
      A liderança que Cristo deu a Pedro, foi da Igreja de Cristo (todos os cristãos).Essa liderança não foi entregue à Igreja Católica( que reinvindica a propriedade de Pedro) nem à Seita dos Nazarenos , que era a religião da época.Quem falava e curava não era Pedro, e sim, o Espírito Santo que estava com ele e o foco deve ser sempre Jesus, pois Pedro nunca foi maior que Jesus.

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    2. Aplicando corretamente o português, mas precisamente os pronomes demonstrativos (este, esta, esse, essa, aquele, aquela) verás que na citação: ..."tu és Pedro, e sobre ESTA pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela".....Jesus se auto denomina a pedra fundamental da Igreja (pedra angular ou da esquina, procure na Bíblia). Agora, se coloque no lugar de Pedro e vá substituindo os pronomes.

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  4. Pode não ter nenhum escrito,mas dou crédito a quem disse que é sobre Pedro que erguiria sua igreja, porque quem disse é Santo dos Santos "Jesus Cristo", se ele disse quem duvidará que realmente aconteceu?
    E mais ainda o que dizer disso:

    Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.
    Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.
    Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.
    Se você não acredita nessas palavras, ou é falta de conhecimento o malícia com a igreja.

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  5. Caro jrodrigops:

    Todos os protestantes dão crédito e levam muito a sério as palavras que Jesus dirigiu a Pedro. Não há dúvida que Pedro teve um papel destacado na nascente igreja cristã. Do que duvidamos muito é que:

    1. Pedro tenha fundado a igreja de Roma
    2. Pedro tenha sido o primeiro bispo de Roma
    3. Pedro pudesse ter sucessores no seu ofício apostólico como testemunha presencial de Cristo e comissionado directamente pelo Senhor.
    4. Os tais sucessores sejam os bispos de Roma.
    5. Os bispos de Roma tenham autoridade sobre a igreja universal.
    6. Os bispos de Roma sejam infalíveis quando falam ex-cathedra.

    O que você devia fazer era demonstrar com as Escrituras a veracidade destes 6 pontos, em vez de vir para aqui com conversa fiada de apologética católica mal amanhada.

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    1. O apóstolo Paulo ficou incumbido de pregar o evangelho ao Gentios, entre eles os romanos. A Pedro cabia a pregação aos Judeus.

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  6. O que vocês nunca aceitam é que Deus sempre usou e sempre usará da humanidade fraca, pecadora, cheia de defeitos com casos horrorosos até de pedofilia, vocês cristãos separados e a todos nós para realizar suas vontades no plano de nossa salvação, mas o que Jesus deixou bem claro é que entre nós não houvesse contendas, e o apóstolo Paulo insiste nisso quando fala para toda a igreja já em caminhada. Então meu querido, não se assute se Deus escolher um irmão mais pecador do que você para o ministério até maior do que o que você exerce.Porque o próprio evangelho diz escolher os símple e não os que dizem sábios, cuidado com o farisaimo.

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  7. Sé Pedro não foi o primeiro Bispo de Roma, foi então: Lutero? Davi Martins Miranda? Edi Macedo? R.R. Soares? Valdemiro?

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    1. O que é que Pedro foi fazer em Roma, se Paulo era o missionário dos Gentios? A Pedro cabia evangelizar os Judeus. Leia a Bíblia!

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  8. caro leitor atenta! tu és Pedro certo? sobre esta pedra, já estava falando dele! ele se declarou a pedra da principal da esquina! ele é a rocha que nós devemos levantar as nossas casas ! quando ele diz quem tem sede venha a mim e beba! aonde ? a mim ? ou a Pedro? jeandelfinohair@hotmail.com

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    1. PAZ A TODOS!!

      O fundamento a que Jesus se referiu foi à declaração de Pedro,o que ela representa e não sobre Pedro.
      Veja a declaração:"E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." (Mateus 16 : 16) e na sequência,como Jesus tinha perguntado quem era ele e Pedro tendo respondido pela revelação do próprio Deus,Jesus diz a Pedro:"Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;" (Mateus 16 : 18) A pedra(fundamneto) aqui foi a declaração de Pedro.

      Em Cristo,
      Mario www.mario-mca.blospot.com

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  9. Não Jean, não omita o evangelho, Jesus quis dizer que vai fazer do Simão fraco que o negou três vezes uma rocha. Mas não por si mesmo é Jesus quem vai fazer dele uma rocha mesmo com pecados e fraquesas. Como diz o salmo: "O Senhor é o meu rochedo, minha fortaleza e meu libertador. Meu Deus é a minha rocha, onde encontro o meu refúgio".Porque não depende de Simão pedro, depende de uma forte ligação entre Jesus e Pedro,para que Jesus o fizesse uma rocha. Jesus deixou claro que Pedro seria rocha atráves Dele "Jesus Cristo".Pedro sem Jesus seria um simples Simão pescador, mas pela vontade de Jesus o quis pastor de suas ovelhas, pescador de homens.Para ser pastor de ovelhas no mundo precisaria da força do alto.
    Não estou querendo glorificar Pedro, estou sende fiel ao evangelho e não aos meus interesses.

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  10. Suas refutações a quase todos os ítens não escondem um mal-disfarçado "a priori" de se contrapor preconcebidamente à premissa. Além disso, trata-se de raciocínios superficiais que demonstram pouca capacidade intelectual. Perde-se totalmente o interesse por seu blog.

