quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O APÓSTOLO PEDRO: MÁRTIR EM ROMA, MAS NÃO FUNDADOR DA IGREJA ALI


Apesar de Pio XII ter declarado que uns ossos encontrados debaixo do altar da Basílica de São Pedro pertenciam ao apóstolo, e mais tarde, a 26 de Junho de 1968, Paulo VI ter anunciado que o túmulo de Pedro tinha sido identificado, tal identificação não é segura. O seu sítio tradicional é na colina vaticana, onde em 330 Constantino mandou construir uma basílica depois de um complexo nivelamento do terreno, e hoje assenta a basílica de São Pedro cuja construção se iniciou em 1503. A suposta sepultura de São Pedro se encontra debaixo do altar.

Para lá da certeza que possa haver acerca do sepulcro do Apóstolo Pedro, o propósito desta nota é comentar dois assuntos estreitamente relacionados mas certamente diferentes, a saber: a evidência de que o Apóstolo Pedro tenha ensinado e morrido em Roma, e a evidência de que tenha sido o fundador e primeiro bispo da Igreja de tal cidade.

I. A evidência de que Pedro morreu em Roma

Acerca do primeiro, ou seja, da morte de Pedro em Roma, o autor católico romano J.P. Kirsch diz:

Citação:
É um facto histórico indisputavelmente estabelecido que São Pedro trabalhou em Roma durante a última parte da sua vida, e aí concluiu a sua carreira terrenal com o martírio. Em relação à duração da sua actividade apostólica na capital romana, à continuidade ou não da sua residência aí, aos detalhes e ao êxito dos seus trabalhos, e à cronologia da sua chegada e morte, todas estas questões são incertas, e podem ser resolvidas somente com base em hipóteses mais ou menos bem fundamentadas. O facto essencial é que Pedro morreu em Roma: isto constitui o fundamento histórico para que os bispos de Roma reclamem a Primazia Apostólica de Pedro.

A residência e morte de São Pedro em Roma está estabelecido sem discussão como factos históricos por uma série de diferentes testemunhos que se estendem desde o final do primeiro século até o final do segundo, e que provêm de diferentes terras."

(s.v. Peter, Saint. Em The Catholic Encyclopedia, vol. 11, 1911; negrito acrescentado).

O autor sustenta que a morte de Pedro em Roma é um facto histórico indisputável. Na realidade trata-se de um facto muito provável; "indisputável" é uma palavra muito forte. Por outro lado, o autor do artigo sobre o túmulo de Pedro na mesma obra inicia o seu opúsculo com as seguintes confissões: "A história das relíquias dos Apóstolos Pedro e Paulo está envolta em considerável dificuldade e confusão. As autoridades primárias a ser consultadas estão em oposição umas com as outras, ou pelo menos o parecem estar." (Arthur S. Barnes, s.v. Tomb of St. Peter). A seguir apresento um resumo da evidência apresentada por Kirsch, com os meus comentários entre colchetes:

1. A alusão ao martírio de Pedro em João 21:18-19 parece pressupor que os leitores do Evangelho conheciam o facto.

[Fernando Saraví: Sim, mas não diz nada acerca do lugar onde ocorreu; portanto, tal alusão não apoia a tese defendida].

2. A saudação em 1 Pedro 5:13, "A [igreja] que está em Babilónia, eleita juntamente convosco, e [também] meu filho Marcos, vos saúdam", parece uma alusão a Roma (comparado com Apocalipse 17:5; 18:10). A antiga Babilónia estava então em ruínas.

[Fernando Saraví: Embora Babilónia não existisse como império, a região estava habitada; não é impossível – embora possa discutir-se quão provável - que Pedro escrevesse a partir daí. A tese romana baseia-se na identificação de Babilónia com Roma com base na referência ao Apocalipse, o que é obviamente uma conjectura. Além disso, o facto de que Pedro se encontrasse em Roma por volta de 64 não demonstraria que foi o primeiro bispo da Igreja ali].

