domingo, 20 de setembro de 2009

O CULTO ÀS IMAGENS


1. Proibição do culto às imagens na Bíblia
 
É bem conhecido o facto de que no Antigo Testamento se proíbe que os israelitas façam imagens e que lhes prestem culto (Êxodo 20:4-5; Deuteronómio 5:8-9). Os profetas, em particular Isaías e Jeremias, ridicularizam o culto às imagens idolátricas: Isaías 44:9-20; Jeremias 10:1-16. O episódio do bezerro de ouro (Êxodo 32), como os de Jeroboão (1 Reis 12:26-33) ilustram as consequências da transgressão.
 
Cabe sublinhar que o que se proíbe de maneira absoluta é que o homem faça imagens por sua própria iniciativa com o objectivo de prestar-lhes culto. Portanto, não está proibida para os cristãos a feitura de imagens com fins didácticos, recordatórios ou outros diferentes do culto. A maioria dos cristãos tira fotografias dos entes queridos e admite a erecção de monumentos públicos e esculturas. Usam imagens para ensinar as suas crianças e vêem filmes e vídeos onde Jesus e os Apóstolos são representados.
 
Embora o judaísmo tardio tenha entendido a proibição das imagens de maneira absoluta, tal atitude não está justificada pelos dados bíblicos. Com efeito, Deus mesmo mandou fazer imagens bordadas, talhadas e esculpidas para o tabernáculo, como também a serpente de bronze (Números 21:9) que segundo Jesus ensinou era um tipo da sua morte redentora (João 3:14). O que evidentemente estava proscrito era prestar culto às imagens, como o demonstra a aprovação divina ante a destruição da serpente de bronze quando ela se tornou um objecto de culto para os israelitas (2 Reis 18:4).
 
2. O uso de imagens na Igreja sub-apostólica

Os primeiros cristãos deixaram testemunhos da sua fé por meio das imagens que até hoje se conservam nas catacumbas. As suas representações, principalmente pictóricas, incluíam episódios da Bíblia, símbolos como o peixe (grego YCHTHYS, acrónimo de Iesous Christos, Theou Hyious, Soter = Jesus Cristo, Filho de Deus, Salvador), e do Bom Pastor. Contudo, não existe evidência de que existisse algum tipo de culto para com tais imagens recordatórias. Adrian Fortescue escreve na Catholic Encyclopedia:

"Diferente da admissão de imagens é a questão do modo em que eram tratadas. Que sinal de reverência davam os primeiros cristãos às imagens de suas catacumbas, se é que davam algum? Para o primeiro período não temos informação. Há tão poucas referências às imagens na literatura cristã mais primitiva que dificilmente suspeitaríamos de sua ubíqua presença se não estivessem realmente ali nas catacumbas como o argumento mais convincente. Mas estas pinturas das catacumbas não nos dizem como eram tratadas. Podemos dar por certo, por um lado, que os primeiros cristãos entendiam perfeitamente que as pinturas não tinham parte alguma na adoração devida só a Deus. O seu monoteísmo, a sua insistência no facto de que serviam somente ao todo-poderoso e invisível Deus, o seu horror perante a idolatria de seus vizinhos, a tortura e morte que sofriam os mártires em vez de derramar um grão de incenso diante da estátua do númen do imperador é suficiente para convencer-nos de que não estavam construindo filas de ídolos próprios. Por outro lado, o lugar de honra que dão aos seus símbolos e pinturas, o cuidado com o que decoram, indica que tratavam as representações de suas crenças mais sagradas com pelo menos uma decente reverência. É a partir desta reverência que toda a tradição de venerar as imagens sagradas se desenvolveu gradual e naturalmente." (s.v. Images, Veneration of . Em The Catholic Encyclopedia , Volume VII, 1910; negrito acrescentado)

Talvez as escassas alusões às imagens não nos proporcione informação de como eram tratadas, mas este mesmo facto testemunha que o seu papel na vida cristã era modesto, e de modo algum tinha a importância indevida que adquiriu depois.

3. Os Padres dos primeiros séculos condenam a veneração de imagens

De facto, diversos escritores cristãos primitivos (séculos II e III) foram explícitos acerca da proibição de imagens no culto, já que viam claramente o perigo de idolatria que isto supunha. O autor católico citado, Fortescue, reconhece que eles não só denunciaram a adoração, mas inclusive a manufactura e posse de tais imagens, e menciona Atenágoras em sua "Petição em favor dos cristãos", Teófilo em sua "Carta a Autólico", Minúcio Félix em seu "Octavio", Arnóbio em "Contra os Gentios", Tertuliano em "Sobre a Idolatria" e Cipriano em "A vaidade dos ídolos".

