quinta-feira, 20 de maio de 2010

Observações sobre as citações eucarísticas primitivas


1) A DIDAQUÊ

Considera que o "partir" do pão e a acção de graças são um "sacrifício".

Reitero o texto pertinente:

14. (1) Reunidos cada dia do Senhor, parti o pão e dai graças, depois de ter confessado os vossos pecados, para que o vosso sacrifício seja puro.
(2) Todo aquele, porém, que tenha contenda com o seu companheiro, não se junte convosco até que não se tenha reconciliado, a fim de que não profane o vosso sacrifício.
(3) Porque este é o sacrifício do qual disse o Senhor: Em todo o lugar e em todo o tempo se me oferece um sacrifício puro, porque eu sou rei grande, diz o Senhor, e o meu nome é admirável entre as nações. [Mal 1:11,14].

A palavra que usa é thysia, que aparece 28 vezes no Novo Testamento e na RV traduz-se regularmente como "sacrifício", excepto em Lucas 2:24 ("oferta").

Em Efésios 5:2 e Hebreus 9:26; 10:12 aplica-se à morte expiatória de Jesus Cristo como único sacrifício necessário e suficiente pelo pecado.

No entanto, o mesmo vocábulo aplica-se aos crentes noutros textos:

Romanos 12:1 Portanto, irmão, rogo-vos pelas misericórdias de Deus que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo, agradável a Deus, que é o vosso verdadeiro culto. (RV 1995). A Versão Popular parafraseia com acerto: "... que se apresentem vocês mesmos como oferta viva, santa e agradável a Deus. Este é o verdadeiro culto que devem oferecer."

Filipenses 4:18 Mas tudo o recebi e tenho abundância; estou cheio, tendo recebido de Epafrodito o que enviastes, cheiro fragrante, sacrifício aceite, agradável a Deus.

Hebreus 13:15-16 Assim que ofereçamos sempre a Deus, por meio dele [Jesus Cristo], sacrifício de louvor, ou seja, fruto de lábios que confessam o seu nome. E de fazer bem e da ajuda mútua não vos esqueçais; porque de tais sacrifícios Deus se agrada.

1 Pedro 2: 4-5 Aproximando-vos dele, pedra viva, rejeitada certamente pelos homens, mas para Deus escolhida e preciosa, vós também, como pedras vivas, sede edificados como casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais aceitáveis a Deus por meio de Jesus Cristo.

Portanto, a noção de apresentar sacrifícios a Deus em sentido espiritual é plenamente conforme ao ensino neo-testamentário. A celebração da eucaristia, na qual os elementos são abençoados e consagrados ao Senhor, juntamente com a atitude de santidade dos ofertantes, é precisamente o que constitui o sacrifício de que aqui se fala. Não há nada neste documento que sugira uma reiteração do sacrifício de Cristo.

2) INÁCIO DE ANTIOQUIA

Destaco as citações que se seguem:

a) "Afastam-se também da Eucaristia e da oração, porque não confessam que a Eucaristia é a carne de nosso Senhor Jesus Cristo, a mesma que padeceu por nossos pecados, a mesma que, por sua bondade, ressuscitou-a o Pai. Assim, pois, os que contradizem o dom de Deus, morrem e perecem entre as suas disquisições. Quanto melhor lhes fora celebrar a Eucaristia, a fim de que ressuscitassem!".

b) "Só aquela Eucaristia que se celebre pelo bispo ou por quem dele tenha autorização há-de ter-se por válida".

Começando pelo final, como fiz antes notar Inácio adopta um ponto de vista acerca do episcopado que carece de base no NT, mas que sem dúvida se desenvolveu muito rapidamente na Igreja primitiva. Para Inácio, o bispo e os anciãos representam Jesus Cristo e os Apóstolos, de modo que onde está o bispo aí está a Igreja. Isto evidentemente é, na opinião de Inácio, aplicável a todos os bispos de todas as igrejas cristãs (congregações locais).

Inácio chama ao pão eucarístico remédio de imortalidade, antídoto contra a morte e alimento para viver para sempre em Jesus Cristo. Que com toda a probabilidade entende tanto isto como a sua afirmação de que a eucaristia é a carne de Cristo num sentido espiritual o mostra a sua afirmação, também citada, segundo a qual a fé e o amor dos crentes são respectivamente a carne e o sangue de Jesus Cristo (Tralianos 8:1).

