sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sobre o estado intermédio entre a morte e a ressurreição físicas


O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS NEFESH E PSYCHE É AMPLO, E EM CADA CASO DEVE DETERMINAR-SE PELO CONTEXTO
 
O vocábulo hebreu néfesh e o equivalente grego psyché, vertidos com frequência “alma” têm uma amplitude de significado que impede que sejam traduzidos de maneira uniforme todas as vezes que aparecem na Bíblia.
 
Néfesh pode significar “ser vivente”, como em Génesis 2:7 e Ezequiel 18:4. Mas também pode significar “fome”, “necessidade”, “anseio”, “aspiração”, etc. Em Génesis 3:19 significa “alimento” e em Levítico 17:11, “princípio vital”. A amplitude de psyché é semelhante, e se sempre significasse “ser vivente” as seguintes passagens, entre outras, seriam ininteligíveis:
 
“corpo, alma e espírito” (1 Tessalonicenses 5:23)
“palavra viva” ou eficaz (Hebreus 4:12)
“corpo e alma” (Mateus 10:28)
“as almas dos mortos” (Apocalipse 6:9)
 
Tanto néfesh como psyché usam-se com frequência para denotar o eu psicológico consciente do homem.
 
Néfesh: Génesis 27:4; Êxodo 23:9; Números 24:5; Deuteronómio 4:9; Juízes 10:16; Job 10:1; 1 Samuel 4:9; 2 Crónicas 6:38; Salmos 6:3; 10:3; 42:1-5; 103:1; 123:4; Provérbios 13:9; 21:10; Eclesiastes 6:2; Isaías 10:18; 58:5-11; Jeremias 6: 8-16; Zacarias 11:8
 
Psyché: Mateus 10:28; 26:38; Marcos 8:36; Lucas 1:46; 12: 18-20; João 10:24; Tito 1:15; Hebreus 6:19; 8:10; 10:39; 1 Pedro 2:11; Apocalipse 6:9-11; 18:4; 20:4.
 
Existe um estreito vínculo entre o conceito de “alma” (néfesh, psyché) e o de espírito (hebraico ruach, grego pneuma). O espírito poderia descrever-se como o princípio de vida inteligente no homem, que o faz assemelhar-se a Deus (Génesis 2:7; 1 Coríntios 2:11). De modo que o carácter pessoal do homem depende do seu espírito, mas a sua personalidade individual e concreta constitui a sua alma. Claro está que existe certa sobreposição entre os conceitos de alma e de espírito, ao ponto que às vezes são identificados entre si: Êxodo 6:9; Job 7:11; Isaías 26:9.
 
Em honra da verdade, a Bíblia não afirma explicitamente a imortalidade da alma humana. Na realidade diz que somente Deus é imortal em si mesmo: 1 Timóteo 1:17; 6:16; 2 Timóteo 1:10. No entanto, a Escritura ensina a continuidade da existência humana para lá do túmulo. Na morte física, a alma se separa do corpo, e o espírito humano sobrevive: Génesis 35:18; 1 Reis 17:22; Job 32:8; Eclesiastes 12:5-7; Salmo 31:6, Lucas 23:46; Actos 7:59; Mateus 10:28; Apocalipse 6:9; 20:4-6.
 
É verdade que diversos textos do Antigo Testamento, como Eclesiastes 3:18-20 e Salmo 6:5, 115:17 indicam que os mortos são num sentido “semelhantes às bestas” e não louvam a Deus. Mas isto é da perspectiva terrestre. Em particular, o autor de Eclesiastes indica esta perspectiva terrenal ao perguntar: “Quem sabe se o espírito dos filhos dos homens sobe para o alto, e o espírito do animal baixa para o fundo da terra?” (3:21). Mas ele mesmo responde a esta dúvida no final do livro, onde declara a perspectiva divina: “Lembra-te do teu Criador ... antes que o pó volte à terra, como era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (12:1,7).
 
“A ignomínia final é voltar ao pó. Uma vez mais (cf. 3:20) o Pregador alude a diferentes aspectos da natureza do homem. O pó é do que está feita a terra. A palavra enfatiza a origem terrenal da humanidade (Génesis 2:7; 3:19; Job 10:9) e a debilidade física (Salmo 103:14). Voltar para o pó é ir em sentido contrário de Génesis 2:7 e tornar-se um cadáver, que por sua vez é passível de mais deterioração. É não estar mais animado pelo alento que vem de Deus (cf. Job 34:14-15). O espírito humano é o princípio de vida inteligente e responsável. A sua retirada constitui o fim da vida terrenal e acarreta a dissolução do corpo (cf. Salmos 22:15; 104:29). A sua volta para Deus não se desenvolve. Coloca-se, porém, em contraste com ‘voltar para o pó’, a dissolução do corpo, e portanto não pode referir-se a esta, porque se coloca em oposição a ela. Repete o contraste entre ‘para cima’ e ‘para baixo’ de 3:20 e da ‘terra’ e do ‘céu’ de 5:2. O termo sugere, portanto, a continuidade da existência; mas temos de aguardar até à luz do Novo Testamento para que sejam dados detalhes (cf. 2 Timóteo 1:10).” Michael A. Eaton, Ecclesiastes, an Introduction and Commentary (Tyndale OT Comm. # 16. Downers Grove: InterVarsity Press, 1983, p. 150-151).
 
A MORTE NÃO É A SIMPLES ANIQUILAÇÃO OU CESSAÇÃO DA EXISTÊNCIA
 
Vários textos fazem referência aos defuntos como os que “dormem”, o que implica um estado de inconsciência em relação aos assuntos terrenais: Daniel 12:1-2; Mateus 5:39; 27:52; João 11:11; Actos 7:60; 1 Coríntios 11:30; 15:18, 20, 51; 1 Tessalonicenses 4:13-15, etc. No entanto, a imagem também implica a transitoriedade de tal estado.
 
Embora os vocábulos usados em relação à morada dos mortos, seol (hebreu) ou hades (grego) possam ocasionalmente traduzir-se no sentido de um destino “final” e sobrepor o seu significado com o de “sepulcro”, ocorre que tanto o hebraico como o grego possuem palavras específicas para nomear o túmulo ou sepulcro; respectivamente kéber e mnema ou mnemeion.
 
O uso destas palavras é diferente do emprego de seol ou hades. Por exemplo, há numerosas referências ao kéber ou mnema desta ou daquela pessoa, mas nunca ao seu seol ou hades. Todos os mortos têm um sepulcro, mas nenhum tem um seol ou hades. Num caso se trata do túmulo ou lugar de repouso do corpo, e no outro de um lugar de subsistência espiritual do além-túmulo.
 
Seol: Job 33:24; Salmo 16:10; 30:9; Amós 9:2; Isaías 14:9-15; Ezequiel 32: 21-31
 
Kéber: Êxodo 14:11; Números 19: 16,18; 2 Samuel 3:32; 19:37; 1 Reis 13:30; 14:13; Jeremias 8:1; 26:23
 
Hades: Mateus 12:40; Efésios 4:9-10; Actos 2:27
 
Mnema, mnemeion: Mateus 23: 39; 27: 52-53; Lucas 11:44; João 5:28; 11:17; 12:17
 
Perecer não significa deixar de existir por completo. Por exemplo, é-nos dito que o mundo antigo pereceu no dilúvio, mas certamente não foi aniquilado; de igual modo, o actual mundo há-de perecer, o que não implica o seu futuro desaparecimento, mas a sua transformação (2 Pedro 3:6,13; Hebreus 1:11; cf. Apocalipse 21:1).
 
A Bíblia não se refere à morte como à simples cessação da existência, mas antes como a uma separação. Entre as palavras que se usam para descrevê-la há termos que sugerem fortemente esta ideia, como o hebraico maveth (Génesis 25:11) e o grego anairesis (Hebreus 8:1). Sempre dentro desta noção de separação, pode considerar-se uma morte espiritual, uma morte física e uma segunda morte. A morte espiritual foi experimentada primeiramente por Adão quando pecou e foi expulso da presença de Deus; nesse dia, certamente morreu (Génesis 2:16-17; cf. 3:22-24). Todo ser humano está morto nos seus pecados, separado de Deus; mas pode passar da morte para a vida pela fé em Jesus Cristo: Mateus 8:22; João 5:24-25; Romanos 4:17; 5:12-21; 6:13; Efésios 2:1-5; 1 Pedro 2:24. Quando Jesus declarou solenemente: “Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte” (João 8:51) é óbvio que não se referia à morte física.
 
A morte física é a separação entre o corpo e a alma. Já no Antigo Testamento se indicava que os mortos subsistiam de alguma forma, até tal ponto que se proibia expressamente invocá-los. Na morte física a alma se separa do corpo, mas pode voltar a este se a pessoa ressuscita. Além disso ensina-se que os justos estarão com Deus apesar dos seus corpos se corromperem. Ver Isaías 8:19; 14:9-10; Levítico 19:31; 20:6, 27; Deuteronómio 18:10-12; Salmo 73:24-26; Job 19:25-27.
 
