29 de novembro de 2010

COMO PODEM OS PROTESTANTES SER APOSTÓLICOS SE AS SUAS IGREJAS NÃO REMONTAM SEQUER AOS ÚLTIMOS 700 ANOS?


A Igreja de Roma orgulha-se de ser apostólica por afirmar ter uma sucessão ininterrupta de bispos que remonta ao século I. Esta pretensão é totalmente falsa, a começar pelo facto de faltar o primeiro elo da cadeia: não há evidência de que a Igreja de Roma tenha sido fundada pessoalmente por Pedro, nem de que ele tenha sido o seu primeiro bispo. Historicamente, a própria estrutura de um episcopado monárquico (um único bispo) só se consolidou em Roma em meados do século II, sendo a liderança inicial exercida por um conselho colegial de presbíteros.

Além disso, a alegação é falsa porque, em muitas ocasiões, o cargo foi disputado por dois ou mais pretendentes, sem que um deles representasse claramente a suposta "linha de sucessão".

É também falsa porque houve bispos de Roma que foram impostos ou apoiados diretamente pelo poder imperial.

E é falsa porque, durante o Grande Cisma do Ocidente no século XV, o Concílio de Constança teve de depor três papas rivais para nomear um quarto no seu lugar.

Portanto, por razões históricas bem conhecidas, Roma não pode reivindicar uma "sucessão apostólica ininterrupta".

A única sucessão apostólica válida é a perseverança na doutrina dos apóstolos, tal como ela se expressa no Novo Testamento (cf. Atos 2:42; Efésios 2:20). Esta fidelidade ao ensino bíblico é a única prova necessária e suficiente da apostolicidade de uma congregação, quer tenha sido fundada há vinte séculos, quer ontem. E, com os acréscimos e as distorções que fez à doutrina apostólica, Roma é precisamente quem falha em demonstrar a verdadeira apostolicidade. 

Sem comentários:

Enviar um comentário

Nota: só um membro deste blogue pode publicar um comentário.