3. Segundo o testemunho de Papias, bispo de Hierápolis na Ásia Menor, Marcos teria escrito o seu Evangelho em Roma a partir dos ensinamentos de Pedro. Clemente de Alexandria disse, baseado numa tradição, que depois que Pedro anunciou o Evangelho em Roma, os cristãos dali rogaram a Marcos que pusesse por escrito o que os Apóstolos lhes haviam pregado (Ireneu, Adv. Haer. 3:1; Eusébio, Hist. Eccl. 2,15; 3,40; 4:14; 6,14).

[Fernando Saraví: O testemunho de Papias é pouco confiável em muitos aspectos que se conhecem melhor, e portanto pouco digno de crédito. Por exemplo, diz umas coisas muito pitorescas sobre o milénio e a morte de Judas. Além disso, em ambos os testemunhos, chamativamente se trata de bispos que viviam longe de Roma: um na Ásia Menor (Papias) e outro em África (Clemente)].

4. Na sua carta à igreja de Corinto (escrita entre 95 e 97), o bispo de Roma Clemente menciona os sofrimentos e o martírio de Pedro e Paulo.

[Fernando Saraví: Sim, mas por certo que Clemente não diz que o martírio destes Apóstolos tenha ocorrido em Roma. A carta de Clemente demonstra que, além do Antigo Testamento, conhecia provavelmente os Evangelhos de Mateus e Lucas, e certamente várias das cartas de Paulo, como 1 Coríntios, Romanos, Filipenses, Efésios; também Hebreus. Em contrapartida, é bastante notável e significativo que não haja nenhuma citação textual das epístolas de Pedro].

5. Inácio, bispo de Antioquia, a caminho do seu martírio em Roma escreveu por volta de 117 aos cristãos dessa cidade: "Não vos dou eu mandatos como Pedro e Paulo. Eles foram Apóstolos; eu não sou mais que um condenado à morte" (4:3). Isto sugere que Pedro havia trabalhado em Roma.

[Fernando Saraví: Para a época em que escrevia Inácio, princípios do segundo século, é possível que os romanos conhecessem os ensinamentos de Pedro em forma escrita, como já a epístola de Clemente demonstra que conheciam as cartas de Paulo].

6. O bispo Dionísio de Corinto escreveu à Igreja de Roma quando Sóter era bispo ali (165-174). Eusébio comenta e cita esta carta como se segue: "Que os dois [Pedro e Paulo] sofreram martírio na mesma ocasião o afirma Dionísio, bispo de Corinto, em sua correspondência escrita com os romanos, nos seguintes termos: « Nisto também vós ... fundistes as plantações de Pedro e de Paulo, a dos romanos e a dos coríntios, porque depois de ambos plantarem em nossa Corinto, ambos nos instruíram, e depois de ensinarem na Itália no mesmo lugar, os dois sofreram o martírio na mesma ocasião»." (Hist. Eccl. 2, 25:8).

[Fernando Saraví: De novo, é curioso que esta tradição atestada na segunda metade do século II tenha sido conservada por um bispo de Corinto e não pela própria Igreja de Roma].

7. Por volta de finais do século II Ireneu de Lyon afirma que a Igreja de Roma tinha sido "fundada e organizada" "pelos mais gloriosos Apóstolos, Pedro e Paulo" (Adv. Haer. 3:3). Pouco antes tinha escrito: "Mateus também publicou um Evangelho entre os hebreus, no seu próprio dialecto, enquanto Pedro e Paulo estavam pregando em Roma, assentando os alicerces da Igreja." (Adv. Haer. 3:1.1).

[Fernando Saraví: Ireneu obviamente se equivocava, como o reconhecem muitos autores católicos. Paulo certamente não fundou essa igreja, e Pedro dificilmente esteve em Roma antes de 60; ver mais abaixo; além disso, o que diz sobre Mateus, baseado em Papias, é quase seguramente erróneo].