O ensino do AT é ratificado e ampliado no NT: Mateus 27:50; Lucas 23:46; Actos 7:59; cf. 2 Coríntios 12:1-5. Tiago 2:26 diz, como algo óbvio e conhecido por todos, que o corpo está morto sem o espírito: “Porque assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras está morta”.
 
A segunda morte somente é mencionada por tal nome em Apocalipse (2:11; 20:6,14; 21:8). Novamente está implícita a ideia de separação, neste caso eterna. A segunda morte segue-se à ressurreição física e ao juízo dos ímpios, e envolve a eterna separação de Deus, em corpo e alma (cf. Mateus 10:28).
 
Para os homens, Abraão morreu (João 8:58) mas Jesus disse que os patriarcas Abraão, Isaque e Jacob estavam vivos para Deus, que “não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele todos vivem” (Lucas 20:38).
 
Além das provas de carácter geral, diversos episódios bíblicos falam da vida após a morte.
 
Moisés e Elias presentes na transfiguração
 
Na transfiguração de Jesus, tanto Mateus como Marcos e Lucas dão testemunho de que Moisés e Elias se apresentaram e falaram com o Senhor (Mateus 17:3 e paralelos), o que prova que continuavam existindo. Ainda que se argua que Elias, como Enoque, não passou pela morte física, não ocorre a mesma coisa com Moisés (Deuteronómio 32).
 
O rico e Lázaro
 
Na narração sobre o rico e Lázaro (Lucas 16:19-31), Jesus ensinou a persistência da consciência para lá da morte física. Nem Jesus nem Lucas dizem ou insinuam que se trate de uma parábola. Embora o capítulo comece com uma parábola, a qual é identificada como tal (16:1-12), depois o Senhor ensina sobre diversos assuntos, como a impossibilidade de servir a dois senhores, o anúncio do Evangelho, a vigência da Lei e o divórcio. A seguir, sem interrupção, vem esta narração. Além disso, em nenhuma parábola se menciona um nome próprio, como é o caso de Lázaro (Eleazar = Deus ajuda). Seja como for, já que as parábolas se baseavam em acontecimentos reais ou pelo menos possíveis, muitos deles da vida diária, mesmo se se tomar como parábola a narração isso não implica que a narração seja uma mera ficção didáctica. A expressão “o seio de Abraão” é traduzida por várias versões como simplesmente “ao lado de Abraão”, num lugar de honra junto ao pai dos hebreus (cf. Mateus 8:11 e João 13:23). Assim Lázaro disfruta já de tudo quanto lhe foi negado em vida, ao passo que o rico sofre no Hades pelos seus pecados. Este é um dos ensinamentos chave da narração. O segundo tem que ver com a incredulidade: os que não escutam Moisés e os profetas, não acreditarão nem mesmo que ressuscitem os mortos. Esta verdade ficou dramaticamente demonstrada com a reacção dos dirigentes judeus quando Jesus ressuscitou o outro Lázaro (João 11).
 
O primeiro mártir da Igreja encomendou o seu espírito a Cristo
 
Ouvindo eles [os judeus] isto, enfureciam-se em seus corações, e rangiam os dentes contra ele. Mas Estêvão, estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus, e disse: «Eis que vejo os céus abertos, e o Filho do homem, que está em pé à mão direita de Deus»... E apedrejaram a Estêvão que em invocação dizia: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito»” (Actos 7:54-56, 59).
 
Os espíritos dos justos já estão na presença de Deus
 
O autor de Hebreus contrapõe o terror dos israelitas no monte Sinai com a esperança gozosa dos cristãos, nestes termos:
 
Mas vós chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e à companhia de muitos milhares de anjos, à congregação dos primogénitos que estão inscritos nos céus. Vós vos aproximastes de Deus, juiz de todos, e dos espíritos dos justos aperfeiçoados, de Jesus mediador do novo pacto, e do sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel” (Hebreus 12:22-24).
 
Para o presente propósito, nos interessa o facto de que aqui “os espíritos dos justos aperfeiçoados” encontram-se já na Jerusalém celestial, em presença do Pai, do Filho e de seus anjos. É verdade que aguardam uma “melhor ressurreição” (Hebreus 11:35), mas já foram aperfeiçoados para estar na presença de Deus.
 
“Alguns comentadores são da opinião de que estes espíritos pertencem a crentes do Antigo Testamento; outros pensam que o escritor se refere a santos do Novo Testamento que faleceram. Mas todos os crentes tanto dos tempos do Antigo como do Novo Testamento, que foram trasladados para a glória, são declarados justos. Eles foram aperfeiçoados com base na obra de Cristo; ele é “o autor e consumador da nossa fé” (Hebreus 12:2). Qual, então, é a relação entre os santos na terra e os santos no céu? Os santos na glória foram aperfeiçoados porque são libertos do pecado. As suas almas são perfeitas; seus corpos aguardam o dia da ressurreição. Em princípio, os crentes na terra compartilham a perfeição que Cristo dá ao seu povo. Eles gozam a perspectiva de reunir-se com a assembleia dos santos no céu. Só a morte separa a Igreja de baixo da Igreja de cima. Quando ocorre a morte, o crente obtém o cumprimento da obra expiatória de Cristo (Hebreus 2:10).” (Simon J. Kistemaker, Exposition of the Epistle to the Hebrews. NT Commentary. Grand Rapids: Baker Book House, 1984, p. 394-395).
 
João viu as almas dos defuntos em Cristo
 
No Apocalipse, João descreve a seguinte visão:
 
“Quando o Cordeiro abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que haviam mantido; e clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó Senhor, santo e verdadeiro, esperarás para julgar e vingar o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram” (6:9-11).
 
Aqui as almas dos mortos não só estão conscientes, como clamam a Deus.
 
Paulo declara que daremos conta do que fizemos “no corpo”
 
Em 2 Coríntios 5:1-9 Paulo declara:
 
Porque sabemos que se a tenda terrenal que é a nossa morada, for destruída, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. Pois na verdade, nesta morada gememos, desejando ser revestidos com a nossa habitação celestial; e uma vez vestidos, não seremos achados nus. Porque também nós, os que estamos nesta tenda, gememos sobrecarregados; pois não queremos ser despidos, mas vestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. E quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu o Espírito como garantia. Portanto estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto habitamos no corpo, estamos ausentes do Senhor (porque andamos por fé, não por vista); mas temos confiança e preferimos antes estar ausentes do corpo e habitar com o Senhor. Por isso, quer presentes, quer ausentes, desejamos ser-lhe agradáveis”.
 
Aqui Paulo fala do corpo como de uma morada, e definidamente fala da possibilidade de estar presentes perante o Senhor “ausentes do corpo”. A seguir acrescenta que todos seremos julgados por Cristo para dar conta do que fizemos “por meio do corpo” (v. 10). Tudo isto indica a persistência da personalidade para lá da morte física.
 
No mesmo sentido, embora de maneira transitória, a separação entre o material e o imaterial do homem está implícita quando fala da sua própria experiência: “Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (não sei se no corpo, não sei se fora do corpo, Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu.” (2 Coríntios 12:2).
 
Jesus anunciou ao ladrão que estaria com ele no paraíso nesse mesmo dia
 
Em Lucas 23:42-43 lemos:
 
E dizia a Jesus: Lembra-te de mim quando vieres no teu reino. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo hoje estarás comigo no Paraíso.” (tradução literal)
 
Há quem interpreta esta resposta de Jesus como uma promessa para o futuro remoto: “Em verdade te digo hoje, [que] estarás comigo no paraíso”, em lugar de “em verdade te digo [que] hoje estarás comigo no paraíso”. No segundo caso, toma-se o “hoje” como indicativo de quando ocorreria o prometido; no primeiro toma-se o hoje como uma palavra destinada a dar ênfase à declaração. Para apoiar esta última posição, arguem-se textos, geralmente do Antigo Testamento, onde “hoje” se usa deste modo. Mas eis aqui os factos:
 
1. A palavra “hoje” (grego sëmeron) aparece outras quarenta vezes no Novo Testamento fora desta passagem, e em todos os casos se refere ao tempo presente; por exemplo, Mateus 6:11; 21:28; Lucas 19:5,9; Actos 24:21; Romanos 11:28; Hebreus 3:15, etc. Em Actos 20:26 pode ser enfático, mas não descarta o presente e a construção é diferente.
 
2. Nos evangelhos há um total de 76 ocasiões, incluído Lucas 23:43, nas quais Jesus usa a expressão “Em verdade vos [ou te] digo”, ou “Em verdade, em verdade vos [ou te] digo”. Deve notar-se que a expressão “em verdade” (grego amen) é em si enfática e não precisa de ser sublinhada adicionalmente. Além disso, nunca em nenhum dos 75 casos fora de Lucas 23:43 Jesus acopla um “hoje” aos seus “Em verdade vos digo”, para dar-lhe ênfase. Ou seja, para apoiar a reinterpretação de Lucas 23:43 como enfático teria que admitir-se que somente aqui, nesta única ocasião em todos os Evangelhos, Jesus decidiu usá-lo desse modo.
 
