terça-feira, 5 de junho de 2012

A Sola Scriptura é um princípio bíblico e histórico


A Sola Scriptura é um princípio bíblico, amplamente fundamentado na própria Bíblia, observado pelos Padres primitivos e recuperado pela reforma protestante, que tinha ficado sepultado pela avalanche de tradições eclesiásticas acumuladas durante séculos na Igreja de Roma.

A Sola Scriptura como princípio bíblico

Um exame do Novo Testamento nos mostra que:

[1] Jesus advertiu muito seriamente contra invalidar as Escrituras – obrigatórias e inspiradas - por causa da tradição oral (Mar 7: 8-9 e par.). Não estamos falando aqui de quaisquer tradições, mas das tradições religiosas piedosamente transmitidas e conservadas pelos mestres do seu tempo.

[2] Além da Sua própria Palavra de plena autoridade, o Senhor recorreu sempre às Escrituras para decidir qualquer controvérsia.

[3] Jesus Cristo nunca acusou os judeus de ignorar as tradições orais, mas de não compreender que as Escrituras davam testemunho d`Ele (João 5:39). 

[4] Aos Saduceus, que rejeitavam a tradição oral dos fariseus, o Senhor não lhes reprovou isso, mas sim o desconhecer "as Escrituras e o poder de Deus" (Mar 12: 24-27 e par.). 

[5] Os Apóstolos e alguns dos seus condiscípulos (como Marcos ou Lucas) consideraram apropriado – inspirados seguramente pelo Espírito Santo - pôr por escrito os seus ensinamentos, como Moisés, Isaías e o resto dos autores humanos do Antigo Testamento puseram por escrito os seus. 

[6] São Paulo afirma a natureza essencialmente inspirada das Escrituras e a sua absoluta suficiência quando escreve a Timóteo (2 Tim 3: 15-17); o facto de o Apóstolo se referir ao Antigo Testamento não modifica o seu juízo sobre a natureza da Escritura quanto ao seu carácter normativo. 

[7] Os escritos apostólicos são considerados "Escritura" (2 Pedro 3: 15-16; 1 Tim 5:18 comparado com Lucas 10:7). 

[8] Considera-se louvável que os que ouviam os Apóstolos vissem por si mesmos se a pregação era consistente com o já revelado por escrito no Antigo Testamento (Actos 17:11). 

[9] Ao dirigir-se aos Coríntios a propósito das contendas entre facções, São Paulo recomenda que, "como está escrito, o que se gloria, glorie-se no Senhor" (1:31, cf. Jer 9: 23-24). E mais adiante, no mesmo contexto, aconselha "a não ir além do que está escrito" (4:6). Como quer que se veja este versículo, parece claro que para São Paulo o escrito tinha um carácter normativo que ia para lá dos pareceres individuais.

[10] A própria Bíblia dá testemunho do pouco confiável que é a tradição oral no médio ou longo prazo. "Por isso o dito se propagou entre os irmãos que aquele discípulo não morreria, mas Jesus não disse que não morreria..." (João 21:23). São João obviamente corrige aqui, por escrito, uma tradição oral errónea. 

Durante um intervalo de cerca de mil anos, o tempo que demorou a formar-se o Antigo Testamento, Deus falou de muitas maneiras e em reiteradas oportunidades, mas foi inculcando no povo judeu o valor das Escrituras. No caso do Novo Testamento, o intervalo entre os ensinos divinos e a sua colocação por escrito foi vinte vezes menor. A quantidade e qualidade de informação histórica, doutrinal e prática do Novo Testamento não pode comparar-se com as tradições orais, muitas vezes duvidosas, que se acham nos escritos dos Padres. O apelo válido à tradição nos Padres refere-se à compreensão e aplicação da doutrina estabelecida firmemente nas Escrituras. E, naturalmente, sabemos hoje que apelaram a esta tradição interpretativa ... porque eles próprios o puseram por escrito.

A Sola Scriptura como princípio histórico

Diz-se que se se perdessem todas as cópias do Novo Testamento, se o poderia reconstruir com base nas citações patrísticas. Os escritores cristãos primitivos, apologistas, pastores e teólogos dos primeiros séculos, não apelavam a supostas tradições doutrinais mas às Escrituras. É certo que achamos numerosas alusões à "regra de fé da Igreja" e à "tradição eclesiástica", mas não se trata de uma tradição doutrinal à parte das Escrituras, mas da forma tradicional de interpretá-las e aos usos e costumes. Para os Padres dos primeiros séculos, a Sagrada Escritura é a tradição doutrinal da Igreja, e o autêntico registo da tradição Apostólica. Assim, Tertuliano (160-220) diz que aos hereges não deve conceder-se-lhes o uso das Escrituras para redarguir, porque não lhes pertencem; as Escrituras são património da Igreja, base e fundamento da sua doutrina (J. Quasten, Patrología I, p. 569). "Porque onde vejamos certamente a verdade da doutrina e da fé cristã, aí indubitavelmente se acham também as verdadeiras Escrituras, a verdadeira interpretação, as verdadeiras tradições cristãs" (De Prescriptione Haereticorum, 20). 