3) JUSTINO MÁRTIR

Destaco igualmente as seguintes:

a) "Porque não tomamos estas coisas como pão comum nem bebida ordinária, mas como Jesus Cristo, nosso Salvador, feito carne por virtude do Verbo de Deus, teve carne e sangue para a nossa salvação; assim foi-nos ensinado que por virtude da oração ao Verbo que de Deus procede, o alimento sobre que foi dita a acção de graças – alimento do qual, por transformação, se nutrem o nosso sangue e as nossas carnes - é a carne e o sangue d`Aquele mesmo Jesus encarnado".

A ideia aqui é que do mesmo modo em que, pelo metabolismo ("transformação"), ou seja, pelo processo fisiológico de digestão, absorção e incorporação de substâncias, o pão e o vinho são uma fonte de nutrição física, ao ser santificados estes elementos pela oração e acção de graças possuem um efeito análogo no âmbito espiritual. Justino diz que nutrem os nossos corpos, e portanto conservam as suas propriedades químicas; mas afirma que em virtude da sua consagração, o pão e o vinho se tornam em mais que pão e vinho ordinários. Este ponto de vista da Eucaristia, chamado metabólico, parece ter sido o mais comum ao princípio. O tradutor e editor da Apologia na série Ante-Nicene Fathers cita o papa Gelásio I, de finais do século V: "Pelos sacramentos somos feitos participantes da natureza divina, e ainda assim a substância e natureza do pão e do vinho não cessam de estar neles..." Não é surpreendente que esta afirmação de Gelásio não tenha sido incluída no Denzinger... Também não aparece o seu decreto (contra os maniqueus) ratificando a recepção da Eucaristia sob as duas espécies [mencionado em The Catholic Encyclopedia, s.v. Gelasius I, pope]. Em contrapartida, sim, aparecem outros documentos seus.

b) "Daí que sobre os sacrifícios que vós então oferecíeis, diz Deus, por boca de Malaquias, um dos doze profetas: Não está a minha complacência em vós – diz o Senhor -, e os vossos sacrifícios não os quero receber das vossas mãos. Porque desde o nascimento do sol até ao seu ocaso, o meu nome é glorificado entre as nações, e em todo o lugar se oferece ao meu nome incenso e sacrifício puro. Porque grande é o meu nome nas nações – diz o Senhor -, e vós o profanais [Malaquias 1:10-12]. Já então, antecipadamente, fala dos sacrifícios que nós, as nações, lhe oferecemos em todo o lugar, ou seja, do pão da Eucaristia e também do cálice da Eucaristia, ao mesmo tempo que diz que nós glorificamos seu nome e vós o profanais".

c) "Assim, pois, Deus atesta de antemão que lhe são agradáveis todos os sacrifícios que se lhe oferecem pelo nome de Jesus Cristo, os sacrifícios que este nos mandou oferecer, ou seja, os da Eucaristia do pão e do vinho, que celebram os cristãos em todo o lugar da terra".

O que Justino diz aqui é conforme à interpretação metabólica já mencionada, já que no Diálogo com Trifão (117) diz a propósito dos sacrifícios:

"Ora, que as orações e acções de graças feitas por homens dignos são os únicos sacrifícios perfeitos e agradáveis a Deus, eu mesmo vo-lo concedo. Justamente são só esses os que os cristãos aprenderam a oferecer até na consagração do pão e do vinho, em que se recorda a Paixão que por seu amor sofreu o Filho de Deus..."

Precisamente as orações e as acções de graças (o que significa "eucaristia") são os sacrifícios válidos; a eucaristia é, além disso, synaxis (reunião) e anamnesis (memória) da paixão de Cristo.

4) IRENEU DE LYON

"Ele reconheceu o cálice, que é uma parte da criação, como seu próprio sangue, do qual Ele humedece o nosso sangue: e o pão (também uma parte da criação) Ele o estabeleceu como seu próprio corpo, do qual Ele dá crescimento aos nossos corpos. Quando, portanto, o cálice misturado e o pão manufacturado recebe o Verbo de Deus, e se faz a Eucaristia do sangue e do corpo de Cristo, de cujas coisas a substância da nossa carne é nutrida e fortalecida, como podem afirmar que a carne é incapaz de receber o dom de Deus, que é vida eterna, se é nutrida do corpo e sangue do Senhor, e é um membro d`Ele?".

As palavras de Ireneu pressupõem o ponto de vista metabólico. O argumento de Ireneu dirige-se aos que negam a ressurreição corporal, e precisamente cito-o por extenso para que possa entender-se. Eu o resumiria como se segue: (1) Jesus não rejeitou tomar elementos materiais representando o seu próprio corpo e o seu próprio sangue, o que mostra que a matéria não é algo inferior e descartável; e (2) mesmo depois de consagrados os elementos eucarísticos, eles continuam a ser nutritivos para os nossos corpos; não se transformam em algo exclusivamente espiritual. De igual modo, a matéria é passível de receber de Deus o dom da incorruptibilidade.