3. Há, porém, uma ocasião em que Jesus acopla o “hoje” a um “Em verdade”; e neste único caso em particular, a referência é inequivocamente a algo que haveria de ocorrer nesse mesmo dia: “Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás” (Marcos 14:30).
 
Por conseguinte, toda a evidência indica que a interpretação tradicional, “hoje estarás comigo no paraíso” é a correcta.
 
O SENHOR JESUS ANUNCIOU A RESSURREIÇÃO DO SEU CORPO
 
Em Mateus 12:40 Jesus declarou: “Mas ele lhes respondeu, e disse: Uma geração má e adúltera pede um sinal, porém, não se lhe dará outro sinal senão o do profeta Jonas; pois, como Jonas esteve três dias e três noites no ventre do monstro marinho, assim estará o Filho do homem três dias e três noites no coração da terra”. Visto que a comparação se refere ao período entre a morte e a ressurreição, deve notar-se que Jonas conservou a consciência enquanto estava no seio do monstro; de modo que dificilmente tal permanência indica a cessação completa da existência, ou um estado de inconsciência. Outros textos nos indicam que com esta declaração Jesus se referia ao seu corpo, não a todo o seu ser.
 
Quando Jesus expulsou os comerciantes do templo, os judeus lhe perguntaram que sinal podia dar para respaldar o seu proceder.
 
Jesus respondeu, e disse-lhes: Destrui este templo, e em três dias o levantarei. Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias? Mas ele falava do templo do seu corpo. Quando, pois, ressuscitou dentre os mortos, os seus discípulos lembraram-se de que lhes dissera isto; e creram na Escritura, e na palavra que Jesus tinha dito".
 
Em outras palavras, Jesus anunciou a sua ressurreição física, corporal, “do templo do seu corpo” (tou naou tou sömatos autou). De igual modo, em Pentecostes o apóstolo Pedro se referiu à ressurreição física do Senhor, cuja carne (sarx) não sofreu corrupção. O que fica sem vida e se corrompe depois da morte física é o corpo, não a pessoa na sua totalidade: João 19:31,38; Marcos 15:43-46; Lucas 23:55; 24:3; Tiago 2:26.
 
OS APÓSTOLOS PAULO E PEDRO FALARAM DA SUA MORTE PRÓXIMA COMO DE UMA PARTIDA
 
Filipenses 1:23-24, “Tenho o desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é muito melhor; mas ficar na carne é mais necessário por causa de vós”.
 
2 Timóteo 4:6, “Porque eu já estou prestes a ser oferecido em sacrifício, e o tempo da minha partida chegou”.
 
2 Pedro 1:14-15, “brevemente tenho que deixar o meu tabernáculo... procurarei com empenho que, depois da minha partida, vós possais ter memória destas coisas”.
 
Pedro refere-se ao seu corpo como uma habitação precária, “o meu tabernáculo” (tou skënömatos mou) e à sua morte como uma partida (grego exodos). Paulo usa as expressões “partir” (grego analuö) e “partida” (grego analusis) para referir-se à sua morte. Contrasta a sua ansiada partida com o “ficar na carne” (epimenein tei sarki); descreve a sua futura situação com Cristo como “muito melhor” e afirma que para ele “morrer é ganho” (to apothanein kerdos). Estas declarações mostram sem disputa possível que ambos os apóstolos consideravam a sua própria morte não como um estado de inconsciência ou inexistência, mas como uma desejada partida para estar com Cristo.
 
Em outro lado Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, declarou solenemente que nem a morte pode separar os crentes do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus (Romanos 8:38).  
 
Concluímos pois que as Sagradas Escrituras ensinam a sobrevivência à morte física do eu imaterial do homem, denominado alma ou espírito em diferentes textos. Portanto, os que morrem em Cristo passam de imediato ao âmbito celestial enquanto aguardam a ressurreição dos seus corpos.
 

64 comentários:

  1. MAravilhoso e esclarecedor estudo , amado .Sem duvida, o crente em Cristo JEsus apos a morte fisica, tem comunhão e consciencia do seu estado glorioso com JEsus.Deus te abenço;

    ResponderEliminar
  2. Blog Conhecereis a Verdade,

    Posso colocar aqui o link do blog do Gustavo (E-Cristianismo) sobre o gigantesco tratado de Calvino contra a "pannopsychia"(sono da alma)?

    Eu não sabia,mas assistindo a um programa desses grupos sectários eu os vi sustentar que as "línguas estranhas" eram outros idiomas.Diversos grupos teológicos adotam esta corrente doutrinária.Acredito que isto daria um "post" bem esclarecedor.

    ResponderEliminar
  3. Blog Conhecereis a Verdade,

    Calvino já foi magistral sobre o assunto!!!!Sugiro que leias!!!É demasiadamente grande,mas é fantástico!

    http://www.e-cristianismo.com.br/de/johannes-calvin/158-calvino-contra-os-aniquilacionistas-psychopannychia

    ResponderEliminar
  4. A Passagem em litígio que mais possuo dificuldade(por não ter conhecimento do grego Koiné) é a passagem do ladrão na Cruz em que os grupos sectários alegam que as traduções foram deturpadas.Acabei de enviar um email para um estudioso em línguas antigas e professor do curso de Teologia na Igreja em que me congrego.O fato é que alegam que o tradutor Almeida acrescentou o "que" e pôs a vírgula no local errado.

    Acredito que a acusação contra os Tradutores são levianas e descabidas,pois eles incorrem no erro de privilegiar a tradução deles das demais,outrossim,não precisa ser estudioso PHD dos idiomas para saber que é dificultoso traduzir tudo "ipsis litteram" de um idioma para o outro.A polissemias das palavras;a diferença entre os idiomas pode produzir algumas indiferenças,portanto,a acusação é inepta.


    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Olá para todos,

      Antes de mais nada, gostaria de agradecer ao Conhecereis a Verdade pelos ótimos textos que tem postado. Tenho o blog listado em minha lista de RSS, e sempre que um artigo novo sai eu o leio. É sempre bom contar com ajuda, principalmente em meio aos debates. O blog está em nossa lista de sugestões na área de apologética:
      http://www.e-cristianismo.com.br/pt/apologetica-links

      Sobre o texto de Lucas 23:43, eu mesmo fiz uma análise desta questão há algum tempo. É interessante notar que tudo se resolve pelo contexto:
      http://www.e-cristianismo.com.br/pt/apologetica/225-a-pontuacao-de-lucas-2343

      Afinal de contas, o que Jesus responde ali? Não é a dúvida e ansiedade do ladrão, desejando estar com o Senhor? Mencionei também de leve a questão de Jesus não ter ido ainda ao Pai... Algo que eu poderia ter me aprofundado mais, postando textos judaicos da época que mostram que o Paraíso judaico não era exatamente onde o Pai "estava".

      Abraços.

      Eliminar
    2. Olá Gustavo,

      Bem vindo a este blogue. Obrigado pelas suas amáveis palavras.

      O site e-cristianismo também tem sempre bons artigos que eu recomendo, como é o caso deste que refere sobre a pontuação do texto de Lucas 23:43.

      Exatamente, o Paraíso judaico, refletido na história do rico e de Lázaro, não era exatamente onde o Pai "estava".

      E muitos Padres da Igreja também seguiram essa visão judaica do paraíso situado no Hades que ficava não no céu, mas debaixo da terra no "Seio de Abraão" (sector paradisíaco do Hades), daí que para alguns padres da Igreja os santos quando morriam não iam logo para o céu nem estavam na presença de Deus (não havia intercessão dos santos no céu portanto), e alguns equivocam-se por causa disto, uns pensando que os padres acreditavam no "sono da alma" outros no "purgatório".

      Abraços

      Eliminar
    3. Para os padres da Igreja que seguiam a visão judaica do paraíso apenas os mártires iam para o céu, os outros iam para o seio de Abraão à espera da ressurreição....

      Eliminar
  5. Correção do comentário anterior:diferenças ao invés de indiferenças.

    Existe um belo trecho de um poema de Drummond em que ele falando do contato do português com o índio brasileiro ele escreve "Que Pena!"Todo professor de português diz que esta genial expressão possui diversos significados!A "pena" que o índio vestia;o sentimento de pena do português...etc.A genialidade de Drummond impressiona a todos os literatos brasileiros.No Código Civil brasileiro a palavra "Tradição" significa a entrega do bem ao consumidor e é óbvio que este é outro significado para a palavra EM OUTRO CONTEXTO.

    Os mortalistas da alma é que possuem o ônus de provar que todas as traduções da palavra morte significam uniformemente sono inconsciente.Para fazer isso terão que assassinar a hermenêutica.

    As passagens mais usadas são as utilizadas pelo melancólico Salomão ao fim da vida escrevendo o livro de Eclesiastes falando da morte,mas isto eu deixarei para comentar depois...