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  11. Jesus Cristo nos deixou uma igreja terrena ou uma espiritual??

    Jesus cita varias vezes que ele esta mais preocupado com o seu espirito do que com a carne, agora irmãos perder tempo em discussões tolas?

    se dizemos que adoramos ao mesmo DEUS voces acham que ele se sente feliz com isso?

    com essa falta de amor?

    Devemos falar de DEUS a todo o momento cabe a cada um escolhar a palavra de homens ou a de DEUS.

    DEUS nao esconde a sua verdade quem busca-lo em espirito e em VERDADE com certeza a achará!

    Pense nisso!

    Que DEUS abençoe a todos!

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  12. Se quiserem sustentar a tese do primado de Pedro em Roma terão que adulterar a palavra Igreja por Roma da Bíblia.

    Deveres de de casa!!!!!!!!!!

    1)Estudar os significados bíblicos da palavra Igreja!

    2) Estudar os pais da Igreja nos sites de pesquisa não adulterados.ex -ccel,new advent church fathers-...etc.

    3) Estudar a Bíblia Sagrada para ver quem é realmente a pedra sobre a qual a Igreja está edificada!!!!!

    Estudem muito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Próxima aula terá arguição!!!!

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    1. Pegou pesado agora, hein Olhar Crítico! Isso é muito pra fundamentalista religioso e sectarista!! kkkkkk

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  13. Levando em consideração que S. Pedro, foi o único "papa" israelense da igreja católica. O restante, em sua grande maioria, eram todos italianos. Portanto, o papa nada mais é que uma cópia da autoridade dos imperadores romanos que eram tratados como deuses na época.

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    1. Não fala besteira também, houve papas africanos.

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    2. Você tem problemas de literacia?

      Alguém aqui disse que não houve papas africanos?

      Onde está a besteira no texto do Marcelo?

      Com a decadência e a queda do império romano no Ocidente, a figura do imperador transferiu-se para o papa romano, inclusive este adotou títulos próprios dos imperadores romanos como Sumo Pontífice e Vigário de Cristo (depois do cristianismo se ter tornado a religião oficial o imperador já não podia ser considerado como um deus e passou então a ser considerado o representante de Cristo, o que na prática ia dar ao mesmo). A própria organização administrativa da Igreja de Roma foi decalcada da organização do antigo império romano. Portanto o Marcelo não disse besteira nenhuma.

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  14. M4RC3LLD3OL1V31R4,

    Que belo sofisma!

    1) Pedro foi o primeiro papa israelense;
    2)"O restante,em sua maioria,eram italianos;
    3)Logo,Pedro não pode ser papa(!)

    Este "non sequitur" é risível,principalmente para os adeptos da sola scriptura,mas foi bom que eu ri muito com esta arJumentação!!!!!Eu ri demais mesmo!!!!!!Se não consegues demonstrar lógica ou coerência nas argumentações,cidadão,faz pelo menos igual aos teus irmãos protestantes que se "utilizam" da Bíblia e da Patrística ,ou melhor,continue postando esse tipo de argumento para me divertir!!!!

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  15. Apologista católico, o comentário do rapaz pressupõe o tal sofisma?

    "O ódio está causando cegueira."

    Lamentável a sua postagem imbecil.

    Abraços.

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  16. Falou aquele que conhece o interior dos outros!!!!(Pela internet!)Lamentável este ad hominen que não será nem rebatido,pois o âmbito da discussão é doutrinário e não pessoal!

    O argumento é risível !!!!Qual a relação de Pedro ser israelense e o papa ser uma "cópia da autoridade dos imperadores romanos"(sic)?

    Existe alguma prescrição a nacionalidade do sumo pontífice?

    Esses argumentos amadores e divertidos só me mostram a fraqueza doutrinária do protestantismo!!!Quanto aos recortes patrísticos do outro post e as outras heresias....logo eu estarei refutando à luz da Bíblia....espere só mais um pouquinho!!!

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  17. Como argumentado no post, é provável que Pedro tenha estado em Roma e pregado aí antes de sofrer o martírio. Não obstante, que tenha sido o fundador dessa congregação local é extremamente improvável (apesar da notícia de Ireneu), e ainda mais improvável é que tenha sido o seu primeiro bispo monárquico.

    E ainda que o tivesse sido, não há nenhuma evidência bíblica de que qualquer singular privilégio que Cristo tivesse concedido a Pedro fosse transferível em exclusivo aos posteriores bispos de Roma. Isto foi uma teoria que os bispos de Roma desenvolveram lentamente ao longo de séculos, e que jamais foi aceite universalmente.

    De modo que, para sustentar a primazia do bispo de Roma, o apologista católico deve nos conseguir provar:

    1. Que a Pedro foi-lhe concedido primazia de jurisdição e doutrinal sobre os demais apóstolos.
    2. Que Pedro fundou a Igreja de Roma e foi o seu primeiro bispo.
    3. Que Pedro deveria ter sucessores que, sem ser Apóstolos, herdassem idêntica autoridade que ele quanto a jurisdição e doutrina.
    4. Que esses sucessores foram em exclusivo os bispos monárquicos de Roma.

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  18. Que Pedro é Pedra ninguém duvida, agora a Pedra onde se edifica, é a que Pedro confessou, nesta

    Pedra, o Pedro construiu, quando anunciou, ensinou e testificou, aquilo que confessou.

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  19. Leia Gálatas 2, foque no versículo 7.

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