Por exemplo, nos escritos conservados de Orígenes, homem de vastíssima erudição, não achamos apelações a tradições doutrinais extra-bíblicas, apesar de que, dadas as especulações deste Padre, tais tradições poderiam ter sido muito interessantes. Eusébio de Cesareia (Hist Ecl VI, 25:11-14) conservou as reflexões de Orígenes a propósito do autor de Hebreus, e todas elas se baseiam em evidências internas da epístola. Parece que no seu tempo (segunda metade do século III) não havia tradição confiável a tal respeito. 

Ireneu de Lyon (ca. 140-205) escreveu: "...as Escrituras são na verdade perfeitas, sendo que elas foram faladas ou ditadas pela Palavra de Deus e pelo Seu Espírito..." (Adv Haer II, 28).

"Não aprendemos de nenhuns outros o plano da nossa salvação, senão daqueles por quem o evangelho nos chegou, o qual eles num tempo proclamaram em público e, num período posterior, pela vontade de Deus, o transmitiram a nós nas Escrituras, para ser o fundamento e a coluna da nossa fé" (Adv Haer III, 1,1). 

Ireneu também tem a Igreja como depositária das Escrituras e possuidora de um entendimento correcto destas: "... mas melhor é que nos refugiemos na Igreja, sejamos educados em seu seio, e nos alimentemos da Escritura do Senhor" (Adv Haer V,20:2). 

Numa carta a Florino conservada por Eusébio, Ireneu recorda Policarpo – segundo a tradição discípulo de São João Apóstolo - e o louva porque "tudo relatava em consonância com as Escrituras" (Hist Ecl V, 20:6). 

Ainda João Crisóstomo (347-407) escreveu: "As coisas que se inventam sob o nome de tradição apostólica, sem a autoridade das Escrituras, são castigadas pela espada de Deus" (Hom. Mat 49). Parece que o insigne pregador não estaria hoje de acordo com a Igreja de Roma. Quasten recalca: "O maior orador sagrado da Igreja antiga baseia toda a sua pregação na Escritura" (o.c., p. 528).

Pela mesma época, Gregório de Nissa (330-395) afirmou: "Não nos está permitido afirmar o que nos aprouver. A Sagrada Escritura é, para nós, a norma e a medida de todos os dogmas. Aprovamos somente aquilo que podemos harmonizar com a intenção destes escritos"; "há algo mais confiável que qualquer destas conclusões artificiais, a saber, o que assinalam os ensinamentos da Sagrada Escritura; e assim eu considero necessário averiguar, além do que se disse [uma discussão metafísica] até que ponto este ensinamento inspirado harmoniza com tudo isso" (De anima et resurr.)

Igualmente Jerónimo (345-419), tradutor da Vulgata e o mais erudito de seu tempo, disse: "É uma arrogância criminosa acrescentar algo às Escrituras; o que está escrito, crê-o; o que não está escrito, não o busques" (Adv Helv).

Também o grande Agostinho de Hipona (354-430) era do mesmo parecer. O bispo pôs fim à sua controvérsia com os donatistas com o seguinte argumento: "Nada mais queremos ouvir de «tu dizes» e «eu digo», mas ouçamos o «Assim diz o Senhor». Indubitavelmente existem Livros do Senhor, a cuja autoridade ambos damos nosso consentimento, submissão e obediência; neles pois busquemos a igreja, e neles discutamos a nossa disputa". Nas suas Confissões (VI, 5: 2-3) declara: "Persuadiste-me de que não eram de repreender os que se apoiam na autoridade desses livros que Tu deste a tantos povos, mas antes os que neles não crêem... Porque nessa divina origem e nessa autoridade me pareceu que devia eu crer... Por isso, sendo eu fraco e incapaz de encontrar a verdade só com as forças da minha razão, compreendi que devia apoiar-me na autoridade das Escrituras; e que Tu não poderias dar para todos os povos semelhante autoridade se não quisesses que por ela te pudéssemos buscar e encontrar..." 