A isto poderíamos acrescentar o testemunho de Orígenes (m. 254):

"São os mais ignorantes que não se envergonham de dirigir-se a objectos sem vida ... e ainda que alguns possam dizer que estes objectos não são deuses mas tão-só imitações deles e símbolos, contudo se necessita ser ignorante e escravo para supor que as mãos vis de uns artesãos possam modelar a semelhança da Divindade; vos asseguramos que o mais humilde dos nossos se vê livre de tamanha ignorância e falta de discernimento." (Contra Celso, 6:14; negrito acrescentado).

Javier Gonzaga narra o seguinte ilustrativo episódio:

"Quando os soldados de Diocleciano [imperador que lançou a última grande perseguição contra os cristãos] irromperam numa igreja em Nicomédia no ano 297 mostraram a sua ignorância total do cristianismo ao surpreender-se de não encontrar nenhuma representação do que os cristãos adoravam ali. Isto era precisamente o que diferenciava uma igreja cristã de um templo pagão." (Concilios. Grand Rapids: International Publications, 1965; 1:237).

Pela mesma época do acontecimento recém-narrado, Lactâncio (240-320) escreveu:

"É indubitável que onde quer que há uma imagem não há religião. Porque se a religião consiste de coisas divinas, e não há nada divino a não ser nas coisas celestiais, segue-se que as imagens se acham fora da esfera da religião, porque não pode haver nada de celestial no que se faz da terra ... não há religião nas imagens, mas uma simples imitação de religião." (Instituições Divinas 2:19; negrito acrescentado).

Em 305 ou 306 um concílio reunido em Elvira, próximo da actual Granada, estabeleceu no seu cânon 36: "Ordenamos que não haja pinturas na Igreja, de modo que aquele que é objecto de nossa adoração não será pintado nas paredes." No passado, apologistas católicos como Barónio e Belarmino questionaram este sínodo espanhol, mas a sua ortodoxia é hoje geralmente admitida.

Eusébio de Cesareia fala de uma estátua de Cristo existente em Paneas que teve ocasião de ver, e comenta:

"E não é estranho que tenham feito isto os pagãos de outro tempo que receberam algum benefício de nosso Salvador, quando indagamos que se conservavam pintadas em quadros as imagens de seus apóstolos Paulo e Pedro, e inclusive do próprio Cristo, coisa natural, pois os antigos tinham por costume honrá-los deste modo, sem distinção, como a salvadores, segundo o uso pagão vigente entre eles." (História Eclesiástica 7,18:4; negrito acrescentado).

Também Epifánio (315-403), bispo de Salamina em Chipre, que era um acérrimo inimigo dos ensinamentos de Orígenes, concorda com este contra as imagens, segundo uma carta a João, bispo de Jerusalém, conservada por Jerónimo. Epifánio foi a uma igreja da Palestina orar e, segundo diz: "achei ali uma cortina pendurada nas portas da citada igreja, pintada e bordada. Tinha uma imagem de Cristo ou de um dos santos; não recordo precisamente de quem era a imagem. Vendo isto, e opondo-me a que a imagem de um homem fosse pendurada na igreja de Cristo, contrariamente ao ensinamento das Escrituras, a rasguei..." Epifánio, além disso, aconselha João que instrua os responsáveis para que não se pendurem cortinados desse tipo em nenhuma Igreja de Cristo, "opostos como estão à nossa religião", e continua: "Um homem da tua rectidão devia ser cuidadoso em suprimir uma ocasião de ofensa, indigna da Igreja de Cristo e dos cristãos que estão confiados a teu cargo." (Jerónimo, Epist. 51:9; negrito acrescentado).

Num dos seus escritos contra os maniqueus, Agostinho de Hipona admite que alguns adoram imagens, mas não reconhece os tais como verdadeiros cristãos: "Não reúnas contra mim os professantes do nome cristão, que nem conhecem nem dão evidência do poder de sua profissão... Sei que há muitos adoradores de túmulos e de pinturas ... Nem é surpreendente que entre tantas multidões [de cristãos] hajas de encontrar alguns que pela sua vida de condenação possas enganar os incautos e seduzi-los [para tirá-los] da segurança católica." (De Moribus Eccl. Cath., 34:75).