8. Pela mesma época Tertuliano de Cartago, em seus escritos contra os hereges, se refere à Igreja de Roma como aquela "pela qual os Apóstolos derramaram todo o seu ensino com o seu sangue, onde Pedro emulou a paixão do Senhor, onde Paulo foi coroado com a morte de João" [Baptista] (De Praescript. 35). O mesmo, contra Marcião apela ao testemunho dos cristãos de Roma, aos quais "Pedro e Paulo legaram o Evangelho selado com o seu sangue" (Adv. Marc 4:5). Em Scorpiace 15 menciona a crucificação de Pedro sob Nero; e em De Baptismo 5 há uma alusão a Pedro baptizando no Tibre.

[Fernando Saraví: desta vez é um bispo africano quem refere estas tradições. Roma parece não ter tido conhecimento até então de tão notáveis antecedentes].

9. Eusébio também cita Caio, cristão de Roma em tempos do bispo Zeferino (198-217). Depois de notar a tradição conservada por Tertuliano, no sentido de que Paulo foi decapitado e Pedro crucificado sob Nero, diz que segundo Caio em Roma estão os restos dos Apóstolos mencionados. A citação de Caio diz: "Eu, por outro lado, posso mostrar-te os troféus dos Apóstolos, porque se queres ir ao Vaticano ou ao caminho de Ostia, encontrarás os troféus dos que fundaram esta igreja" (Hist. Eccl. 2:7).

[Fernando Saraví: se supõe que Caio se refere aos sepulcros de Pedro e Paulo, uma vez que indica os lugares tradicionais das suas sepulturas. Contudo, não é claro a que se refere com "troféus"; seria um modo muito peculiar de referir-se a um sepulcro].

10. Havia em Roma, a partir do século II, uma tábua que comemorava a morte dos Apóstolos.

[Fernando Saraví: Uma tábua de origem desconhecida, que data de quase um século depois dos supostos factos].

11. O fragmento de Muratori, uma antiga lista de livros sagrados proveniente de Roma (século II) diz acerca de Actos: "Além disso, os actos de todos os Apóstolos foram escritos num livro. Para o 'excelentíssimo Teófilo' Lucas compilou os acontecimentos individuais que ocorreram na sua presença, como o demonstra claramente ao omitir o martírio de Pedro como também a partida de Paulo da cidade [de Roma], quando viajou até Espanha." (34-39).

[Fernando Saraví: Embora Paulo tivesse intenção de viajar até Espanha (Romanos 15:24,28) não há evidência de que efectivamente o tenha feito. Além disso, não diz o lugar do martírio de Pedro, e aparentemente o dissocia do de Paulo; em resumo, este testemunho de finais do século II serve de bem pouco].

12. Os Actos apócrifos de Pedro, e de Pedro e Paulo também testemunham esta tradição.

[Fernando Saraví: os escritos apócrifos, rejeitados pelos cristãos ortodoxos, são tardios e as suas tradições pouco confiáveis, em particular no que diz respeito às suas referências históricas].

Em todo o caso, o conjunto da evidência, embora de modo algum concludente, indica que o Apóstolo Pedro morreu em Roma no tempo de Nero. Um dado negativo mas importante em relação a isto, é que embora todas as sedes importantes procurassem traçar a sua origem a algum Apóstolo, nenhuma outra Igreja antiga reclamou para si a honra de ser o sítio do martírio de Pedro.

II. A evidência de que Pedro tenha sido o primeiro bispo de Roma

Por outro lado, não existe evidência de que Pedro tenha fundado a Igreja de Roma, nem de que tenha sido o seu primeiro bispo. Já que a ser isto verdade deveria ter ocorrido não mais tarde que 64 a 67, datas prováveis do martírio de Pedro, o documento fundamental para a nossa avaliação tem que ser o Novo Testamento. Eis aqui os dados:

1. A conversão de Paulo ocorreu provavelmente entre 34 e 37. Em Gálatas 1:13-18 Paulo diz que três anos depois da sua conversão viajou até Jerusalém e permaneceu com Pedro durante 15 dias; portanto, em 37 ou 40 Pedro ainda estava em Jerusalém.

2. Em Actos 9 a 11 narra-se a actividade missionária de Pedro em Lida, Jope e Cesareia (Actos 9-11); portanto não estava por então em Roma.

