28 de outubro de 2020

A QUADRATURA DO CÍRCULO DO SISTEMA "BÍBLIA, TRADIÇÃO E MAGISTÉRIO"


Assumindo os pressupostos romanistas, não é possível a uma pessoa concluir que a Igreja Católica Romana é a verdadeira Igreja de Cristo sem antes contradizer esses mesmos pressupostos.

Como pode, na verdade, alguém chegar a tal convicção sem antes reconhecer autoridade à Bíblia e interpretá-la por si mesmo? Como é que estabelece o Magistério da Igreja Romana como autêntico, se não lhe for permitido fazer o livre exame das fontes da revelação — a Bíblia e a Tradição?

O sistema "Bíblia, Tradição e Magistério" é autoderrotante. Ao definir-se como a única entidade capaz de reconhecer e interpretar autenticamente o cânon bíblico e a Tradição, o Magistério retira a si mesmo qualquer possibilidade de ser justificado de forma independente. Só se pode assumir que a Igreja Católica Romana é a verdadeira Igreja de Cristo porque ela própria o afirma, caindo-se assim num vicioso raciocínio circular: torna-se impossível validar essa premissa por meios externos ou autónomos.

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