Os exemplos poderiam multiplicar-se. De maneira que os Padres a partir do século II baseiam as suas doutrinas nas Escrituras e, ainda que se mostrem zelosos em conservar a tradição interpretativa eclesiástica, não apelam a tradições orais doutrinais. A ter existido tal coisa, deverá ter sido de natureza independente e secreta; mas é precisamente este género de tradição o que Ireneu severamente condena, por sua origem espúria (Adv Haer III, 3:1). 

33 comentários:

  1. Blog Conhecereis a Verdade!

    Gostaria de um subsídio para refutar isto:

    A sola scriptura leva a um relativismo doutrinário(fonte:dominus vobiscum)

    Se a Bíblia é a única fonte de doutrina, então ela é a única coisa em que um cristão deve confiar. Daqui surge outro problema sério: quem já leu pelo menos alguns trechos da Bíblia sabe que sua interpretação não é fácil, e que é muito comum que duas pessoas interpretem o mesmo trecho de formas diferentes, às vezes até contraditórias. Então, como saber qual das interpretações é a correta? Não posso recorrer à explicação de outra pessoa, pois isso feriria a Sola Scriptura: essa outra pessoa não pode ser fonte de doutrina cristã. Daí se concluiria que não há apenas uma verdade, pois qualquer interpretação da Bíblia seria correta, mesmo quando houver duas interpretações contraditórias de um mesmo trecho. Isso acaba levando a uma forma de relativismo bíblico, o que seria um grande absurdo para qualquer doutrina séria.

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    1. Que relativismo doutrinário?
      O que os católicos parecem não entender é que a Bíblia é a fonte autoritativa, inicial e final, para a Igreja. Veja o grau de relativismo que é a Igreja Católica Romana, ao inventar dogmas que não podem ser minimamente comprovados pelas escrituras sagradas.

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    2. Veja o que é relativismo doutrinário de verdade, na própria história do catolicismo. Eles inventam dogmas que não se podem provar pela própria Bíblia. E se autodeclaram ortodoxia.

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  2. Esta objeção do site acima é corriqueiramente utilizada contra a sola scriptura!
    Eu penso que a tradição é que leva ao relativismo doutrinário por não podermos delimitá-la e também os apologistas católicos pensam que tudo tem que estar na Bíblia!!!Tudo mesmo(até Pedro Álvares Cabral chegando ao Brasil ou o Tsunami de 2004....),mas a maioria das "objeções" contra a sola scriptura,inclusive o fato de duas pessoas pensarem diferente não atinge em nada o princípio,mas gostaria de um subsídio...

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  3. Blog Conhecereis a Verdade!
    Ainda peço para mostrar a resposta do católico do outro tópico:
    {Católico}: O nobre apologista protestante não consegue entender,ou melhor,NÃO QUER ENTENDER a sola scriptura é um princípio que traz divergências!Por exemplo,os adventistas crêem que a morte é um sono até a vinda de Cristo,porém os assembleianos crêem que a alma é imortal!E ai?Qual deita fora?Os próprios reformadores DIVERGIAM sobre este tema,portanto,a sola scriptura acaba de dar um tiro no próprio pé!

    Ainda tenho outros questionamentos,mas como eu pressuponho que será muito difícil para o apologista protestante "fugir dessa" ou explicar isto eu me limitarei apenas a este questionamento!Eu o convido a verdadeira fé antes que seja tarde!!!

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  4. Prezado Blogueiro,

    Reitero que os meus comentários,incluídos os dos apologistas católicos,são meramente didáticos e que não tenho a intenção de ofendê-lo ou badernar no blog,porém peço que não responda e que apague os comentários!

    A Paz de Cristo!

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  5. Depois de me ter dado ao trabalho de comentá-los e refutá-los é que os ia apagar? Nem pensar!!!

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  6. [Romanista] Se a Bíblia é a única fonte de doutrina, então ela é a única coisa em que um cristão deve confiar.

    Se é na Bíblia que se encontra infalivelmente a doutrina que uma vez foi entregue aos santos obviamente que é a única fonte em que um cristão deve confiar em matérias de fé e costumes. A doutrina da Igreja transmitida oralmente ou por escrito deve estar em consonância com o que diz a Bíblia.

    [Romanista] Daqui surge outro problema sério: quem já leu pelo menos alguns trechos da Bíblia sabe que sua interpretação não é fácil,

    Daqui surge um problema sério só para o romanista. Que a interpretação da Bíblia não é fácil é a opinião dele. Não é a dos protestantes em geral que defendem a perspicuidade das Escrituras, que sumariamente significa que as doutrinas principais estão presentes na Bíblia de forma clara e podem ser facilmente compreendidas por todas as pessoas, desde o mais ignorante ao mais sábio.