    ResponderEliminar
  6. O administrador do blog me enviou um importante estudo sobre a passagem de Lucas 23.43(Ladrão na Cruz) do Instituto Cristão de Pesquisas e divulgarei aqui para o estudo e aprofundamento de todos que frequentam o blog e na tentativa de mitigar a injúria dita pelos grupos sectários contra o Tradutor Almeida.

    Aqui há apenas uma síntese de contestação dos principais argumentos heréticos dos grupos sectários!!!!

    http://www.icp.com.br/83materia.asp

    Parabéns,Blog Conhecereis a Verdade,por defender o genuíno evangelho longe de proselitismos,sectarismos e das heresias obsoletas e hodiernas que tentam macular o verdadeiro evangelho!

    ResponderEliminar
  7. Parece que a tradução de Ferreira de Almeida tem as costas largas.

    Mas a questão está longe de ser algum erro de tradução na versão de Almeida.

    Com excepção da tradução da Bíblia do Novo Mundo das Testemunhas de Jeová, todas as outras traduções que conheço em várias línguas, tanto católicas como protestantes, traduzem esta passagem com o mesmo sentido que está na tradução de Almeida. Ou seja, «hoje estarás».

    Se a tradução está incorreta então que se acuse de falsificadas todas as traduções nas mais variadas línguas e dos mais variados autores e não apenas o pobre do Almeida.

    ResponderEliminar
  8. Caro apologeticaprotestante,

    olhe que interessante site que achei contra os exterminadores da alma:

    http://www.forananswer.org/Luke/Luke23_43.htm#1

    ResponderEliminar
  9. Blog Conhecereis a Verdade,

    Eu cito o último parágrafo porque os grupos sectários,principalmente os russelitas,gostam de citar o Codex Vaticanus para atacar a Bíblia Almeida.

    (...)"A Sentinela e os seus apologistas ofereceu várias linhas de evidência para apoiar a pontuação NWT(TNM) de Lucas 23:43. Em cada caso, a evidência não foi capaz de levantar-se para exame rigoroso. No balanço, a evidência favorece fortemente a pontuação tradicional. Lucas 23:43 é um dos 74 exemplos de uma expressão estereotipada, falado por Jesus nos Evangelhos. Esta expressão nunca é modificado por um advérbio de tempo, a menos que Lucas 23:43 é a única exceção. Além disso, quando todos os "eu digo que" os provérbios são levados em conta, o número de não-temporalmente modificados expressões introdutórias cresce para 144. Por outro lado, não há nenhuma evidência de que Jesus nunca usou o "idioma hebraico comum", referido por EW Bullinger e tantas vezes citado pelos defensores NWT(TNM). Quando uma razão deixa de lado a evidência textual do Syraic curetoniano e Codex Vaticanus (não só porque a prova é marginal, na melhor das hipóteses, mas também porque toda a questão da pontuação correta não é propriamente a província de crítica textual), não há substancial evidência em favor da pontuação NWT(TNM)".

    Valeu!!!Eu dei apenas uma lidinha superficial porque estou ocupado,mas depois eu aprofundo e aproveitarei algo de bom.

    Abraços,

    ResponderEliminar
  10. Agostinho de Hipona e São Tomás de Aquino afirmam que a alma está unida ao corpo enquanto sua forma substancial,sendo assim o homem uma unidade substancial composta de corpo e alma.(Summa ,Ia,q.8,a.1,a.d2)

    Os grupos sectários por não entenderem uma linguagem metonímica antropomórfica afirmam que o homem É uma alma ao invés de ter uma "alma".Deveriam ler Sto Agostinho e São Tomás de Aquino.Se baseiam na passagem de Gênesis 2.7 que a depender da tradução o homem seria "alma vivente" e "ser vivente".

    Outro acusação comum dita amiúde é que os Padres primitivos "tardios" foram influenciados pela cultura "imortalista" grega e que todos os padres do I século acreditavam ser a morte um sono inconsciente.Trata-se "mutatis mutandis" de afirmar que São Paulo foi influenciado pelos pagãos ao citar nas suas cartas escritores pagãos.Os acusadores devem ter o ônus de provar que os padres sempre acreditaram no sono da alma e foram "corrompidos" pela cultura grega.

    ResponderEliminar
  11. O problema dos grupos sectários é que baseiam-se em premissas falsas sobre o significado dos termos referente à alma.

    Supõem que os vocábulos nefesh e psyche significam «ser vivente» sempre e em qualquer contexto.

    É certo que o vocábulo nefesh na passagem de Genesis 2:7 efetivamente significa «ser vivente». Mas este vocábulo não pode ser arbitrariamente restringido a este significado. Nefesh deve traduzir-se segundo o contexto e pode significar muita coisa.

    O significado mais frequente de nefesh (e o equivalente grego psyche) é o do eu psicológico consciente do homem.

    Geralmente quem relaciona o conceito grego de imortalidade da alma com a doutrina bíblica da subsistência da parte imaterial do homem após a morte física que denominamos alma, ou não conhece o conceito grego de imortalidade da alma ou a doutrina bíblica ou ambas.

    Mesmo que o conceito grego e bíblico de «imortalidade da alma» fosse igual não bastaria apontar semelhanças para provar que um derivava do outro, era preciso demonstrar como e quando essa relação e influência se tinha dado.

    Alguns padres acreditavam que as almas dos mortos em Cristo não subiam para a presença de Deus mas iam para um sector paradisíaco do Hades (o seio de Abraão) à espera da ressurreição. Mas nenhum acreditava no sono da alma.

    ResponderEliminar
  12. The Nature Of The Soul And
    Eternal Punishment

    Among the most fundamental questions of religion are those pertaining to human nature, the consequences of evil, and the destiny of human beings after death. There are substantial differences between the teachings of the Watchtower and those of orthodox Christianity on these issues, yet both claim to accurately interpret Scripture and represent apostolic teaching.

    The Watchtower Society denies the existence of the soul as a separable entity from the body that survives death. Jehovah’s Witnesses teach that the term soul refers to the whole person, composed of a physical body and an impersonal "spirit" or life force. At death, a person ceases to exist except in the memory of God; the life force does not survive death but its energy returns to God. 20 While Witnesses nominally believe in a resurrection of the righteous, it is in reality a recreation, wherein God creates a new person from the pattern of that individual in His memory. 21

    The idea of hell as a place of conscious eternal punishment for the wicked has always been anathema to Jehovah’s Witnesses. They believe the biblical terms for hell (sheol in the Old Testament, hades and gehenna in the New Testament) refer only to the common grave of humankind. Using their ubiquitous yardstick of biblical interpretation — their own human reason — they assert that a God of love would never condemn humans to an eternity of fiery torment. The fate of the wicked is nonexistence, with no hope of resurrection to Jehovah’s paradise on earth.

    The Witnesses believe that the doctrines of a soul that survives death and a hell where the wicked are punished eternally arose from Platonic influences within an apostate church, and they are not representative of the beliefs or teachings of the apostles or early Christians. Does early Christian literature substantiate their claim to have a true biblical and apostolic understanding of these doctrines?

    Discussion of the soul occurs frequently in the postapostolic literature. There are different meanings for soul depending on the context in which it is used. The fathers sometimes used the term to refer to the entire person. Their understanding, however, was not confined to this use.

    ResponderEliminar
  13. Martyrdom was common in the widespread persecution of the early church. The courage of the martyrs was based on their faith in Christ their Savior and their conviction that death would immediately usher them into His presence. Polycarp, a disciple of the apostle John, was one of the early church’s great martyrs. At the time of his death, his prayer expressed a hope not only in resurrection, but also that he would stand in the presence of Christ after his sacrifice: "I bless Thee, because Thou hast deemed me worthy this day and hour, to take my part among the number of the martyrs in the cup of thy Christ, for ‘resurrection to eternal life’ of soul and body...may I be received in thy presence this day as a rich and acceptable sacrifice." 22

    Ignatius likewise manifested this hope at the time of his martyrdom: "I would rather that you fawn on the beasts so that they may be my tomb and no scrap of my body be left. Thus, when I have fallen asleep...shall I be a real disciple of Jesus Christ when the world sees my body no more." 23

    Similar references are common in the postapostolic literature. Typical of the early church’s teaching on the soul is a passage from Justin Martyr, a convert from pagan philosophy who also suffered martyrdom: "Look at the end of each of the former emperors, how they died the common death of all; and if this were merely a departure into unconsciousness, that would be a piece of luck for the wicked. But since consciousness continues for all who have lived, and eternal punishment awaits....All this should convince you that souls are still conscious after death....We look forward to receiving again our own bodies, though they be dead and buried in the earth." 24

    In contrast to passages such as those above, there is no literary or historical evidence for any early Christian group teaching soul sleep. The belief in a soul that survives death is ubiquitous in the writings of the early church. It is not credible to say that a theology of soul sleep and an impersonal life force reflects apostolic teaching when such concepts appear nowhere in the writings of apostolic disciples or others in the early church.