3. Depois da citada digressão, Pedro voltou a Jerusalém (Actos 11:2). Em Actos 12:1-3 Lucas nos diz que por esse tempo Herodes (Agripa) fez matar o Apóstolo Tiago, irmão de João, e encarcerar vários cristãos, entre eles Pedro. A milagrosa libertação de Pedro enfureceu Herodes Agripa (Actos 12:19). Ora bem, este rei morreu pouco depois (12:23). Segundo Flávio Josefo isso ocorreu durante o quarto ano do reinado do imperador Cláudio, ou seja em 45, e Pedro ainda estava em Jerusalém.

4. Em Gálatas 2:1, Paulo diz que 14 anos depois da sua primeira visita à igreja de Jerusalém, retornou e esteve com Tiago (o irmão do Senhor), Pedro e João (2:9). Pedro ainda permanece em Jerusalém. Depois disso, Pedro retribui a visita, viajando até Antioquia (ocasião em que Paulo o repreende por judaizar); portanto se encontra ainda no Próximo Oriente, longe de Roma.

5. Pedro tem um papel destacado no chamado "Concílio de Jerusalém" registado em Actos 15, a propósito do problema dos judaizantes, que teve lugar provavelmente por volta de 48 ou 49; portanto nessas datas também não se encontrava em Roma. Depois disso, possivelmente viajou pelas províncias orientais do império com a sua esposa (1 Coríntios 9:5).

6. A carta de Paulo aos Romanos se data entre 54 e 57. Escreve-lhes para "confirmá-los" e "anunciar-lhes o Evangelho" (1:11-15), coisa estranha se se supõe que Pedro já estava ali ensinando, sobretudo quando se recorda que Paulo não queria gloriar-se do feito por outros (2 Coríntios 10:15-16), e "edificar sobre o fundamento de outro" (Romanos 15:20). Além disso, no capítulo 16 Paulo saúda pelo nome 26 pessoas que conhecia na Igreja de Roma, mas não menciona em lado nenhum Pedro. Portanto, cabe pensar que por volta de 57 Pedro também não estava em Roma.

7. Paulo foi feito prisioneiro e permaneceu em Roma entre 58 e 60 (ou 60 a 62), e permaneceu ali não menos de 2 anos (Actos 28:30). A partir dali escreveu Efésios, Colossenses, Filemom e Filipenses. Em nenhuma destas epístolas menciona a presença de Pedro em Roma em finais dos anos 50 ou princípios dos anos 60.

8. Depois Paulo foi libertado e visitou as igrejas do Oriente. Foi feito prisioneiro e martirizado por volta de 67. Pouco antes escreveu 2 Timóteo, onde diz expressamente, "Só Lucas está comigo", e envia saudações de vários irmãos ("Pudente, Lino, Cláudia e todos os irmãos"), mas novamente Pedro está ausente.

Do anterior cabe pensar que se as tradições acerca da morte de Pedro em Roma forem correctas, a sua estadia e actividade deve ter sido relativamente breve, possivelmente coincidindo com a libertação transitória de Paulo (ou seja, entre 60 e 66 no máximo, antes de que se escrevesse 2 Timóteo). As epístolas de Pedro datariam de aproximadamente 64. Portanto, se bem que pareça muito provável que Pedro tenha pregado e morrido em Roma, não há evidência que tenha fundado a Igreja romana, nem que tenha sido o seu primeiro bispo.

Portanto, do ponto de vista histórico a pretensão do bispo romano de ser o "sucessor de Pedro", com o primado, a infalibilidade e toda outra prerrogativa singular, carece por completo de fundamento sólido. Trata-se de um gigantesco edifício construído sobre areia.