    [Romanista] é muito comum que duas pessoas interpretem o mesmo trecho de formas diferentes, às vezes até contraditórias

    Muito comum não diria, mas há uma possibilidade que isso ocorra. O livre exame das Escrituras traz implícita a possibilidade de uma variedade de interpretações. Mas isto também ocorre quando se apela a uma autoridade absoluta alheia às Escrituras, como o Papa de Roma, o Profeta mórmon ou o Corpo governante da Torre de Vigia. Todos interpretam as mesmas passagens de forma contraditória.

    Devo observar aqui que para haver unidade e comunhão entre igrejas autónomas ligadas pelo vínculo do amor não é obrigatório haver uma absoluta uniformidade doutrinal. Como alguém disse: “No essencial unidade, no não essencial liberdade, em tudo amor.”

    ( continua )

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  7. [Romanista] Então, como saber qual das interpretações é a correta?

    Não há outra solução senão uma revisão cuidadosa das interpretações em questão e tentar chegar a um consenso nascido do estudo diligente sob a guia do Espírito Santo. Isto permite solucionar a maior parte das discordâncias. Parece-me muito melhor esta solução do que a alternativa que nos propõe o nosso interlocutor que é a uniformidade doutrinal forçada, e a aceitação acrítica de tudo o que a Igreja ensina, porque ela o ensina e porque ela diz que não se pode enganar, e portanto tem que ser verdade, Assim não há evidência bíblica que valha na hora de corrigir erros, porque estes à partida não são reconhecidos. Isto explica muito do estado a que chegou a Igreja de Roma.

    A história da Igreja, e os padres da igreja em particular, mostra-nos que sempre existiram diferenças e durante os primeiros séculos do cristianismo a ortodoxia cristã e a unidade da Igreja foram mantidas através do recurso às Escrituras como autoridade suprema em questões de fé e moral.

    E também que os grupos manifestamente heréticos que negam e distorcem a fé bíblica e histórica são precisamente os que NÃO aceitam a validade do princípio de Sola Scriptura. Para dar dois exemplos mas poderiam apresentar-se muitos mais:

    1. Os mórmons explicitamente negam a suficiência das Escrituras ao sustentar a existência de outras obras inspiradas como o Livro de Mórmon, Doutrina e Convénios e A pérola de grande valor; além disso crêem na revelação contínua na pessoa do Profeta e Presidente de turno.

    2. As Testemunhas de Jeová aceitam nominalmente o princípio da Sola Scriptura, mas à semelhança dos romanistas sustentam que somente o seu magistério, encarnado no Corpo Governante, pode interpretá-las correctamente; com o que colocam na realidade o Corpo Governante acima das Escrituras e negam o livre exame.

    [Romanista] Não posso recorrer à explicação de outra pessoa, pois isso feriria a Sola Scriptura: essa outra pessoa não pode ser fonte de doutrina cristã.

    O romanista revela aqui que não entende nada do que é a Sola Scriptura e põe-se a pontificar sobre o que ignora. Além de que confunde infantilmente a mensagem com o mensageiro. Reconhecer que só na Bíblia se encontra a fielmente a verdade revelada e que ela deve estar sempre acima de qualquer interpretação humana não obriga a desprezar a ajuda que para a sua compreensão possamos encontrar noutros cristãos que fizeram da Bíblia objecto de estudo sério. Se isto fosse como pinta este iluminado não haveria pregadores protestantes a expor os ensinamentos bíblicos, nem comentários bíblicos, dicionários bíblicos etc de autores protestantes. Quem está ferida de norte é pois esta ridícula refutação da Sola Scriptura. Quem não pode recorrer à explicação de outra pessoa é o romanista que está obrigado a acatar sem pestanejar a interpretação que o seu Magisterium lhe dita a custo do afastamento da verdade e do amordaçar da consciência.

    (continua)

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  8. [Romanista] Daí se concluiria que não há apenas uma verdade, pois qualquer interpretação da Bíblia seria correta, mesmo quando houver duas interpretações contraditórias de um mesmo trecho. Isso acaba levando a uma forma de relativismo bíblico, o que seria um grande absurdo para qualquer doutrina séria.

    Depois de tirar uma conclusão falsa por ignorar o que é a Sola Scriptura o romanista continua, e em desespero de causa põe-se a lançar atoardas absurdas pensando que com isso desqualifica de alguma maneira a Sola Scriptura. Que a Sola Scriptura leva à conclusão de que não há apenas uma verdade e que qualquer interpretação da Bíblia é correta é apenas uma expressão de desejo do romanista. Nenhum protestante conclui isso, se fosse assim todos os seguidores do princípio da Sola Scriptura viveriam em paz e harmonia sem qualquer conflito entre si. Apenas num delírio paranóide o romanista chega a tal conclusão a partir de uma caricatura de Sola Scriptura que inventou previamente. Se a Sola Scriptura defende que há uma verdade absoluta que se encontra nas Escrituras que é preciso conhecer é óbvio que nunca pode levar a um relativismo.