    As with Justin Martyr above, the punishment of the wicked after death is also a common topic in the literature of the church before Nicaea. There is no indication that the early church believed the wicked were punished by annihilation. Rather, the conscious punishment of those who reject Christ and fail to repent permeates the evangelism of this period. The early church was not reticent about teaching the consequences of sin for the unrepentant.

    A few passages speak of the destruction of the wicked. The Epistle of Barnabas, for example, says, "For it is a way of eternal death with punishment wherein are the things that destroy men’s souls." 25 Such affirmations taken in isolation might seem to support the doctrine of soul sleep. Yet when the broader context is examined, the fathers did not believe that "eternal death" or "destruction" meant cessation of existence, but rather a state of eternal separation from God — the antithesis of the perfection achieved when a faithful Christian is joined eternally with God in heaven.

    ResponderEliminar
  14. The early church believed the wicked would receive an eternity of torment and punishment. Clement, the third bishop of Rome, said, "It is better for a man to confess of his sins than to harden his heart in the way those rebels against God’s servant Moses hardened theirs. The verdict against them was made very plain. For ‘they went down to Hades alive.’" 26 Similarly, the author of 2 Clement, an early Christian homily, said, "But the righteous...when they shall behold them that have done amiss and denied Jesus by their words or by their deeds, how that they are punished with grievous torments in unquenchable fire, shall give glory to God." 27

    The author of The Martyrdom of Polycarp describes in detail the death of John’s disciple, and says this of the motivation behind Christian martyrdom: "And giving themselves over to the grace of Christ, they despised the tortures of this world, purchasing for themselves...life eternal. To them the fire of their inhuman tortures was cold, for they set before their eyes escape from the fire that is everlasting and never quenched." 28

    Irenaeus, a disciple of Polycarp — described by the Watchtower as one "who boldly spoke out in favor of the inspired written Word of God rather than the traditions of men" 29 — said this about the fate of the unrepentant: "The Church...received from the apostles...its faith...that [Christ] may make just judgment of them all; and that He may send the spiritual forces of wickedness...and the impious, unjust, lawless and blasphemous among men, into everlasting fire." 30

    It is clear from these and many other references that the early church, citing apostolic teaching as its source, believed that those who failed to repent were destined for conscious eternal torment in hell. They ridiculed the pagan notion that the wicked would be annihilated and cease to exist, asserting that this would be an unjust end for those who pursued wickedness and the pleasures of this world. Just as they believed that faithful Christians would be eternally in the presence of God, they were convinced that the wicked would suffer an eternity of torment apart from Him. The Watchtower teaching on the annihilation of the wicked quite simply has no historical precedent in the early church.

    ResponderEliminar
  15. "Geralmente quem relaciona o conceito grego de imortalidade da alma com a doutrina bíblica da subsistência da parte imaterial do homem após a morte física que denominamos alma, ou não conhece o conceito grego de imortalidade da alma ou a doutrina bíblica ou ambas."

    Blog Conhecereis a Verdade,

    Poderias apontar aqui as principais diferenças entre a crença dos gregos e o que a maioria dos cristãos creem para exterminar de uma vez por todas as pretensões dos exterminadores da alma?

    ResponderEliminar
  16. Fonte: http://www.cephasministry.com/jw_faith_of_our_fathers_2.html

    ResponderEliminar
  17. Outra pergunta:Tu dizes "que nenhum padre acreditava no sono da alma".Então como explicar as citações patrísticas utilizadas pelos adeptos da seita de Charles Russel?Ou estão deturpadas ou foram inventadas...

    Tento entender o que eles são realmente,pois lendo a "A sentinela" eu vi que eles não se consideram nem católicos e nem protestantes e que "todas as religiões são do inferno"(A sentinela Página 62,mas eles possuem semelhança com o catolicismo ao aceitarem tudo de maneira acrítica e passional os "dogmas" do seu Magistério(Torre de Vigia).Eles também negam a divindade de Cristo assim como faziam os grupos do século I...

    ResponderEliminar
  18. A crença na morte da alma tornou-se comum e popular aqui no Brasil porque os os grupos sectários se utilizam de diversas passagens bíblicas de maneira isolada para enganar os incautos.Os textos mais utilizados são,principalmente,Eclesiastes e Salmos.Expressões como "dormem";"os mortos nada sabem" (...) é uma grande "arma" nas mãos das seitas.

    ResponderEliminar
  19. Conhecereis a Verdade,

    Põe aqui,por favor,as principais diferenças da doutrina grega e da doutrina bíblica para servir de estudo para os frequentadores do blog.

    ResponderEliminar
  20. A concepção grega é marcada por um forte dualismo. A alma e o corpo são duas "entidades" distintas que se opõem uma à outra. A alma que pré-existe como que “encarna” no corpo e fica aprisionado por ele e do qual tem que se livrar, uma vez que o corpo (a matéria) é visto como mau e a alma (imaterial) boa. A morte possibilita que a alma se livre do corpo para sempre e atinja o seu estado de redenção e felicidade eterna. Por isso, na concepção grega a morte é boa em si mesmo.

    O gnosticismo e as suas concepções é que sim estão muito perto da filosofia grega.

    No cristianismo ortodoxo é diferente. Para começar não há a noção de pré-existência das almas. Não há um dualismo corpo-alma, visto que corpo e alma são partes constituintes de uma mesma unidade que é o ser humano, o corpo não combate contra alma e esta não tem que se libertar dele para atingir a plena perfeição e redenção, nem uma parte é intrinsecamente melhor que a outra. A morte é em si mesmo um mal a vencer, e a alma sem o corpo para o qual foi criada está num estado imperfeito. Por isso o seu destino é voltar ao corpo ressuscitado dando-se assim a plena redenção tanto do corpo como da alma, isto é, do ser humano total.

    Pode-se fazer uma analogia com o conceito trinitário de Deus: assim como Deus é constituído pelo Pai, o Filho, e o Espírito Santo, três pessoas distintas mas ao mesmo tempo da mesma substância que formam um único Deus, assim o homem é formado pelo corpo, a alma e o espírito, partes distintas mas ao mesmo tempo da mesma substância que formam um único ser humano. Tanto a unidade de Deus como a unidade do ser humano é portanto uma unidade compósita.

    Quanto às citações dos padres da Igreja que são apresentadas como defendendo “o sono da alma” habitualmente são mal interpretadas, uma vez que o que eles dizem e combatendo precisamente conceitos da filosofia grega, é que o homem é uma substância ou natureza, a natureza humana. A alma não está presa pelo corpo, não há dualismo. A alma do homem é feita para estar unida com o seu corpo para sempre, pois a humanidade é tanto física como espiritual. Daí a ressurreição dos mortos.

    ResponderEliminar
  21. Excelenteeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Perfect!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ResponderEliminar
  22. Blog Conhecereis a Verdade,

    Indiquei o blog para um grande amigo leitor e ele gostou muito desta sustentação bíblica a favor da consciência "post morten" da alma.

    Ele pediu um complemento deste estudo sobre os termos bíblicos "Hades","Genna" e "Sheol" porque ,segundo os adeptos da seita de Charles Russel,Jesus passou três dias no Sheol ao invés do Paraíso.Se puder ajudar serei grato :)

    O administrador do Blog já pôs isso em outro post,mas não custa nada frisar para os que me perguntaram.Lutero NÃO acreditou na "morte da alma" e isto é uma MENTIRA! O Gustavo,administrador do blog E-Cristianismo,tem um post que desmistifica essa falácia.

    "Ad majoren Dei Glorian"!

    Abraço,


    ResponderEliminar
  23. Esse site é bastante completo e pode servir de ajuda sobre este particular assunto da "imortalidade da alma"

    http://www.imortalidadedaalma.com/

    ResponderEliminar
  24. Amigo!
    A paz do Senhor Jesus!
    Estou com dúvidas a respeito deste asunto http://traducaodonovomundodefendida.wordpress.com/2011/10/17/lucas-2343-estaras-comigo-no-paraiso-foi-o-malfeitor-para-o-ceu-no-mesmo-dia/ ...Vc poderia me dar uma luz contra estes argumentos das TJs sobre o codex vaticanus em questão?!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Paz Larcio,

      Não pense que me esqueci de si, a resposta à sua questão, e a outras do argumentário tradicional das TJ, está aqui nesta página para a qual já coloquei o link há um tempo atrás:

      http://www.forananswer.org/Luke/Luke23_43.htm#1

      Se tiver dificuldades com o inglês use o Google Tradutor que dá uma ajuda.

      Vou ver se arranjo tempo para traduzir a parte que corresponde ao suposto sinal no codex Vaticanus e fazer um post sobre isso.

