terça-feira, 29 de setembro de 2009

O HUMANISMO SECULAR: A sua influência na sociedade e na igreja


No século XV, o termo italiano "umanista" (humanista) designava originalmente os professores de gramática e retórica, do mesmo modo em que os termos "jurista" e "artista" designavam aqueles que ensinavam artes e leis. No seguinte século vemos que são as Faculdades de Artes quem ensina as "humanidades", em contraste com os estudos teológicos próprios das Faculdades de Teologia. As humanidades abarcavam as disciplinas que promoviam o desenvolvimento de uma condição plenamente humana.

Com a queda de Constantinopla em 1453 e o desaparecimento do Império Romano do Oriente, deu-se a emigração de eruditos que introduziram a cultura grega no Ocidente. Esta circunstância resultou no que, muito tempo depois, se denominou humanismo renascentista. Este humanismo estava sem dúvida aparentado com o anterior, mas ao mesmo tempo representava um fenómeno novo e dinâmico. Jean-Claude Margolin propôs a seguinte definição:

O humanismo europeu é um movimento cultural e intelectual, característico do Renascimento, que abriu o caminho para uma transformação da visão do mundo, uma renovação das formas e tipos de conhecimento, uma ampliação das fontes de inspiração artística e literária, uma reorganização da vida académica, uma liberdade para criticar tradições e instituições, e uma nova visão da condição humana.

Este humanismo do Renascimento foi um dos determinantes-chave das circunstâncias que levaram à Reforma religiosa do século XVI, já que possibilitou e propiciou uma nova visão crítica da autoridade e das doutrinas aceites tradicionalmente por séculos. Também levou a um ressurgimento do estudo da Bíblia nas suas línguas originais e ao surgimento das versões em línguas vernáculas (alemão, espanhol, inglês...). Muitos dos humanistas europeus, como Erasmo de Roterdão e João Calvino, foram cristãos e escreveram desde uma perspectiva decididamente bíblica.

Num sentido mais amplo, o humanismo é uma atitude filosófica que se caracteriza por considerar os seres humanos e tudo que a eles diz respeito - pensamentos, aspirações, empreendimentos - de um valor único e especial; e por esta razão, sublinha também o valor do indivíduo. Existe portanto um humanismo cristão, que valoriza o ser humano acima de todas as demais criaturas ou objectos, como criação especial de Deus, feito à Sua imagem e semelhança e designado como mordomo da Sua criação.

Humanismo secular

Apesar das profundas raízes bíblicas do humanismo europeu, a partir do século XIX os filósofos e ideólogos do marxismo deturparam o termo "humanismo" ao reservá-lo para expressar uma perspectiva do valor humano independente de Deus e de facto hostil a toda a consideração teológica. Com isto se preparou o caminho para o que hoje se denomina "humanismo secular".

Dadas as vicissitudes da história, actualmente um humanista secular pode ser marxista ou não sê-lo; de facto, o marxismo é uma filosofia política em franca decadência. De qualquer forma, o que caracteriza um humanista secular é a adesão ao ponto de vista filosófico conhecido como materialismo ou naturalismo. Portanto, o humanismo secular é uma vertente do naturalismo, enraizado nos pressupostos básicos deste, que podem enunciar-se como se segue.

1. Deus não existe. Somente existe o universo material que, de uma ou outra forma, é eterno, não criado, já que não há tal Criador. A realidade final é a matéria e a energia.

2. O universo é um sistema fechado, no qual tudo ocorre segundo determinadas leis naturais. Isto exclui a possibilidade de influências externas, como o são os milagres. Tudo quanto pode ocorrer é o resultado da operação de princípios próprios do universo material.

3. A vida existe como resultado da combinação ao azar de um conjunto de factores que possibilitaram a sua aparição a partir da matéria inerte. Todas as formas de vida se originaram de uma célula primordial, a partir da qual evoluíram, ao longo de milhões de anos, todas as demais formas, incluído evidentemente o homem.