    O raciocínio, no entanto, é válido mas não para a Sola Scriptura, mas para quem defende a necessidade de uma autoridade absoluta que decida sobre o verdadeiro significado das Escrituras!!!. Por exemplo, como saber qual das interpretações é a correta? A do Magistério romano, a do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová ou a do Profeta Vivo dos mórmons? Não posso saber pois todas se dizem autoridades absolutas a decidir o verdadeiro significado das Escrituras “daí se concluiria que não há apenas uma verdade, pois qualquer interpretação da Bíblia seria correta, mesmo quando houver duas interpretações contraditórias de um mesmo trecho. Isso acaba levando a uma forma de relativismo bíblico, o que seria um grande absurdo para qualquer doutrina séria.”

    Para terminar uma última observação. O Magistério romano não fornece nenhuma garantia superior para preservar do erro. Analise-se, por exemplo, a exegese dos textos bíblicos que faz Bonifácio VIII na sua bula Unam Sanctam, ou para mencionar um documento mais recente, a da constituição apostólica Munificentissimus Deus de 1 de Novembro de 1950, na qual Pio XII definiu o dogma da assunção da Virgem Maria.

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  9. Excelente refutação!!!!Bom trabalho!!!!!!Um nocaute mesmo!!!!

    Se o apologista romanista me enviar algo interessante eu o envio,pois irei diminuir as mensagens devido a reclamação no outro post!

    Pax Christi!

    Exortando-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos(judas 3)

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  10. Continuando:
    {Protestante}:(...) que tinha ficado sepultado pela avalanche de tradições eclesiásticas acumuladas durante séculos na Igreja de Roma.

    Resposta: O Protestante pode delimitar com clareza quando a Igreja católica apostólica romana foi "sepultada pela avalanche de tradições! eclesiásticas"?Quais datas?Quem acusa deve ter o ônus da prova!!!Por favor,se for acusar,acuse com datas e provas e concretas e não essas acusações, clichês, chavões e datas infundadas ditas amiúde nos sites protestantes.

    {Protestante}:[2] "Além da Sua própria Palavra de plena autoridade, o Senhor recorreu sempre às Escrituras para decidir qualquer controvérsia."
    Resposta:
    Isto é falso!Um só exemplo desmente toda essa falácia!Jesus,por exemplo,"desobedeceu" a lei judaica(Torá) ao não apedrejar a mulher adúltera!Conforme dito anteriormente,Jesus NUNCA pôs as suas palavras em hierarquia inferior ou igual a Torá!Outrossim,a tese de que os cristãos primitivos adotavam o Antigo Testamento(antes que NT estivesse completo) para dirimir suas controvérsias é ilógica e exdrúxula,pois não faria sentido os apóstolos escreverem o NT,visto que, a sola scriptura já estaria completa!O apologista terá que demonstrar como os cristãos primitivos adotaram a Torá como regra máxima de fé sem se converterem ao Judaísmo,pois é óbvio que se seguíssemos o AT como regra máxima nós seríamos judeus,mas o apologista protestante não quer admitir isso(que é lógico),pois destruiria a sua tese.

    Quanto aos padres primitivos é uma falácia afirmar que eles se baseavam apenas no que estava escrito.Os pais primitivos não eram tão hereges assim antes de Lutero!Irei trazer dezenas de citações patrísticas para refutar esta falácia!

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  11. {Protestante}:"A Sola Scriptura é um princípio bíblico"...
    Resposta:
    É mesmo?Por que será que pseudo-doutrinas como a "mortalidade da alma"("Igreja" adventista que prega que a morte é um sono até a vinda de Jesus);confissão positiva;pseudo-teologia da prosperidade pregada pelas "igrejas" neopentecostais em que o cristão deve ser milionário e não pode adoecer de uma gripe sob pena de estar possesso;maldição hereditária....dentre muitas outras que se eu citasse seria exaustivo...

    E então? A igreja católica é repleta de doutrinas "anti-bíblicas"?Onde está a sola scriptura das Igrejas Protestantes que pregam falsas doutrinas?