14 comentários:

  1. Blog CONHECEREIS A VERDADE!

    Gostaria de postar aqui,a título de curiosidade,o email que recebi de um católico sobre a comprovação da transubstanciação na Igreja Primitiva!A Transubstanciação não tem base bíblica,portanto,nós acreditamos no simbolismo,mas eu ainda sou leigo nos escritos dos pais da Igreja Primitiva.

    O apologista me enviou estas citações de Inácio de Antioquia para comprovar a TRANSUBSTANCIAÇÃO:

    “... a Eucaristia é a carne de
    nosso Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nossos pecados e que o
    Pai, em Sua bondade, ressuscitou... Não me agradam comida passageira,
    nem prazeres desta vida. Quero o pão de Deus que é carne de Jesus
    Cristo, da descendência de Davi, e como bebida quero o sangue d’Ele, que
    é Amor incorruptível” (Inácio de Antioquia. Século II. Epist. aos Roman 7,1.3).

    “Abstêm-se eles da Eucaristia e
    da oração, porque não reconhecem que a Eucaristia é a carne de nosso
    Senhor Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nosso pecados e que o
    Pai, em Sua bondade, ressuscitou... Convém, pois, manter-se longe de
    tais pessoas...” (Inácio. Epistol. aos Esm 7)

    “... não olhando tanto para
    aquilo que toca os nossos sentidos, mas acreditando nas suas palavras. A
    sua palavra é infalível, ao passo que o nosso juízo facilmente se
    engana; à sua palavra nunca falha, ao passo que os nossos sentidos
    falham em tantas coisas. Portanto, quando Ele diz: isto é o meu corpo,
    conformemo-nos estritamente a quando diz e acreditemos, contemplando-o
    com os olhos do espírito. Todos os que estão e que digam: queria ver o
    seu aspecto exterior, o seu trato, as suas vestes, os seus sapatos.
    Ei-lo, vede-lo, tocai-o, comei-o” ( JOÃO CRISÓSTOMO-Sermão sobre o evangelho de São Mateus 82,4).

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  2. Inácio de Antioquia argumentava contra os Gnósticos Docetistas. Eles negavam a existência física real de nosso Senhor, pelo que também negavam a sua morte e ressurreição. Quando escreve:

    "Abstêm-se eles da Eucaristia e
    da oração, porque não reconhecem que a Eucaristia é a carne de nosso
    Senhor Salvador Jesus Cristo, carne que padeceu por nosso pecados e que o
    Pai, em Sua bondade, ressuscitou... Convém, pois, manter-se longe de
    tais pessoas...”.

    O problema aqui é com os gnósticos e referia-se à pessoa de Cristo e não à natureza da Eucaristia. Os hereges não participavam na Eucaristia, porque não acreditavam no que a Eucaristia representa, isto é, a verdadeira carne, física de Jesus, que efetivamente e realmente sofreu na cruz, e que foi ressuscitado verdadeiramente dentre os mortos.

    Não temos que tomar a frase "a Eucaristia é a carne" de uma forma literalista. Como na linguagem diária, e como na Bíblia pode significar simplesmente que a Eucaristia representa a carne de Cristo. Para ilustrar isto, tomemos um argumento similar de Tertuliano. Ele também utiliza a Eucaristia para combater o docetismo:

    "Então, tendo tomado o pão e dando-o aos seus discípulos, tornou-o seu próprio corpo, dizendo: "Isto é o meu corpo", ou seja, a figura do meu corpo. Uma figura, no entanto, não poderia ter havido, a não ser que primeiro houvesse um corpo verdadeiro" (Contra Marcião, Livro 4).

    Tertuliano é ainda mais enfático que Inácio. Ele diz que Jesus tornou o pão seu próprio corpo. Mas à diferença de Inácio, Tertuliano continua para esclarecer o que queria dizer. Em vez de dizer que o pão deixa de existir, ele chama-o de "a figura" do corpo de Cristo e mantém uma clara distinção entre a figura e o que representa, ou seja, o "corpo verdadeiro" de nosso Senhor..

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  3. Atribuir aos padres da Igreja a crença na transubstanciação é um brutal anacronismo. Como escrevi noutro lado:

    Os escritores cristãos primitivos, como Inácio de Antioquia, Justino Mártir e Ireneu de Lyon falaram da Eucaristia numa linguagem que é compatível com a crença numa presença física, mas que, dada a sua forma habitual de expressar-se, de modo algum a exige.