4. Os seres humanos são o resultado eventual da evolução natural. Em última análise apenas são organismos mais complexos, cujos aspectos únicos (como inteligência, personalidade e vontade) se podem explicar, ao menos em princípio, pelo conjunto de leis físicas e químicas que regem os sistemas biológicos. Todas as acções e pensamentos dos homens devem-se a causas naturais, sejam estas genéticas ou ambientais.

5. A morte é o fim da existência individual. Já que a existência humana é exclusivamente o resultado de processos naturais, a personalidade individual desaparece com a morte do corpo. O destino inexorável de todo homem é o desaparecimento pessoal, e o retorno dos seus componentes moleculares ao cosmos.

6. A história humana é uma sucessão de acontecimentos vinculados por relações entre causas e efeitos, porém carente de qualquer propósito global. Não há um objectivo da história, nem ninguém que a guie; esta simplesmente ocorre, a partir das acções humanas. Se não ocorrer uma catástrofe cósmica, a história está completamente nas mãos dos homens, para o bem ou para o mal.

7. A moral é um assunto exclusivamente humano. Em termos práticos, isto significa que são os seres humanos por si mesmo, ou cada sociedade no seu conjunto, quem deve estabelecer que princípios e práticas consideram adequados. Evidentemente, podem modificar tais práticas e princípios segundo as necessidades, conveniências ou preferências individuais e sociais, sem nenhuma guia superior ao homem nem tribunal supremo ao qual prestar-lhe contas.

Como é óbvio, as crenças fundamentais do naturalismo se opõem diametralmente às da fé bíblica, que estabelece a existência de um Criador pessoal, sustentador do universo e activo nele, originador da vida por um acto especial e deliberado; a criação do homem à imagem e semelhança de Deus como origem da personalidade e da liberdade; a subsistência depois da morte física; a história como o campo no qual se cumpre o plano divino; e a moral baseada no que Deus estabeleceu como bom para o comportamento humano.

Os humanistas seculares crêem prestar um serviço à humanidade ao libertá-la dos "preconceitos" religiosos, do seu desejo pelo além, ou, como o chama Paul Kurtz, redactor do Manifesto Humanista II, "a tentação transcendental". Para os humanistas seculares, todas as religiões são, no melhor caso, uma ajuda psicológica para enfrentar a existência num mundo hostil, e no pior, um instrumento de dominação e uma fonte inesgotável de guerras e perseguições. Quanto antes o homem se desprenda de toda a crença no sobrenatural, dizem, mais depressa poderá aprender a valer-se por si mesmo e moldar o seu próprio futuro. Contudo, a posição humanista secular padece de graves problemas.

Perguntas sem resposta

O humanismo secular propõe respostas para muitas perguntas, mas nem todas elas são adequadas. No campo científico, onde o naturalismo predominou no último século, as grandes perguntas sobre a origem do universo e da vida ainda aguardam uma resposta satisfatória; as numerosas hipóteses propostas, muitas contraditórias entre si, carecem de consenso mesmo entre os próprios humanistas seculares. Eles chegaram à triste conclusão que a Verdade, assim com maiúsculas, não existe.

Isto é um paradoxo, pois inicialmente os humanistas seculares se propunham chegar a toda a verdade desprendendo-se das "superstições" e buscando o conhecimento na ciência. Após um século de tentá-lo infrutuosamente, se declararam incapazes de consegui-lo. Agora nos dizem que todo o conhecimento - que é exclusivamente o conhecimento humano - é não só incompleto, mas também provisório e portanto sujeito a rectificação. Que diferente da afirmação de Jesus: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida"!

Um problema mais prático é o da base ética das relações humanas. A maioria dos humanistas seculares, como o professor Kurtz, a quem tive o gosto de conhecer em 1995, são pessoas decentes e rectas. Contudo, a sua ideologia não provê base alguma para uma moral de aplicação geral. As normas morais são, em sua opinião, simplesmente o resultado de um consenso social, já que o que está bem ou mal numa sociedade é um assunto relativo. Não existe tal coisa como o bem e o mal; é bom o que a sociedade determina como tal, e mau o contrário. Não há uma norma objectiva.