      Entretanto pode ir lendo este artigo do site e-cristianismo:

      http://www.e-cristianismo.com.br/pt/apologetica/225-a-pontuacao-de-lucas-2343

      Abraços

      Eliminar
    2. O texto do forananswer responde muito bem este artigo do Rui... A questão é que o ponto é provavelmente acidental, já que o autor do codex vaticanus costuma inserir um espaço depois do ponto, quando este é intencional. Além disto, a pontuação dele é diferente... Há algumas imagens ali que mostram isto...
      Posso até atualizar o meu texto com estas informações também, que acho muito interessantes, além de agregar as informações que o Conhecereis a Verdade traz aqui... É sempre bom agregar mais informações. No entanto, como estou trabalhando em um texto sobre o ateísmo, e depois deste ainda tenho dois textos contra as testemunhas de Jeová para escrever, vou levar algum tempo para esta atualização...

      Abraços.

      Eliminar
  25. Talvez se Jesus quisesse dizer que a promessa de está no paraíso fosse algo que ia acontecer em um futuro próximo, Ele poderia se expressar dessa maneira;

    "Te digo que estará no paraíso comigo naquele dia".

    Ou quem sabe assim;

    "Te digo hoje, naquele dia estará comigo no paraíso"

    Agora fica meio descontextualizado, Ele se expressando dessa maneira;

    "Te digo hoje, estará comigo no paraíso".

    Ora sem sombras de dúvidas Ele poderia se expressar dessa maneira;

    "Te digo, estarácomigo no paraíso".

    O texto bem contextualizado é este;

    "Te digo que hoje estará comigo no paraíso".

    ResponderEliminar
  26. Gustavo,

    Se puder dispor os textos judaicos aqui eu serei grato.Estou elaborando um material apologético de estudo sobre o tema.

    Abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se fores ao verbete "seio de abraão" na Wikipedia, tem lá algumas referências de literatura judaica ao seio de Abraão.

      Podes ver aqui esquematizado como nos tempos do Novo Testamento se entendia o mundo.

      http://ichthys.com/mail-Geography-of-Heaven-Hades-Hell.htm

      O Hades ficava debaixo da terra, o primeiro céu ficava junto dos homens, era onde estavam os demónios "as potestades do ar" que refere Paulo, o segundo céu era onde estavam as nuvens, equivalente ao que nós hoje também chamamos o "céu" natural, e o terceiro céu era onde estava o trono de Deus.

      Eliminar
    2. Se eu encontrar alguma coisa que possa ajudar, postarei por aqui... O site ora ou outra recebe a visita de mortalistas, comentando nos vários textos que postei sobre o assunto... Hoje mesmo tenho um gigante comentário para responder...
      http://www.e-cristianismo.com.br/pt/joao-calvino/81-calvino-e-a-imortalidade-da-alma

      Eliminar
    3. Vocês aniquilaram o aniquilacionista :)

      Acho uma piada quando invocam a "lista de teólogos protestantes", sem nunca os terem lido nem fazarem ideia daquilo que realmente pensam, como se eles defendessem a mesma coisa que os aniquilacionistas.

      Estes teólogos na linha da teologia liberal não acreditam na ressurreição corporal física. Então contrapõem a imortalidade da alma à ressurreição, seguindo o seguinte raciocínio. Os cristãos primitivos não acreditavam na existência de uma alma imortal ou imortalidade da alma, que é um conceito grego, mas sim na ressurreição. Mas numa ressurreição espiritual, num corpo imaterial e invisível, que acontece no momento da morte. Então aniquilam a alma para a substituir por uma ressurreição espiritual imediata no momento da morte.

      A ironia é que não há nenhuma diferença entre este conceito de ressurreição espiritual e o conceito grego de imortalidade da alma.

      E tenho a impressão que é contra este conceito grego de imortalidade da alma=ressurreição espiritual=desencarnação que Lutero se insurge em algumas passagens dos seus escritos.

      Por exemplo, William Lane Craig acredita que o homem tem uma alma imortal que sobrevive à morte do corpo, mas neste video diz que Paulo não ensinou a imortalidade da alma. Como pode? Pode porque ele está a falar do conceito grego de imortalidade da alma, de uma desencarnação imaterial e invisivel como estado final para afirmar que o que Paulo ensinou foi uma ressurreição física final.

      http://www.youtube.com/watch?v=hOILOqdlzVM&feature=share&list=PL9476019B764306C6

      É que as mesmas palavras podem definir conceitos diferentes. Se não se estiver atento ao contexto para perceber o que se quer dizer com "imortalidade da alma", que pode não significar sempre a mesma coisa, pode-se cair em grandes erros e confusões.

      O Aniquilacionismo era uma doutrina dos Saduceus (Mt 22:23; At 23:8).

      Eliminar
    4. Cá está confirma-se.

      Uma nota de rodapé nas Obras de Lutero explica, “Lutero se opõe à substituição de ensino bíblico da ressurreição e vida eterna por ideias filosóficas a respeito da imortalidade da alma. Cf. Carl Stange, Studien zur Theologte Luthers (Gütersloh, 1928– ), págs 287–344”.

      Ensino bíblico = ressurreição física na segunda vinda de Cristo

      substituído por

      Imortalidade da alma = ideias filosóficas sobre a imortalidade da alma = desencarnação = ressurreição espiritual, imaterial, e invivísel.

      Contra este conceito de imortalidade da alma também nós nos opomos.

      Eliminar
    5. Eles não se dão por vencidos nunca...

      A semelhança dele com o Azenilto é gigantesca e pelo visto nossas respostas o deixaram um pouco nervoso. Ele resolveu "floodar" os comentários com respostas onde diz a cada sentença que eu faço um ataque ad hominem. Para se ter uma ideia do nível que chega uma pessoa, ele disse que comecei minha resposta com "Finalizando..." por que estou apelando à retórica... Quando o que acontece é que a última parte de minha resposta é que começa com "Finalizando...", para justamente indicar que é a última parte...
      Como o nível de sua resposta desceu demais, não vou publicá-las... Se ele quiser melhorar os comentários e mandar de novo, tudo bem. Não sou obrigado a publicar desaforos dos outros...

      Sobre Lutero, o texto que traduzi do James Swan traz este trecho de LW 32:77:

      Daí os especialistas em Roma recentemente pronunciaram um decreto sagrado [no Quinto Concílio Laterano, 1512-1517] que estabelece que a alma do homem é imortal, agindo como se nós não disséssemos todos em nosso comum Credo, “eu acredito na vida eterna”. E, com a assistência do gênio Aristóteles, eles decretam além disto que a alma é “essencialmente a forma do corpo humano”, e muitos outros esplêndidos artigos de natureza parecida. Estes decretos são, de fato, mais apropriados para a igreja papal, pois eles possibilitam a eles manter sonhos humanos e as doutrinas de demônios enquanto eles pisam e destroem a fé e ensino de Cristo.
      http://www.e-cristianismo.com.br/pt/lutero/236-o-lutero-adventista-do-setimo-dia

      Eliminar
    6. Não vale a pena continuar a discutir com esse tipo de pessoas, porque já entraram na fase de negação da realidade ou paranóide, pois por mais evidências que tiverem à frente de que as suas crenças são falsas, ignoram-nas e continuam sempre a repetir as mesmas coisas já abundantemente demonstradas erradas.

      O que eu entendo desse trecho é que Lutero não negava a existência da alma imortal do homem, mas estava contra especulações ociosas acerca da mesma,.Como a questão de saber se é mais racional a alma ter a forma aparente do corpo humano, com cabeça, tronco e membros, ou a forma de uma panqueca ou uma bolacha, ou como a alma podia falar se não tinha cordas vocais, etc..., a que pelos vistos os teólogos romanistas se dedicavam.

      Os sonhos humanos e as doutrinas de demônios é uma alusão ao purgatório e indulgências...

      Eliminar
    7. UM TEXTO DE LUTERO ONDE NEGA O "SONO DA ALMA" QUE OS ADVENTISTAS NUNCA CITAM:

      «É verdade que as almas ouvem, percebem e vêem após a morte; mas como isto é feito, nós não entendemos... Se nós nos comprometêssemos a dar uma explicação de tais coisas à maneira desta vida, então seríamos tolos. Cristo deu uma boa resposta; pois seus discípulos estavam sem dúvida também muito curiosos. ‘Aquele que acredita em mim, ainda que morra, viverá’ (João 11:25); da mesma forma: ‘Se vivemos ou se morremos, nós somos do Senhor’ (Rm 14:8)… ‘A alma de Abraão vive com Deus, seu corpo jaz aqui morto’ isso seria uma distinção que para a minha mente é mera tolice! Eu irei contestá-la. Deve dizer-se: ‘Todo o Abraão, o homem inteiro, vive!’» – Conversas com Lutero, págs. 122 f.

      Fonte: Hugh Kerr, Compend of Luther’s Theology (Philadelphia: The Westminster Press, 1943), 241

      OS ADVENTISTAS CITAM ESTA OBRA MAS COMEÇAM MAIS À FRENTE, A PARTIR DA PÁGINA 242

      Eliminar
  27. Em debate que tive com o professor Azenilto(defensor da mortalidade da alma), onde citei este texto de

    Paulo, onde o mesmo diz assim;

    Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu.
    E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe)
    Foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar.