    No terceiro século da nossa era, Tertuliano, Hipólito e Cipriano avançaram na mesma direcção. Tertuliano aludiu ao pão como uma figura do corpo. Contudo, Cipriano pensava também a Eucaristia como um sacrifício, embora espiritual e incruento, oferecido pela Igreja como Corpo de Cristo e identificada com o seu Senhor. Gregório de Nissa, Cirilo e João Crisóstomo, e em particular Ambrósio de Milão (339-397) se inclinaram para uma presença física real, ou seja algum tipo de transformação verdadeira dos elementos, pão e vinho, na carne e no sangue de Cristo. Estes desenvolvimentos formaram a base da doutrina católica actual, que exige um sacerdócio especial para realizar o sacrifício.

    Entretanto, outros mestres entenderam a Eucaristia num sentido mais espiritual; por exemplo, Orígenes, Basílio e Gregório de Nazianzo. O pão e o vinho eram para eles símbolos de uma realidade espiritual que estava verdadeiramente presente de modo misterioso. Na mesma linha, Agostinho de Hipona (354- 430) "enfatizou a distinção entre o símbolo e a coisa significada, as realidades visíveis e invisíveis, sendo as últimas apreensíveis somente pela fé." [International Standard Bible Encyclopedia 3:167]. As opiniões de Agostinho foram elaboradas por Ratramnus no século IX. Contudo, gradualmente esta interpretação perdeu a batalha numa igreja crescentemente ritualista, e quando no século XI Berengário de Tours a reformulou, os seus ensinamentos foram condenados pela Igreja de Roma.

    Um par de séculos antes, Pascasius Radbertus havia formulado a doutrina da transubstanciação, a qual foi sancionada pelo IV Concílio de Latrão de 1215. Pouco depois Tomás de Aquino proveu uma base filosófica baseada em distinções aristotélicas entre substância e acidentes. O assunto foi definitivamente estabelecido para a Igreja de Roma no Concílio de Trento.

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  4. Suco de uva ou vinho?Quem está certo?Os católicos ou os protestantes?

    A Bíblia desmascara!!!!

    A maioria dos Evangélicos usa suco de uva porque tem um tabu contra o vinho, por ser bebida alcoólica. O fato é que Jesus certamente bebeu vinho (Luc 7,33-34) e também o bebeu nas Bodas de Caná (Jo 2).

    A palavra grega para vinho é “oinos”. A palavra grega usada no Novo Testamento para “bêbado” ou “bebedor de vinho” é derivada também de “oinos”. Basicamente significa alguém que bebe vinho exageradamente.

    No relato evangélico da Ceia do Senhor foi usada uma terminologia que pode ser interpretada por vinho ou suco de uva, assim como “cálice” ou “fruto do vinho”. Contudo, São Paulo em sua Primeira Epístola aos Coríntios censura-os por ficarem bêbados durante a Ceia do Senhor. Seria impossível para os Coríntios ficarem bêbados se usassem somente suco de uva. Paulo também nunca cuidou de corrigi-los, dizendo-os para usarem suco de uva ao invés de vinho. Portanto, a leitura mais exata indica que foi usado vinho na Ceia do Senhor.

    Olhando para o contexto histórico, a Igreja sempre usou vinho. O uso do vinho não foi objeto de discussão até o séc. XVI. Durante a refeição da Páscoa, os Judeus, hoje assim como há 2.000 anos, a celebram com vinho (v. Unger’s Bible Dictionary, verbete “Lord’s Supper”). O tabu contra o uso do vinho é uma restrição recente feita pelos homens, mas não provém de Deus (v. Deuteronômio 14,26, se você ainda acredita que Deus proibiu o uso do álcool).

    Por que você usa suco de uva na ceia do Senhor, se Jesus usou vinho? Por que você usa suco de uva se a Igreja histórica sempre usou vinho?

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  5. Este apologista anda a lutar contra moinhos de vento.

    Os protestantes não usam suco de uva. Usam vinho embora alguns, uma minoria, usem suco de uva.
    Não é uma questão para fazer guerra por uma coisa dessas. Na verdade vinho é suco de uva fermentado. Decerto que Jesus não ia fazer disso um cavalo de batalha como este apologista.

    Aposto que você na missa nem vinho nem suco de uva bebe.

    Mais um comentário destes que nada tem a ver com o post e copiado na totalidade de outros sites vai rejeitado como Spam.

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  6. Pois é!!!!Eu também não entendi!!!!A Igrejas protestantes utilizam vinho e/ou suco de uva,pois isto é um simbolismo do sangue de Jesus!!!Vai entender né..