Em tal caso, cabe perguntar-se que fazer com os que discordam das normas aceites, já que estes dissidentes são tão humanos como o resto. Até que ponto pode, em ausência de uma norma objectiva, afirmar-se que o abuso infantil, a mentira, o roubo ou o assassinato são maus? É lícito, desde o ponto de vista do humanista secular, castigar os que pensam diferente?

Isto leva-nos ao segundo grande problema, que é o da liberdade humana. Se o ser humano é o resultado de forças evolutivas e os seus actos são consequências da sua constituição genética e do ambiente, não existe tal coisa como o livre arbítrio. Podemos crer que os nossos actos são livres, mas em última análise nunca o seriam. Ora bem, onde não há liberdade, também não há responsabilidade. Portanto, não parece justo premiar certos comportamentos e castigar outros, se em ambos os casos se trata de actos onde não houve a possibilidade real de optar. No humanismo secular o homem se "livra" de Deus mas à custa de renunciar à sua própria liberdade no sentido pleno do termo.

Também não existe uma base real para o valor único de cada existência individual. A singularidade do homem é qualitativamente similar à de uma bactéria, uma barata ou um golfinho. Cada ser humano é único, mas não como uma criação especial de Deus, mas como uma combinação mais ou menos ao azar de determinada dotação genética e circunstâncias. E esta combinação desaparece com a morte, sem deixar outro rasto, também transitório, que não seja a lembrança das suas acções.

Influência na sociedade

O humanismo secular sempre foi uma ideologia minoritária. A maioria das pessoas não aceita todas as suas crenças tal como foram expostas mais acima. Talvez a noção mais rejeitada seja que a morte é a terminação definitiva da existência pessoal. Contudo, embora as crenças centrais do humanismo secular careçam de popularidade, paradoxalmente algumas dos corolários práticos desta ideologia acharam eco nos média e exercem grande influência na sociedade.

Uma forma particularmente insidiosa de penetração massiva é através das exposições populares dos achados científicos, que quase sempre supõem e com frequência afirmam a filosofia naturalista. Tipicamente, as publicações científicas de divulgação apresentam factos reais mas os interpretam desde a perspectiva naturalista, como se esta fosse a única perspectiva razoável. Deste modo, se inculca o materialismo disfarçado de ciência, como se fossem a mesma coisa.

Algumas das lamentáveis consequências da penetração do naturalismo na sociedade são (cf. Romanos 1:18-25):

1. Hedonismo. Consiste na busca do prazer como sentido fundamental da vida. Se isto é tudo quanto há, como diz Paulo citando um filósofo pagão, "comamos e bebamos, que amanhã morreremos".

2. Consumismo. A obtenção de bens temporais, seja como posses materiais ou como poder económico, político, etc., torna-se um dos objectivos mais apetecíveis perante a perspectiva de que não há nada mais que esperar.

3. Relativismo moral. "O que é verdade para ti não necessariamente o é para mim". Em outras palavras, cada um deve determinar por si mesmo o que está bem e o que está mal; mas além disso podem existir tantas definições do bem e do mal como pessoas que existem, e sem uma norma objectiva nenhuma destas definições é melhor do que as outras. Se esta posição se adoptasse até ao seu extremo lógico, seria impossível a vida em sociedade. No estado actual, esta forma de pensar justifica inumeráveis acções imorais desde o ponto de vista bíblico.

4. Aceitação social de acções e formas de vida antes consideradas imorais. É uma consequência directa do relativismo moral. O adultério e a homossexualidade são exemplos óbvios; enquanto que até há não muito estas coisas eram punidas pela lei civil, "avançamos" até o ponto em que não só se toleram, mas se promovem activamente. Adúlteros e homossexuais sempre houve; mas a existência de promotores públicos destas abominações é uma "maravilha" de finais do século XX.

5. Desprezo pela vida humana. Desde uma perspectiva materialista, é razoável defender acções como o aborto ou a "eutanásia" (ou seja, a morte provocada como "tratamento" de doenças incuráveis) se elas surgem de um consenso social.