Bênçãos em Cristo,
Fernando D. Saraví

32 comentários:

  1. Essa farsa de que Pedro foi o primeiro bispo é fruto da ignorância do povo daquela época, esse versículo 1 Pe5:13 dizendo que a igreja católica é a Babilônia por causa das sete colinas citada em Apocalipse, realmente você acertou na mosca, com as heresias da igreja de Roma contradizendo as escrituras sagradas colocando a tradição de homens em igualdade com bíblia, vemos em Ap.18:2, que fala da queda da grande Babilônia por causa da sua prostituição(adoração a ídolos e doutrinas de demônios)tornando-se moradas de demônios, não há dúvida, a igreja de católica é a falsa igreja que durante séculos com seus enganos e blasfêmias levou muitas almas ao inferno, inventaram uma língua sagrada que de sagrada não tem nada um tal latim e diz que Roma é a terra santa, só existe uma terra santa Israel e Jerusalém a cidade do grande Rei, o grande Jeová e tem mas proibiram povo naquela época ler a bíblia alegando que somente eles poderiam interpretar corretamente as escrituras e houve alguns padres examinando a bíblia e chegando a conclusão da heresias da "santa sé" , doutrinas sem base nas escrituras, levando homens como Martinho Lutero a abandonar a igreja de Roma ....

    ResponderEliminar
  2. Martinho Lutero, foi um homem que foi na última moda, influenciado pelos poderosos da época se separa então da igreja que lhe estruturou.
    Um só rebanho um só pastor, isso são palavras de Jesus. Imagine então se olharmos para o povo cristão de hoje, todos separados por discórdias abandonando a palavra de Deus e a tradição da igreja que vem lutando durante milênios. Como podemos abandonar que vem desde o início para ouvir fundamentações infundadas que quem acha que sabe tudo e que estão salvos só porque lêem a bíblia e tiram suas própias conclusões. E o que dizer de pastores que abrem igrejas todos os dias com um único intuito de alimentar seu própio estômago, como diz o apóstolo Paulo. Atacar quem vem desde o início é muito fácil. Aqui na nossa igreja católica se cai e se levanta, nenhum padre esconde que tém pecados.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Para mim. A Bíblia é a Palavra de Deus, portanto é a verdade. Todo e qualquer costume ou prática que estiver fora dela, prática evangélica, prática catolica, pratica pagã... não tem nem nunca terá valor.

      Eliminar
    2. Caro Pedro

      Não queira ser "mais papista que o papa" salvo seja :)

      Não é que todas as práticas e costumes que se encontram fora da Bíblia nunca terão qualquer valor, mas sim que nunca terão um valor ou uma autoridade igual às práticas que são ensinadas nela.

      Por exemplo, a prática de chamar "Bíblia" ao conjunto das Escrituras Sagradas não se encontra na "Bíblia", mas é uma prática e costume aceitável uma vez que não se opõe às próprias Escrituras.

      O costume de celebrar a Santa Ceia com pão com fermento não se ensina na Bíblia mas é aceitável porque a Bíblia não ensina como obrigatoriamente o Pão da Santa Ceia deve ser (se ázimo ou fermentado). Nisto as Igrejas têm liberdade de optar por uma das duas hipóteses.

      A Bíblia não é um manual de casuística onde está previsto todas as práticas e costumes a seguir, há um espaço de liberdade deixado às Igrejas que deve ser discernido interpretando corretamente não só a letra mas o espírito das Escrituras.

      Aquelas práticas que vão claramente contra o que a Bíblia ensina (quer na letra, quer no espírito) essas sim nunca terão algum valor.

      Bênçãos em Cristo

      Eliminar
    3. Interessante, cabe lembrar que o nome de muitos livros também é dado por tradição, pois eles não contém o título em si.

      Eliminar
    4. Sim, exatamente 9, um terço do NT.

      Nós aceitamos essas tradições visto não haver nenhuma razão fundada para duvidarmos delas.

      Agora vá a um seminário católico e pergunte o que ensinam lá, por exemplo, sobre quem foram os autores dos quatro evangelhos, e veja se dão crédito a essa tradição.

      Eliminar
    5. Conhecereis a verdade, é verdade que a Bíblia, sem os dogmas e as tradições da igreja, não se fundamenta?

      Eliminar
    6. Como assim a Bíblia não se fundamenta sem os dogmas e as tradições da igreja?