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  7. Se é apenas um simbolismo,porque Jesus disse "o meu corpo é verdadeiramente comida e o meu sangue é verdadeiramente bebida"?Por que Jesus mudou o verbo no original em grego da passagem de João 6 em que os apóstolos não entendiam a Eucaristia?

    "Aposto que você na missa nem vinho nem suco de uva bebe."Cidadão,isto é apenas um costume assim como os assembleianos só praticam a ceia em quem já foi "batizado" nas águas!Esse costume é para evitar qualquer tipo de profanação ao Sangue de CRISTO,por isso só o sacerdote bebe!!!!

    A deturpação é tão grande que quando é para beneficiar a heresia dele ...ele põe o contexto histórico,mas em outros posts o autor não faz o mesmo...A verdade é que Santo Inácio de Antioquia disse que a EUCARISTIA É CARNE e não representa ou "simboliza" como deixa a entender o herege!!!Deturpar os escritos patrísticos (além de ser desonesto) é falsificação intelectual de documentos...

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  8. Jesus diz:

    (João 6;51)''Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo.''

    Os judeus murmurando dizem:

    (João 6;52)''Como nos pode dar este a sua carne a comer(phagein)?''

    Os judeus usam o termo ''phagein'' que significa comer.

    Dai Jesus responde:

    (João 6;53)''Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes(trogô) a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos.''

    Jesus não usa mais a palavra ''phagein'' que significa simplesmente ''comer.''
    Agora ele usa o verbo ''trôgo'' que significa que significa mastigar, dilacerar com os dentes.

    Os judeus não entenderam a Transubstanciação e CRISTO mudou o verbo para ensinar-lhes!!!!!Quero ver qual vai ser a desculpa do protestante para negar a transubstanciação!!!!!

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  9. "(...)Por que Jesus mudou o verbo no original em grego da passagem de João 6 em que os apóstolos não entendiam a Eucaristia?"

    Outro Ctrl+C + Ctrl V ridículo!Mas tenho que refutar,pois isso é repetido a exaustão nos blogs apologéticos romanistas e com certeza o "apologista católico" está se referindo aos verbos "Trogo" e "phagein" do grego Koiné!Entretanto,não é preciso ser professor de grego para saber que os verbos são SINÔNIMOS(assim como alimentar e comer...entendeu ou quer que eu desenhe?) e também não é preciso dizer que este apologista é um desonesto ao não mostrar o versículo 66 do capítulo de João 6 em que Jesus diz que as suas palavras são :"espírito e vida"!

    "Quero ver qual vai ser a desculpa"(sic)."FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM!!!!"UM MEMORIAL!!!UM SIMBOLISMO!!!!TRAGA AS PALAVRAS DE JESUS ESCRITAS DIZENDO QUE NOS TORNARÍAMOS CANÍBAIS TODA VEZ QUE O CULTUÁSSEMOS E ENTÃO A GENTE CONVERSA!!!!

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  10. Olá, legal o site

    Acabei chegando aqui pelo link do Veritatis, não conhecia.

    Conhecereis a Verdade, qual sua denominação e igreja que frequenta?

    Grande abraço

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  11. Não entendi... a Renascer em Cristo? é pentecostal?

    abraço

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  12. Nós somos cristãos pentecostais tradicionais,mas não expomos as nossas denominações aqui.Primeiro porque,infelizmente,incentiva a sectarização e setorização da fé.Segundo,porque isto é utilizado amiúde pelos apologistas romanistas que não "tiram a trave do próprio olho".Terceiro porque somos cristãos católicos e apostólicos,mas não somos romanos.

    Abraços!

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  13. Rapaz,a título de curiosidade,eu acabo de receber um email de uma "argumentação" em torno da transubstanciação.

    É sério eu não acreditei no nível da argumentação!Só não posto aqui porque é gigante,mas o cara me disse que Lutero significa 6 e a passagem que nós usamos(para refutar a transubstanciação e mostrar que as palavras de Cristo eram simbólicas e qua nós não somos caníbais) é João 6.66,ou seja, 666=Satanás.O Cara com um raciocínio muito louco desses deduz que Lutero era Satanás e para completar ele diz:"A Bíblia protestante possui 66 livros,mas o 6 que significa Lutero dar 666 e isso acontece em todo o protestantismo."

    O Blog Conhecereis a Verdade já nos disse aqui.A culpa não é propriamente do jovem que me enviou isto.A culpa é do seu líder que retirou a capacidade crítica desse jovem e o fez chegar nesse nível de fanatismo e obscurantismo.Lamentável!!!Eu lamento pelo nível da argumentação ,mas,principalmente,pelo fanatismo do rapaz...

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