    2 Coríntios 12:2-4.

    Disse ao professor Azenilto, que se Paulo fosse um mortalista, Ele jamais poderia cogitar ou expressar a possibilidade de uma experiência "fora do corpo".

    O Azenilto, tentou(mas não conseguiu) me refutar, dizendo que Paulo "Teve um arrebatamento intenso, que teve a idéia de ter ido paraalgum lugar".

    Eu o refutei, dizendo que Paulo no texto, diz que "foi arrebetado" e que não "teve um arrebatamento intenso".

    Ora, "ter" é diferente de "ir".

    Paulo diz claramente;

    "foi arrebatado ao terceiro céu".

    Com isso demonstrei que os argumentos mortalistas, mesmo usando as escrituras, percebe-se claramente,

    que está recheado de falhas e mesmo assim os desavisados dizem amém.

    Abraços.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. O Azenilto é um velho conhecido... Já o conheço há 10 anos, e os argumentos dele nunca mudaram... O texto que escrevi sobre Eclesiastes 3 na verdade foi escrito como resposta ao que ele escrevia sobre o mesmo texto:
      http://www.e-cristianismo.com.br/pt/apologetica/101-folegos-iguais

      Eu também tinha demonstrado para ele há muito tempo que Paulo defendia a imortalidade da alma... Será ótimo fazer novamente a pesquisa que fiz naquela época...

      Abraços.

      Eliminar
    2. É verdade Gustavo, veja a surra teológica que ele leva desse teólogo;

      http://www.cacp.org.br/a-alma-morre-mt-1028-na-visao-de-um-adventista/

      Eliminar
    3. Você disse algo particularmente interessante e bem visto, nos comentários do site do Gustavo que passo a reproduzir aqui:

      Se e a morte é a inexistência o termo ressurreição não pode existir nas escrituras, pois algo que não existe não pode "ressurgir" e sim "recriar" ou "criar".

      Sendo algo que não existe mais, o termos ressurreição, usado nas escrituras é puro absurdo.

      Pense nisso, mortalistas.

      Eliminar
    4. Já chamei a atenção várias vezes para isto... É a defesa de uma espécie de clonagem no lugar da ressurreição, algo que não há o menor indício nas Escrituras...

      O grande problema desta clonagem, ao meu ver, é a questão da identidade. Afinal de contas, o que me garante que aquele que será ressuscitado foi aquele que morreu? A doutrina ortodoxa garante isto através da alma, que será a mesma. Mas para o aniquilacionista não há esta garantia... Por isto muitas vezes os aniquilacionistas, ao se deparar com este problema, assumem (muitas vezes temporariamente) a doutrina do sono da alma, que evita este problema dizendo que a alma permanece, mas de forma inconsciente.

      Eliminar
    5. Perfeitamente Gustavo, no desespero dos mesmos, torcem intecionamente as escrituras, para sustentar o insustentável.

      Abraços.

      Eliminar
    6. Gustavo,

      O corpo ressuscitado não é um clone do corpo que morreu, mas é o mesmo corpo que morreu. Isso é confirmado pelas cicatrizes dos pregos nas mãos de Jesus ressuscitado. Se fosse um clone Jesus não teria cicatrizes...

      O regresso da alma a um corpo clonado não daria à pessoa a mesma identidade....

      A completa identidade pessoal está na união do corpo que morreu com a alma que sobreviveu à morte do corpo.

      De modo que um adventista mais atento pode responder a esse argumento que há uma identidade numérica entre o corpo que morreu e o corpo ressuscitado.

      O problema está na sua visão materialista do ser humano como constituído unicamente por um corpo físico.

      O que a doutrina ortodoxa da sobrevivência da alma depois da morte física garante, é que se possa falar com propriedade em "ressurreição do corpo", pois caso a morte física representasse a cessação completa da existência humana teria que se falar em recriação da pessoa.

      Eliminar
    7. Bem, estamos entrando em uma área aqui que é mais especulativa, eu confesso. Não me recordo de algum texto bíblico debatendo a questão da identidade, mas se os irmãos tiverem uma referência, ficarei feliz em conhecer.
      O que sei é que pelo menos do ponto de vista grego, o corpo em si não poderia ser aquilo que dá a identidade à pessoa. Hoje em dia temos a ciência que nos diz que nossas células mudam com o tempo, mas naquela época não havia tal coisa. O que eles percebiam é que o ser humano iniciava sua vida como um bebê, se tornando uma criança e passando a ser um adulto. Obviamente eles percebiam que havia uma mudança física em um ser humano. Se a identidade estivesse ligada apenas ao corpo, então eles teriam que confessar que o adulto tinha uma identidade diferente daquela criança que ele foi um dia... E por isto geralmente se acreditava na existência da alma, sendo esta o vínculo entre todas as fases da vida de um ser humano, já que esta era a parte que não mudava em uma pessoa.
      Certamente a visão bíblica é que o homem só é completo quando há corpo e alma e entendo que só assim temos uma identidade. De outra forma não haveria a necessidade de ressurreição. Mas penso também que é importante observar que é a alma que vincula o que somos hoje com o que seremos amanhã. O problema aniquilacionista é que até a alma precisará ser recriada.

      Eliminar
    8. Então os gregos confundiam mudança com identidade.

      É certo que o corpo ao longo do tempo, desde bebê até adulto, sofre uma mudança "qualitativa", mas a identidade permanece a mesma ao longo do tempo. O corpo aos 5 anos é o mesmo corpo aos 70 anos, apesar de ter sofrido uma mudança.

      Da mesma forma o corpo que ressuscitará é o mesmo corpo que morreu, é certo que mudado em imortal, glorioso e incorruptível, mas sempre o mesmo corpo.

      Como a Bíblia ensina que há uma identidade numérica entre o corpo que morre e o corpo ressuscitado, um aniquilacionista pode invocar isto para garantir que a pessoa que morreu e a que ressuscitará tem a mesma identidade pessoal, já que para ele a pessoa é constituída apenas por um corpo.

      Mas para nós que acreditamos na existência da alma que sobrevive à morte do corpo, a identidade pessoal está na união do corpo com a alma. Nem a alma noutro corpo, nem o corpo com outra alma, por absurdo que fosse, podiam dar a mesma identidade pessoal.

      Eliminar
    9. A visão grega era uma espécie de aniquilacionismo ao contrário. Em vez da pessoa ser um corpo físico, era uma alma espiritual.

      E esta alma habitava temporariamente num corpo, ao qual não pertencia por fazer parte da mesma natureza humana. Por isso a identidade pessoal estava ligada apenas à alma, que desencarnava do corpo com a morte deste, e a pessoa seguia a sua vida no mundo espiritual, e muitas vezes voltava a reencarnar. Os gregos acreditavam muito na reencarnação.

      Eliminar
    10. A questão que se pode levantar é: O que faz o corpo ser o mesmo ao longo do tempo apesar de sofrer mudanças? Desde logo a matéria de que é constituído não é, visto que esta varia ao longo do tempo.

      Existem várias teorias a este respeito mas esta é uma questão filosófica que fica para os filósofos resolverem.

      Eliminar
    11. Na verdade não é exatamente uma confusão entre mudança e identidade... A questão é mais sobre o que define a identidade? Se estamos falando de um ponto de vista puramente materialista, quando todas nossas células forem trocadas, teríamos uma outra identidade. Imagine por exemplo uma mesa de madeira... Ela começa a dar defeito e então você vai trocando parte por parte, para consertá-la. Depois de algum tempo, você trocou todas as partes... Neste caso, você poderia dizer que a mesa final é a mesma que você tinha no começo?
      Há algo que deve se manter o mesmo durante toda a vida para estabelecer este vínculo que chamamos de identidade. Seria isto nossas memórias, pensamentos ideias? Seria uma parte física que nunca se modifica com o tempo?
      É esta a questão que levou os gregos a crerem que o ser humano não é puramente material. Pois o que garante que o que somos hoje é o mesmo que éramos quando criança? Há algo em nós que não muda com o tempo, e isto é nossa alma.

      E exatamente como você disse, esta é uma questão filosófica. Eu também acho isto. Penso que o problema da visão grega é permitir que a alma seja o estágio final da existência humana, enquanto que a visão cristã estabelece que nós somos corpo e alma, e que a morte é um estado incompleto, imperfeito.
      Mas penso que a preservação do espírito após a morte combina bem com a visão bíblica de ressurreição. Ela garante que estamos de fato ressurgindo ao termos nossos corpos restaurados.

      Abraços.

      Eliminar
    12. Conforme você expôs o ponto de vista grego, o corpo em si não poderia ser aquilo que dá a identidade à pessoa porque o corpo perderia a sua identidade por causa de modificações físicas que sofre no tempo. E a confusão está aqui. Se fosse por causa disso não havia problema porque as mudanças físicas do corpo não afetam a sua identidade corporal permanente (dizer o contrário seria como dizer que se eu cortar o cabelo amanhã o meu corpo será outro diferente "numericamente" do de hoje).