      Se se refere aos dogmas e às tradições da Igreja de Roma, eles é que não se fundamentam com a Bíblia (nem com a suposta tradição apostólica extra-bíblica).

      Eliminar
  3. O que dizer então:muciomissionario@hotmail.com dessa passagem Mateus 16,17-19
    Jesus então lhe disse: Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.
    E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
    Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
    Quem escolheu Pedro para liderar sua igreja não foi nenhum homem mas o Senhor Jesus, nisso vocês devem respeditar. É graças a igreja católica que vocês tém hoje os 27 livros do novo testamento que é uma escolha da igreja. E eu pergunto que igreja? Pentecostal?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Quem fez a revelação, não foi Pedro ("não foi carne nem sangue quem te revelou...")
      A liderança que Cristo deu a Pedro, foi da Igreja de Cristo (todos os cristãos).Essa liderança não foi entregue à Igreja Católica( que reinvindica a propriedade de Pedro) nem à Seita dos Nazarenos , que era a religião da época.Quem falava e curava não era Pedro, e sim, o Espírito Santo que estava com ele e o foco deve ser sempre Jesus, pois Pedro nunca foi maior que Jesus.

      Eliminar
    2. Aplicando corretamente o português, mas precisamente os pronomes demonstrativos (este, esta, esse, essa, aquele, aquela) verás que na citação: ..."tu és Pedro, e sobre ESTA pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela".....Jesus se auto denomina a pedra fundamental da Igreja (pedra angular ou da esquina, procure na Bíblia). Agora, se coloque no lugar de Pedro e vá substituindo os pronomes.

      Eliminar
  4. Pode não ter nenhum escrito,mas dou crédito a quem disse que é sobre Pedro que erguiria sua igreja, porque quem disse é Santo dos Santos "Jesus Cristo", se ele disse quem duvidará que realmente aconteceu?
    E mais ainda o que dizer disso:

    Tendo eles comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu ele: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.
    Perguntou-lhe outra vez: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta os meus cordeiros.
    Perguntou-lhe pela terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Pedro entristeceu-se porque lhe perguntou pela terceira vez: Amas-me?, e respondeu-lhe: Senhor, sabes tudo, tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.
    Se você não acredita nessas palavras, ou é falta de conhecimento o malícia com a igreja.

    ResponderEliminar
  5. Caro jrodrigops:

    Todos os protestantes dão crédito e levam muito a sério as palavras que Jesus dirigiu a Pedro. Não há dúvida que Pedro teve um papel destacado na nascente igreja cristã. Do que duvidamos muito é que:

    1. Pedro tenha fundado a igreja de Roma
    2. Pedro tenha sido o primeiro bispo de Roma
    3. Pedro pudesse ter sucessores no seu ofício apostólico como testemunha presencial de Cristo e comissionado directamente pelo Senhor.
    4. Os tais sucessores sejam os bispos de Roma.
    5. Os bispos de Roma tenham autoridade sobre a igreja universal.
    6. Os bispos de Roma sejam infalíveis quando falam ex-cathedra.

    O que você devia fazer era demonstrar com as Escrituras a veracidade destes 6 pontos, em vez de vir para aqui com conversa fiada de apologética católica mal amanhada.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O apóstolo Paulo ficou incumbido de pregar o evangelho ao Gentios, entre eles os romanos. A Pedro cabia a pregação aos Judeus.

      Eliminar
  6. O que vocês nunca aceitam é que Deus sempre usou e sempre usará da humanidade fraca, pecadora, cheia de defeitos com casos horrorosos até de pedofilia, vocês cristãos separados e a todos nós para realizar suas vontades no plano de nossa salvação, mas o que Jesus deixou bem claro é que entre nós não houvesse contendas, e o apóstolo Paulo insiste nisso quando fala para toda a igreja já em caminhada. Então meu querido, não se assute se Deus escolher um irmão mais pecador do que você para o ministério até maior do que o que você exerce.Porque o próprio evangelho diz escolher os símple e não os que dizem sábios, cuidado com o farisaimo.