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  12. [Romanista] Resposta: O Protestante pode delimitar com clareza quando a Igreja católica apostólica romana foi "sepultada pela avalanche de tradições! eclesiásticas"?Quais datas?Quem acusa deve ter o ônus da prova!!!Por favor,se for acusar,acuse com datas e provas e concretas e não essas acusações, clichês, chavões e datas infundadas ditas amiúde nos sites protestantes.

    Esta pergunta se é que a entendi bem é um completo disparate porque parte de um pressuposto falso de que a apostasia na Igreja Romana foi um evento datado e não um processo histórico. A história mostra, pelo contrário, um afastamento gradual e não súbito da Igreja de Roma das doutrinas bíblicas. De resto eu disse que a avalanche de tradições eclesiásticas foram acumuladas DURANTE SÉCULOS. e não subitamente em datas específicas.

    [Romanista] Isto é falso!Um só exemplo desmente toda essa falácia!Jesus,por exemplo,"desobedeceu" a lei judaica(Torá) ao não apedrejar a mulher adúltera!Conforme dito anteriormente,Jesus NUNCA pôs as suas palavras em hierarquia inferior ou igual a Torá!Outrossim,a tese de que os cristãos primitivos adotavam o Antigo Testamento(antes que NT estivesse completo) para dirimir suas controvérsias é ilógica e exdrúxula,pois não faria sentido os apóstolos escreverem o NT,visto que, a sola scriptura já estaria completa!O apologista terá que demonstrar como os cristãos primitivos adotaram a Torá como regra máxima de fé sem se converterem ao Judaísmo,pois é óbvio que se seguíssemos o AT como regra máxima nós seríamos judeus,mas o apologista protestante não quer admitir isso(que é lógico),pois destruiria a sua tese.

    Jesus manda cumprir a lei ao dizer que quem não tiver pecado que atire a primeira pedra e desobedeceu à lei? É um pouco desconexo. Além de que se Jesus tivesse desobedecido à lei teria pecado ficando assim impossibilitado de cumprir a sua missão redentora do género humano. Defender que o os cristãos primitivos seguiriam o judaísmo se adotassem como regra máxima as Escrituras do Antigo Testamento é o mesmo que afirmar que cristianismo não cumpre as Escrituras do Antigo Testamento. É heresia marcionita que deitou fora o Antigo Testamento por pensar que não era consistente com o Novo. De resto isto já foi respondido aqui

    http://conhecereis-a-verdade.blogspot.pt/2011/04/resposta-um-catolico-sobre-sola.html

    [Romanista] Quanto aos padres primitivos é uma falácia afirmar que eles se baseavam apenas no que estava escrito.Os pais primitivos não eram tão hereges assim antes de Lutero!Irei trazer dezenas de citações patrísticas para refutar esta falácia!

    Alguns testemunhos dos escritores cristãos primitivos seguindo a Sola Scriptura

    http://conhecereis-a-verdade.blogspot.pt/2010/03/autoridade-suprema-das-escrituras-nos.html

    Estimado Olhar critico já chega de tanta absurdidade. Se quiser continue a discutir com o seu conhecido católico mas em particular.

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  13. Eu agradeço pelas suas respostas e pela sua paciência que muitas me vezes me falta!!!!

    Abraços,

    A Paz de Cristo!

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  14. Eu gosto muito da profundidade teológica do blog!Apesar do "português de Portugal" ser um pouco diferente(rsrsrsrsrs) o blog é bom!!!

    Desculpe os transtornos!!!!Apesar da pertubação do meu amigo católico....eu gostaria de dizer que aprendi muita coisa aqui!!!

    Abraços,

    A Paz de Cristo!!!

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  15. Blog Conhecereis a Verdade!

    Posso copiar os seus artigos para fazer estudos bíblicos aqui no Brasil?(Respeitando o seu direito autoral e pondo a fonte,se possível,o seu nome)

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  16. Claro esteja a vontade. Faça os estudos que quiser.

    Os artigos não tem direitos de autor e são todos copyfree.

    O objetivo principal do blogue é disponibilizar e divulgar informação.

    Se quiser indicar a fonte basta colocar o endereço do blogue

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  17. Olhar crítico, Graça e Paz.

    Acho que eu posso ajudar com alguns links , ei - los:

    205 PROVAS CONTRA O PRIMADO DE PEDRO

    http://lucasbanzoli.no.comunidades.net/index.php?pagina=1083979978

    =======================================================================

    Documento de 33 páginas escrito por Josafá Valim de Lima com o objetivo de refutar os dogmas marianos do site católico Montfort.

    http://protestantismo.ieadcg.com.br/defesa_fe/analise_biblica_dos_dogmas_marianos.pdf

    ==============================================================================


    ANÁLISE BÍBLICA DO CATOLICISMO ROMANO
    (Pr. JOEL SANTANA)

    http://www.scribd.com/doc/38724714/Analise-Biblica-Do-Catolicismo-Romano

    ==============================================================================

    TRÉPLICA À RÉPLICA DO CATÓLICO

    www.cpr.org.br/catolico_fontescpr210109.doc

    =============================================================================

    Eu também sou leitor do blog e peço desculpas por pensar que você era um católico "disfarçado" de evangélico.Rs.