      Portanto se os gregos postularam a existência da alma com este pressuposto estavam equivocados. O corpo poderia bem ser aquilo que dá identidade à pessoa.

      Outra questão é saber o que faz o corpo ter esta identidade permanente. Que é a questão filosófica que fiz referência no meu último comentário.

      Repare que a solução grega de ligar a identidade pessoal apenas à alma não é compatível com a antropologia bíblica porque exclui o corpo da identidade da pessoa. Se a identidade pessoal está apenas na alma então o corpo é irrelevante para a nossa identidade. Qualquer corpo nos serve para sermos nós. Esta solução é compativel com uma cosmovisão e antropologia reencarnacionista mas incompatível com a cristã. No cristianismo a identidade pessoal está na união do corpo com a alma.

      Outra questão mais filosófica, repito, é saber o que nesta união faz permanente a identidade pessoal. E para isso precisamos de saber o que faz permanente a identidade corporal. Mas não pretendo dar agora uma resposta a isto. Fica para a filosofia.

      Ps. Não se pode fazer a analogia entre o conserto gradual da mesa e as modificações corporais porque os casos não são idênticos. A mesa tem uma intervenção externa que lhe troca as diferentes partes materiais e o corpo modifica-se por ele próprio. Se a mesa se consertasse a si mesmo então sim a analogia procedia. É por isso que num caso pode dizer-se que no final é outra mesa, que tem outra identidade, e no corpo após as mudanças físicas feitas por ele próprio não. Mas isto é filosofia :)

      Eliminar

    13. Vou filosofar um pouco com os conceitos sobre a identidade pessoal que constam neste artigo http://criticanarede.com/met_idpessoal.html

      A identidade pessoal segue dois tipos de continuidade. A continuidade espácio-temporal e a continuidade psicológica.

      A pessoa é a união corpo-alma

      A ressurreição do corpo garante a continuidade espácio-temporal desta unidade.

      A ressureição dar-se-á na dimensão espácio-temporal em que Deus age sobrenaturalmente sobre o corpo e este transforma-se no corpo ressuscitado. E para não haver quebra de continuidade basta que Deus haja sobre um átomo que constituia o corpo que morreu e a transformação se faça a partir desse átomo.

      A alma garante a continuidade psicológica desta unidade.

      E assim temos garantido que na ressurreição o nosso corpo ressuscitado unido à nossa alma conservará a nossa identidade pessoal. :)

      Eliminar
  28. Quando se fala da ressurreição de Jesus, sempre é empregado os termos; "Ressucitou dentre os mortos".

    Ora, sem sombras de dúvidas, não se pode aplicar esses termos há algo que não existe.

    Essa corrente teológica é cheia de falhas.

    Abraços.

    ResponderEliminar
  29. Há quem diga que, em se tratando de "ressurreição do corpo", não usa o termo recriação para o mesmo,

    tendo em vista que muitos corpos já não existem mais.

    Aí alegam eles, que esse meu argumento é falho.

    ResponderEliminar
  30. Da fato, pode falar-se da ressurreição do corpo como uma recriação do corpo. Mas esse não é o ponto

    O ponto é que não tem sentido falar em ressurreição ou recriação do corpo quando a pessoa deixou de existir completamente. Deveria falar-se em ressurreição ou recriação da pessoa.

    Mas se há uma alma que sobrevive à morte do corpo então já tem sentido falar em ressurreição ou recriação do corpo como uma parte da pessoa que ainda existe.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, é verdade, pois isso que o termo correto aplicado é "ressurreição", deixando claro e evidente

      que não é uma inexistência e sim uma ausencia, pois ressurgir não é sinônimo de inexistência, pois

      se deixamos de existir, não podemos "ressurgir"e sim sermos "recriados".

      Então o termo correto aplicado para a pessoa que existiu e deixou de existir e venha a existir

      novamente, o termo seria "recriação" e jamais ressurreição.

      Eliminar
    2. Tem razão.

      O problema é que a noção de aniquilação e passar à não existência é estranha.

      A ressurreição é trazer de novo à vida o que está morto e para estar morto é preciso primeiro existir. Os próprios corpos não deixam de existir totalmente (para dizer isso teria que assassinar a lei da física de conservação de massa e energia "nada se cria nada se perde tudo se transforma"), mas estão em forma de cadáver ou reduzidos a pó.

      De modo que se o ser humano é simplesmente o corpo físico, e o corpo físico com a morte não é aniquilado no sentido de passar à não existência, segue-se que o aniquilacionismo está refutado.

      Eliminar
  31. Uma pessoa que não existe, não está morta nem está viva, simplesmente não existe.

    Daí que um aniquilacionista não pode falar de pessoas mortas e pessoas vivas, mas apenas de pessoas que existem e pessoas que não existem.

    A ressurreição implica a existência de pessoas mortas e pessoas vivas. Por conseguinte, um aniquilacionista não pode professar a crença na "ressurreição dos mortos" mas apenas na "recriação da pessoa".

    O aniquilacionismo além de anti-bíblico é irracional.

    ResponderEliminar
  32. Perfeitamente!

    Seu blog, é excelente, que Deus continue te abençoando.

    Abraços.

    Fica na paz de Cristo

    ResponderEliminar
  33. Alguém pode me dizer de quem é essa voz;

    E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite.
    Apocalipse 12:10

    "nossos irmãos".

    Quem disso isso?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não é especificado no texto nem no contexto de quem é essa voz. Também não é especificado que tipo de relação tinha o autor dessa voz com os "nossos irmãos" Portanto ninguém pode saber ao certo de quem é essa voz.

      Como João estava a ter uma visão pode ter ouvido simplesmente uma voz celestial genérica sem necessariamente ser de alguém em particular a fim de que entendesse o que lhe estava a ser revelado.

      Eliminar
    2. Alguns sugere(principalmente católicos) que seja a voz de algum santo que partiu, mas que ainda não havia sido ressuscitado.

      Simplesmente pelo fato de ele ter dito;

      "nossos irmãos".

      Entendendo com isso que se tratava da alma de algum santo que estava morto.

      Vc foi muito feliz com essas palavras e eu concordo contigo, quando diz;

      "Como João estava a ter uma visão pode ter ouvido simplesmente uma voz celestial genérica sem necessariamente ser de alguém em particular a fim de que entendesse o que lhe estava a ser revelado. "

      Eliminar
    3. Segundo o texto que se segue:
      "porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte."

      Embora o texto não diga quem estava dizendo estas coisas, é interessante notar que a voz, em primeiro lugar, é simpático aos mortos, identificando-os como irmãos. No entanto, ele os menciona vencendo pelo sangue do Cordeiro, não ficando claro se quem originou a própria voz também foi acusado por Satanás e também obteve vitória pelo mesmo sangue. Não parece, à primeira vista, se tratar de seres humanos...
      Uma boa alternativa, portanto, são os 24 anciãos ou outras criaturas celestiais, já que estes também se identificam como nossos conservos (Ap 19:10).

      Mas uma pergunta me passou pela cabeça... Se o católico estivesse certo em sua opinião, o que ele provaria? Que santos podem falar tão alto que possamos ouvi-los?

      Eliminar
    4. Na verdade Gustavo, o católico queria provar a intercessão dos santos, em um debate que tivemos, sobre a intercessão dos santos mortos. Ele usou este texto para provar, que os mesmos estão em plena atividade e pode falar e ser ouvido. O que me chamou a atenção foi o fato em que o dono dessa voz, ter dito; "nossos irmãos", ou seja alguém que provessa uma fé em Cristo, e sendo assim o dono desta voz só poderia ser um crente em Jesus, ou seja o santo(crente). Pecorrendo as páginas das sagradas escrituras, não encontrei um anjo mecionando que são nosso irmão.Uma outra alternativa, poderia ser um dos 24 anciões, ou como disse o Católico, ser a voz de um santo.
      Agora embora que seja a voz de um santo, nada aí no texto prova a intercessão dos santos, os quais os mesmos vivem uma vida de constante intercessão por nós aqui na terra.Pois não recorremos aos mortos, mesmos que estes sejam os maiores homens santos que já pisaram nessa terra.Pelo simples motivo' Se os santos estão juntos de Deus e Deus é a autoridade máxima e é Ele que manda e resolve, nessa condição ninguém em sã conciência recorre ao inferior que está junto do superior, pela simples lógica se recorre ao superior. Um bom exemplo disse é o rico vendo a Lázaro no seio de Abraão, este ao invés de pedir a Lázaro, ele pedi, a Abraão, para que o mesmo "mandasse" Lázaro molhar o seu dedo e refrescasse a sua língua. Portanto nessa condição, Deus estabeleceu limites, ninguém que seja um santo de Deus recorrer a um morto(mesmo sendo este um santo de Deus), os que assim fiseram ou fazem, o fazem, por desobediência e incredulidade, não fazendo a vontade de Deus.

      Eliminar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...