    ResponderEliminar
  7. Sé Pedro não foi o primeiro Bispo de Roma, foi então: Lutero? Davi Martins Miranda? Edi Macedo? R.R. Soares? Valdemiro?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O que é que Pedro foi fazer em Roma, se Paulo era o missionário dos Gentios? A Pedro cabia evangelizar os Judeus. Leia a Bíblia!

      Eliminar
  8. caro leitor atenta! tu és Pedro certo? sobre esta pedra, já estava falando dele! ele se declarou a pedra da principal da esquina! ele é a rocha que nós devemos levantar as nossas casas ! quando ele diz quem tem sede venha a mim e beba! aonde ? a mim ? ou a Pedro? jeandelfinohair@hotmail.com

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. PAZ A TODOS!!

      O fundamento a que Jesus se referiu foi à declaração de Pedro,o que ela representa e não sobre Pedro.
      Veja a declaração:"E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." (Mateus 16 : 16) e na sequência,como Jesus tinha perguntado quem era ele e Pedro tendo respondido pela revelação do próprio Deus,Jesus diz a Pedro:"Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;" (Mateus 16 : 18) A pedra(fundamneto) aqui foi a declaração de Pedro.

      Em Cristo,
      Mario www.mario-mca.blospot.com

      Eliminar
  9. Não Jean, não omita o evangelho, Jesus quis dizer que vai fazer do Simão fraco que o negou três vezes uma rocha. Mas não por si mesmo é Jesus quem vai fazer dele uma rocha mesmo com pecados e fraquesas. Como diz o salmo: "O Senhor é o meu rochedo, minha fortaleza e meu libertador. Meu Deus é a minha rocha, onde encontro o meu refúgio".Porque não depende de Simão pedro, depende de uma forte ligação entre Jesus e Pedro,para que Jesus o fizesse uma rocha. Jesus deixou claro que Pedro seria rocha atráves Dele "Jesus Cristo".Pedro sem Jesus seria um simples Simão pescador, mas pela vontade de Jesus o quis pastor de suas ovelhas, pescador de homens.Para ser pastor de ovelhas no mundo precisaria da força do alto.
    Não estou querendo glorificar Pedro, estou sende fiel ao evangelho e não aos meus interesses.

    ResponderEliminar
  10. Suas refutações a quase todos os ítens não escondem um mal-disfarçado "a priori" de se contrapor preconcebidamente à premissa. Além disso, trata-se de raciocínios superficiais que demonstram pouca capacidade intelectual. Perde-se totalmente o interesse por seu blog.

    ResponderEliminar
  11. Jesus Cristo nos deixou uma igreja terrena ou uma espiritual??

    Jesus cita varias vezes que ele esta mais preocupado com o seu espirito do que com a carne, agora irmãos perder tempo em discussões tolas?

    se dizemos que adoramos ao mesmo DEUS voces acham que ele se sente feliz com isso?

    com essa falta de amor?

    Devemos falar de DEUS a todo o momento cabe a cada um escolhar a palavra de homens ou a de DEUS.

    DEUS nao esconde a sua verdade quem busca-lo em espirito e em VERDADE com certeza a achará!

    Pense nisso!

    Que DEUS abençoe a todos!

    ResponderEliminar
  12. Se quiserem sustentar a tese do primado de Pedro em Roma terão que adulterar a palavra Igreja por Roma da Bíblia.

    Deveres de de casa!!!!!!!!!!

    1)Estudar os significados bíblicos da palavra Igreja!

    2) Estudar os pais da Igreja nos sites de pesquisa não adulterados.ex -ccel,new advent church fathers-...etc.

    3) Estudar a Bíblia Sagrada para ver quem é realmente a pedra sobre a qual a Igreja está edificada!!!!!

    Estudem muito!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Próxima aula terá arguição!!!!

    ResponderEliminar
  13. Levando em consideração que S. Pedro, foi o único "papa" israelense da igreja católica. O restante, em sua grande maioria, eram todos italianos. Portanto, o papa nada mais é que uma cópia da autoridade dos imperadores romanos que eram tratados como deuses na época.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não fala besteira também, houve papas africanos.