    Enfim, Jesus te abençoe, meu irmão. = )

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  18. Honrado,

    Eu já conheço o blog do Lucas Banzoli e a sua refutação as 50 provas (a favor do primado de Pedro)do artigo do Dave.Conheço bem o mundo apologético!Passei oito meses debatendo com um dos maiores apologistas "católicos" brasileiros no blog dele e quando ele se viu em apuros...apagou arbitrariamente o link do debate!Pelo menos eu mostrei à luz da Bíblia e da Patrística que Cristo é a "Petra" e que a primazia de Pedro é só um mito!As argumentações dos principais apologistas católicos brasileiros eu as conheço!

    Quanto a pertubação que fiz aqui no blog(rsrsrsrrsrssrsrsrsrs)...teve um lado bom que foi o nosso crescimento...

    Que Deus te abençoe!

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  19. Olhar crítico, faz 7 anos que participo de debates com católicos e já vi de tudo também. = )

    Bem, O blog do Lucas e o conhecereis a verdade são os que possuem o melhor conteúdo.

    Enfim, é verdade que as refutações aqui apresentadas, pelo autor do blog, contribuíram largamente para o nosso crescimento.

    Abraços.

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  20. Honrado!O Blog do lucas é muito bom!Ele é um bom garoto,mas não acho um dos melhores,pois sou contra a mortalidade da alma e ao pós-tribulacionismo que ele prega no seu blog..

    Eu acho que o blog só ficou famoso por causa das "205 provas" e por causa da sessão cartas respondidas que ele refuta alguns padres!

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  21. Blog Conhecereis a Verdade! Os romanistas também precisam comprovar qual é a "tradição apostólica" que é verdadeira! A da Igreja de Roma ou da Igreja ortodoxa?

    Bom! Eu ainda preciso mostrar aqui outro questionamento dos apologistas romanistas que só engana mesmo os leigos e incautos!Eu já respondi,mas irei mostrar a pergunta que eles fazem amiúde para sustentar a tese de que a sola scriptura e o livre exame são ilógicos!Eles deturpam o significado de livre exame e "confundem" liberdade com libertinagem!A pergunta é esta:
    {CATÓLICO}:São Pedro já advertia que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular(2 Pe 1.21),portanto,o livre exame é anti-bíblico,pois carece do Magistério da Santa Igreja .....blá blá blá...eles repetem isso nos blogs feito um mantra...

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  22. HONRADO!

    Esta carta da Igreja Batista (no português de Portugal-baptista-em respeito ao dono do blog...) também é muito legal e uma ótima fonte de estudo!

    http://ibevcb.com/?page_id=114

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  23. Olhar crítico, é um texto excelente.

    Abraços.

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  24. Gente!

    Os sites "católicos" "cai a farsa"(Fernando Nascimento) e "Sã Doutrina"(Rafael Rodrigues) são indignos de serem refutados não apenas pelo conteúdo,mas pela "qualidade" dos debatedores!Esta "qualidade" é conhecida no meio cibernético...Existem bons padres,freis e gente honesta que pretendem defender a fé de maneira coerente e digna,portanto,não devemos perder tempo refutando este tipo de gente!

    São Mateus já dizia para nós NÃO jogarmos as pérolas aos porcos(S.MT 7,6).Este tipo de blogueiro também existe no nosso meio,infelizmente,mas não vamos nos contaminar!!!Que saibamos responder com mansidão aqueles que perguntam sobre a nossa fé(1 Pe 3,15),pois não precisamos de palavras beligerantes,rudes e ofensivas!Que TODAS as nossas discussões sejam regidas pelo amor àgape!

    Um miserável pecador que pretende apenas deixar uma ínfima reflexão aqui!!!!

    Abraços para todos os meus irmãos em Cristo!!!!!

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  25. Olhar crítico escreveu:

    Este tipo de blogueiro também existe no nosso meio,infelizmente,mas não vamos nos contaminar!!!

    A bíblia concorda:

    Apocalipse 2:

    "2 Conheço as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos.

    3 E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo meu nome, e não te cansaste.

    4 Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor."

    Olhar crítico, sua palavras são sábias.

    Jesus te abençoe, querido irmão.

    Graça e Paz.