Penetração na Igreja

Este cancro que corrói a sociedade e a extravia também não deixou intacta a Igreja. Como a Igreja está inserida na sociedade, é ingénuo esperar que fosse completamente alheia às influências do naturalismo em geral e do humanismo secular em particular. Além dos aspectos já assinalados a propósito da sociedade, convém especificar alguns pontos que afectam especialmente a Igreja.

Um deles é a proliferação de livros e seminários, baseados em duvidosas teorias psicológicas, para melhorar a auto-estima e promover o bem-estar por meios principal ou exclusivamente psicológicos. Estas atractivas propostas para o "desenvolvimento pessoal" rara vez se analisam seriamente à luz das Escrituras, como faziam os cristãos de Bereia com os ensinamentos dos apóstolos (Actos 17:11). Em vez disso, se as aceita com entusiasmo e se as segue por um tempo, até que aparecem outras mais novas que por sua vez se põem de moda. Em contraste com estas técnicas que vão e vêm, a Palavra de Deus permanece para sempre.

Estreitamente relacionado com o anterior se acha a subestimação do pecado. Nós, cristãos, servimos a um Deus três vezes santo, que aborrece o pecado. Jesus morreu para que pudéssemos ser salvos dos nossos pecados. Contudo, não é raro ver que, o que a Bíblia chama pecado, se interpreta como problemas psicológicos sem ver a sua verdadeira e fundamental raiz espiritual. É claro que a psicologia tem um lugar na Igreja, mas sempre subordinada aos claros ensinamentos bíblicos.

Em ocasiões a influência do humanismo secular se manifesta muito subtilmente através de um ênfase excessivo na função social da Igreja. A Escritura abunda em exortações e mandamentos para ajudar os necessitados, de modo que esta é uma parte irrenunciável do testemunho da Igreja ao mundo. Contudo, a função primária da Igreja é a de levar a todos o Evangelho de Jesus Cristo, o único em que há salvação (Actos 4:12). Tristemente, num sincero desejo de ajudar algumas congregações envolveram-se de corpo e alma num activismo social que as debilitou no seu aspecto espiritual; sem dúvida, é uma armadilha mestra do Inimigo das almas.

Outra via de penetração do humanismo secular é através do que se deu em chamar o "evangelho da prosperidade". Pode apresentar-se de maneira muito espiritual, mas no fundo da ideia de que todo cristão tem direito a grandes posses materiais se acha um raciocínio meramente humano, carente de sustento bíblico. Basta ler o capítulo 11 de Hebreus, ou os padecimentos de Paulo narrados em 2 Coríntios. O nosso tesouro e a nossa cidadania estão nos céus... ou deveriam está-lo!

Também toda a congregação corre o risco de sucumbir à tentação de confiar mais em planos, técnicas e esquemas humanos que em apegar-se fielmente à Palavra de Deus. Uma delas é confiar que a organização pode fazer o que corresponde ao organismo, ao Corpo de Cristo que é a Igreja. Uma boa organização sem dúvida pode ajudar à sábia administração dos recursos para o progresso do reino, mas de modo algum pode substituir a fé, a devoção ou a santidade.

Outra tentação muito importante e grave é a manipulação psicológica dos membros, ou daqueles a quem se prega o evangelho. As emoções são parte da nossa natureza e é normal e lícito que tenham um papel importante no que Paulo chama "culto racional" (Romanos 12: 1-2). Porém, alguns pregadores muito populares parecem recorrer mais às técnicas de manipulação de massas do que ao poder do Espírito Santo, que é quem convence do pecado, da justiça e do juízo.

Como cristãos, faremos bem em seguir o conselho do Senhor de ser simples como pombas, mas prudentes como serpentes. A nossa sociedade moderna é uma fonte constante de confusão, de "filosofias e vãs subtilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo" (Col. 2:8). Contudo, também é o campo ao qual o Senhor nos mandou ceifar.

Fernando D. Saraví


Bibliografia

Cruz, Antonio. Postmodernidad: El Evangelio ante el desafío del bienestar (Terrassa: CLIE, 1996).

Feldmeth, N.P. Humanism. Em S.B. Ferguson, D.F. Wright y J.I. Packer [Eds.], New Dictionary of Theology (Downers Grove: InterVarsity Press, 1988, p. 322).