      Eliminar
    2. Você tem problemas de literacia?

      Alguém aqui disse que não houve papas africanos?

      Onde está a besteira no texto do Marcelo?

      Com a decadência e a queda do império romano no Ocidente, a figura do imperador transferiu-se para o papa romano, inclusive este adotou títulos próprios dos imperadores romanos como Sumo Pontífice e Vigário de Cristo (depois do cristianismo se ter tornado a religião oficial o imperador já não podia ser considerado como um deus e passou então a ser considerado o representante de Cristo, o que na prática ia dar ao mesmo). A própria organização administrativa da Igreja de Roma foi decalcada da organização do antigo império romano. Portanto o Marcelo não disse besteira nenhuma.

      Eliminar
  14. M4RC3LLD3OL1V31R4,

    Que belo sofisma!

    1) Pedro foi o primeiro papa israelense;
    2)"O restante,em sua maioria,eram italianos;
    3)Logo,Pedro não pode ser papa(!)

    Este "non sequitur" é risível,principalmente para os adeptos da sola scriptura,mas foi bom que eu ri muito com esta arJumentação!!!!!Eu ri demais mesmo!!!!!!Se não consegues demonstrar lógica ou coerência nas argumentações,cidadão,faz pelo menos igual aos teus irmãos protestantes que se "utilizam" da Bíblia e da Patrística ,ou melhor,continue postando esse tipo de argumento para me divertir!!!!

    ResponderEliminar
  15. Apologista católico, o comentário do rapaz pressupõe o tal sofisma?

    "O ódio está causando cegueira."

    Lamentável a sua postagem imbecil.

    Abraços.

    ResponderEliminar
  16. Falou aquele que conhece o interior dos outros!!!!(Pela internet!)Lamentável este ad hominen que não será nem rebatido,pois o âmbito da discussão é doutrinário e não pessoal!

    O argumento é risível !!!!Qual a relação de Pedro ser israelense e o papa ser uma "cópia da autoridade dos imperadores romanos"(sic)?

    Existe alguma prescrição a nacionalidade do sumo pontífice?

    Esses argumentos amadores e divertidos só me mostram a fraqueza doutrinária do protestantismo!!!Quanto aos recortes patrísticos do outro post e as outras heresias....logo eu estarei refutando à luz da Bíblia....espere só mais um pouquinho!!!

    ResponderEliminar
  17. Como argumentado no post, é provável que Pedro tenha estado em Roma e pregado aí antes de sofrer o martírio. Não obstante, que tenha sido o fundador dessa congregação local é extremamente improvável (apesar da notícia de Ireneu), e ainda mais improvável é que tenha sido o seu primeiro bispo monárquico.

    E ainda que o tivesse sido, não há nenhuma evidência bíblica de que qualquer singular privilégio que Cristo tivesse concedido a Pedro fosse transferível em exclusivo aos posteriores bispos de Roma. Isto foi uma teoria que os bispos de Roma desenvolveram lentamente ao longo de séculos, e que jamais foi aceite universalmente.

    De modo que, para sustentar a primazia do bispo de Roma, o apologista católico deve nos conseguir provar:

    1. Que a Pedro foi-lhe concedido primazia de jurisdição e doutrinal sobre os demais apóstolos.
    2. Que Pedro fundou a Igreja de Roma e foi o seu primeiro bispo.
    3. Que Pedro deveria ter sucessores que, sem ser Apóstolos, herdassem idêntica autoridade que ele quanto a jurisdição e doutrina.
    4. Que esses sucessores foram em exclusivo os bispos monárquicos de Roma.

    ResponderEliminar
  18. Que Pedro é Pedra ninguém duvida, agora a Pedra onde se edifica, é a que Pedro confessou, nesta

    Pedra, o Pedro construiu, quando anunciou, ensinou e testificou, aquilo que confessou.

    ResponderEliminar
  19. Leia Gálatas 2, foque no versículo 7.

    ResponderEliminar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...