sábado, 6 de abril de 2013

A DOUTRINA DA TRINDADE E A TRADIÇÃO DA IGREJA DE ROMA


Antes de tudo, queremos deixar claro que se defendemos a Trindade é porque chegamos à conclusão de que é a formulação mais consequente com a totalidade dos dados bíblicos.
Pode encontrar-se aqui uma exposição da doutrina da Trindade onde se utiliza somente a Escritura e regras elementares de lógica.
É verdade que a doutrina trinitária foi formulada depois da morte dos apóstolos; isso se deveu a que a formulação ortodoxa foi impulsionada pelas heresias antitrinitárias, como o modalismo e o arianismo, que como qualquer um que conheça alguma coisa de história sabe, surgiram muito depois da morte do último apóstolo.
No entanto, não se deve confundir a suposta tradição oral apostólica, que a Igreja de Roma diz conservar, com a formulação histórica de uma doutrina que se encontra nas Escrituras. A doutrina da Trindade não é uma tradição oral apostólica independente das Escrituras. Não há na sua formulação nenhum elemento que remonte aos apóstolos e se tenha transmitido fora das Escrituras.
As tradições orais apostólicas não tiveram nenhum papel na formulação da doutrina da Trindade, como é facilmente constatável pelos escritos, por exemplo, de Atanásio.
Um pouco de História
A doutrina trinitária foi estabelecida nos Concílios de Niceia e de Constantinopla. No de Niceia de 325, a posição trinitária ortodoxa foi sustentada por Atanásio, presbítero (e depois bispo) de Alexandria, não de Roma. Na verdade, mais tarde uma confissão assinada por Libério, bispo de Roma, opôs-se à doutrina formulada por Atanásio.
No primeiro Concílio de Constantinopla de 381 assistiram 150 bispos, todos eles orientais; não houve nem sequer legados do bispo de Roma.
Mais tarde Agostinho, bispo de Hipona, e não de Roma, contribuiu substancialmente para a formulação ortodoxa.
É uma falácia confundir a Igreja de Roma com a Igreja Católica (Universal) antiga, na qual o bispo de Roma não possuía a autoridade suprema que agora se atribui.
A doutrina trinitária ortodoxa foi claramente sustentada pela igreja universal. Não pertence à Igreja de Roma, nem pode ostentá-la como jóia da sua coroa. Apenas pode proclamá-la e defendê-la, em unanimidade com o resto das Igrejas cristãs.

2 comentários:

  1. Obrigado.

    As legiões romanas parece que estão a sofrer pesadas baixas :)

    http://www.e-cristianismo.com.br/pt/padres-pos-nicenos/265-a-jurisdicao-de-roma-no-concilio-de-niceia

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