Humanists Manifestos I and II (Buffalo: Prometheus Books, 1973).

Koop, C. Everett; Schaeffer, Francis. ¿Qué le pasó a la raza humana? Miami: Vida, 1989.

Kurtz, Paul: The trascendental temptation. A critique of religion and the paranormal (Buffalo: Prometheus Books, 1991)

Margolin, Jean Claude: Humanism in Europe at the time of the Renaissance (Durham: The Labyrinth Press, 1989).

McDowell, Josh: A ready defense (San Bernardino: Here´s Life Publishers, 1992).

Ropero, Alfonso: Filosofía y cristianismo (Barcelona: CLIE, 1997).

Sire, James W. The universe next door . A basic worldview catalog, 2nd Ed. (Downers Grove: InterVarsity Press, 1988).

Watkins, William D. The new absolutes (Minneapolis: Bethany House Publishers, 1996).

1 comentário:

  1. Protágoras al caer en cuenta que las narraciones sagradas eran una mitología producto de la fantasía humana, a fin de explicar los portentos que se dan en el hombre, la naturaleza y el cosmos. Concluyó que el hombre es la medida de todas las cosas, abrogando el culto a los dioses del Olimpo, aún el dios desconocido. Lucrecio en su obra: La naturaleza de las cosas (Nature rarun), siguiendo a Epicuro luchó contra la superstición y la enajenación que promueve la religión organizada, para someter a los creyentes mediante la manipulación y el miedo al sufrimiento, la muerte y el castigo eterno. Y propuso la observación e investigación de los fenómenos que se dan en el hombre, la naturaleza y el cosmos, a fin de abrogar la creencia de que los dioses eran los causantes de las catástrofes y regidores del destino de los hombres. La Epístola apócrifa de los Hechos de Felipe, expone al cristianismo como continuación de la educación en los valores que persigue alcanzar la paideía griega, promovida por los sabios alejandrinos que fueron los primeros en percatarse del movimiento secular cristiano cuando unos griegos se entrevistaron con Cristo (Jn XII, 20 al 24). Posteriormente enviaron al medico Lucas a dar testimonio escrito de los portentos, vida, ejemplo y enseñanza de Cristo, a fin de fe-datar en la persona de Cristo, que es cierta la teoría de la trascendencia humana formulada por Aristóteles al abordar el problema del alma truncada que sostiene que el hombre puede trascender a sus propias limitaciones si practica metódicamente las virtudes opuestas a sus defectos hasta alcanzar la supra humanidad. A partir de entonces, los pueblos helénicos tomando a Cristo como ejemplo de lo que es la trascendencia humana, lo siguieron no como Dios, sino como hombre, a fin de alcanzar la trascendencia humana y la sociedad perfecta que pretende la paideía griega; por ello lucharon por helenizar el cristianismo a fin de estructurar la fe conforme a la razón. Lo cual propició el choque entre culturas ante la oposición radical e intransigente de los príncipes de la sinagoga tendente a evitar que se helenizara el cristianismo para judaizarlo y mantenerlo sujeto a los intereses judíos. Separando la fe de la razón __cuya unión inseparable, Cristo había revelado metafóricamente al ciego de nacimiento (Jn IX, 39)__ Provocando en los pueblos cristianos la estulticia generalizada y la entronización del oscurantismo, al olvidar las raíces helenistas de nuestra cultura; lo cual ha convertido las Iglesias en sinagogas, los sacerdotes en rabinos, los cristianos en siervos del gobierno mundial judío, y el judeo cristianismo en religión chatarra. Así el movimiento cristiano dejó de ser laico y dejó de perseguir los fines últimos de la educación en la paideía; y por ello, no hemos alcanzado la sociedad perfecta ni la trascendencia humana. http://www.scribd.com/doc/17694382/EL-HUMANISMO-SECULAR-CRISTIANO-Y-LA-DOCTRINA-Y-LA-TEORIA-DE-TRASCENDENCIA-HUMANA-MARCO-CIENTIFICO-DEL-CAMINO-ECUMENICO-

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