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  26. O grande problema é que os protestantes não conseguem entender que a Tradição COMPLEMENTA a Escritura,portanto,não há que se falar em antagonismo entre ambas,pois a Escritura(obviamente) não pode conter tudo.

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  27. O grande problema é que é você que não consegue entender nada e parece um papagaio sempre a repetir as mesmas coisas sem sentido.

    Já leu os artigos do tema Sola Scriptura? Não entendeu nada?

    Aqui ninguém falou em antagonismo entre Tradição e Escritura, pelo contrário, dissemos que a Tradição apostólica encontra-se conservada de modo confiável na Escritura.

    Também ninguém disse que a Escritura contém tudo. Contém aquilo que é suficiente e que precisamos de saber.

    A Tradição apostólica extra-bíblica de que você fala é um fantasma. Não tem conteúdo nem limites definidos.

    Caso contrário, diga-nos qual é o conteúdo da Tradição extra-bíblica que contém tudo o que falta à Escritura. Acompanhada evidentemente da evidência de que essa Tradição tem origem apostólica.

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  28. Eu sei que isso já foi falado aqui e em outros posts,mas eu pensava que eram apenas os leigos e incautos que sustentavam tal tese,mas o blog "apologética católica",por exemplo,caricatura o princípio da "sola scriptura" com o apelido de princípio do "julgamento privado" e é esta a linha de argumentação dos apologistas brasileiros.A caricatura da sola scriptura como algo sectário e arbitrário.

    O versículo mais utilizado pelos apologistas é o de que a "Igreja é coluna e sustentáculo da verdade".Ora,querem deturpar arbitrariamente o significado de Igreja por Magistério Romanista e com este versículo repetido "ad nausean" eles sustentam e justificam que só ROMA tem autoridade celestial para interpretar doutrinas.

    Geralmente o que ocorre nos blogs romanistas é:

    1 A caricatura do princípio da sola scriptura.O Lucas já respondeu um texto de um católico,por exemplo,em que eu ri muito.Em outras palavras nós não sustentamos que tudo está na Bíblia!Ora,se quiserem achar na Bíblia o Brasil sendo penta-campeão da copa do mundo não vão achar.Depois acusam a sola scriptura de ser a propagadora de heresias.

    2-Através de falácias,sofismas e petições de princípios eles recortam alguns trechos da Bíblia para sustentar que somente o magistério romanista possui autoridade para interpretar a Bíblia.

    3-Difamam Lutero o acusam de ser "soberbo".O próprio blog "apologética católica" (que eu jurava que era um blog mais "sério") faz esse tipo de "ad hominen".

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  29. Prezados,
    Os senhores sabem sobre os rumores da construção do Terceiro Templo em Jerusalém correto? Além de ser uma das provas da 2a Vinda do Messias, também identifiquei algo interessante. Quem viu as notícias sabe que judeus e rabinos especialistas que estão participando da construção do Terceiro Templo, estão analisando cada detalhe das Escrituras para não errar na liturgia dos antepassados. Podemos ver que são as Escrituras que estão definindo o Terceiro Templo e não o Terceiro Templo definindo as Escrituras. Portanto, além de ser uma das provas da 2a Vinda do Messias, é também uma das provas de autenticidade do Sola Scriptura.

    Deus abençoe a todos.

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    1. Sim, há já muito tempo que os judeus ortodoxos têm o desejo de reconstruir o templo de Salomão. Mas que eu saiba as suas intenções ainda não sairam do "papel".

      O único "templo de salomão" que está em construção é o da Igreja Universal do Reino de Deus, em São Paulo, que embora diga estar a seguir as normas e medidas bíblicas é evidente que não está, visto que era impossível o templo de Salomão albergar 10000 pessoas, pois apenas tinha 350 metros quadrados de superfície, (os templos do AT não eram construídos para albergar fiéis, mas eram sítios para que os sacerdotes realizassem o culto), além claro está de que não tinha garagem para estacionar os automóveis. :)

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    2. "Redesenhar o Templo de Salomão a partir de citações bíblicas tornou-se um grande desafio – desde o momento em que tivemos o entendimento inicial de que a escala usada por Salomão não atenderia a necessidade da IURD para os dias atuais"

      http://www.otemplodesalomao.com/projeto.html

      Os líderes da IURD em certo momento constataram que as medidas bíblicas do templo de Salomão eram demasiado modestas e mixurucas para a grandeza da IURD.

      Então resolveram aumentar - largamente - a escala de Salomão e acrescentar acessórios de luxo, para que a sua futura sede (qual Vaticano) fosse digna do seu papado, quer dizer denominação.

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