O bispo de Hipona, como Orígenes antes dele, refutou de antemão o argumento de São Tomás acerca de que não se presta culto à imagem, mas ao que representa:

"Envergonhem-se todos os que servem a uma escultura, os que se gloriam nos ídolos! Mas avança um que se crê douto e diz: 'Eu não adoro uma pedra nem esta imagem que não tem sentimentos; porque não é possível que os vossos profetas tenham imaginado que tinham olhos e não viam, e que eu seja ignorante até ao ponto de não saber que a imagem não tem alma e não vê pelos seus olhos e não ouve pelos seus ouvidos. Eu não adoro isto; mas me inclino perante isto que vejo e sirvo àquele a quem não vejo', 'quem é este?'. 'Algum poder invisível - se nos diz - que radica nesta imagem'. Mediante este tipo de explicação acerca de suas imagens, pensam que são muito inteligentes e que de modo algum se os pode contar entre os adoradores de ídolos." (Sobre Salmos 96, 2; negrito acrescentado).

Deste modo, o ensinamento unânime dos Padres dos primeiros séculos, o qual a igreja de Roma se preza de respeitar e venerar, é radicalmente adverso ao uso de imagens no culto. Adicionalmente, como notou Agostinho, também os pagãos, salvo os muito incultos, não tomavam as imagens como algo mais que representações; mas são precisamente tais representações o que os escritores cristãos antigos proíbem como contrárias às Escrituras e portanto opostas ao cristianismo.

4. Rejeição do culto às imagens por um bispo de Roma

A partir do século IV e sobretudo do V, depois de o cristianismo se ter tornado a religião oficial do Império e de vastas multidões de pagãos incultos terem ingressado na igreja, o uso de imagens começou a generalizar-se. A razão invocada foi que as imagens eram os livros dos analfabetos, e que eram necessárias para o ensino.

Em finais do século VI o papa Gregório Magno censurava o bispo de Marselha, Sereno, por ter destruído as imagens das igrejas da sua diocese:

"Soubemos, irmão, que tendo observado algumas pessoas adorando imagens, haveis destruído e expulso essas imagens das igrejas. Vos louvamos por vos terdes mostrado zeloso já que nada feito de mãos deve ser adorado, porém somos da opinião que não devíeis ter quebrado estas imagens. A razão pela qual se usam as representações nas igrejas é a de que aqueles que são iletrados possam ler nas paredes o que não podem ler nos livros. Portanto, irmão, devíeis tê-las conservado, proibindo ao mesmo tempo ao povo que as adorasse." (Epístola 7,2:3).

Numa epístola posterior a Sereno escrita em 600, Gregório Magno reitera a sua posição; "tomai todas as medidas para evitar a adoração das imagens" (Epístola 9,4:9). Eis aqui um destacadíssimo bispo de Roma que, em finais do século VI e princípios do VII, desconhece todo o culto lícito às imagens e as considera exclusivamente de valor didáctico. Como na época de Gregório ainda não se tinha inventado a artificial distinção entre o culto de latria e o de dulia, é óbvio que ele se refere a todo o tipo de culto.

Ludwig Ott escreve, tentando atenuar a força dos ensinamentos dos Padres primitivos: "Por efeito dessa proibição existente no Antigo Testamento, vemos que o culto às imagens somente se forma quando o paganismo gentílico está totalmente vencido... " (Manual de Teologia Dogmática, Ed. Rev. Barcelona: Herder, 1969, p. 480).

5. Desenvolvimento tardio do culto às imagens por influência pagã

O tempo mostraria que o paganismo estava longe de estar vencido e que o temor de Sereno de Marselha era bastante fundado. Descuidou-se a catequese e a pregação, e logo proliferou o culto às relíquias e imagens, de pura linhagem pagã. Ott admite: "Primitivamente, as imagens não tinham outra finalidade senão a de instruir: A veneração às mesmas (por meio de ósculos, reverências, círios acendidos, incensações) se desenvolveu principalmente na igreja grega desde os séculos V ao VII" (l.c., negrito acrescentado). Quer dizer que, como o reconhece este autor católico, não se trata de uma prática traçável aos apóstolos, e nem sequer à Igreja dos primeiros séculos.

Tal verdade, ou seja que o culto às imagens é um costume tardio, de raízes pagãs e carente de base doutrinal, é reafirmada por Fortescue, no artigo da Catholic Encyclopedia já citado:

"O desenvolvimento foi então um assunto de moda geral mais que de princípio. Para o cristão bizantino dos séculos V e VI as prostrações, beijos e incenso eram as formas naturais de mostrar honra a qualquer um; ele estava habituado a tais coisas, mesmo aplicadas aos seus superiores civis e sociais; estava acostumado a tratar os símbolos do mesmo modo, dando-lhes a honra relativa que era obviamente na realidade dirigida aos seus protótipos. E assim trouxe os seus hábitos normais para a igreja. A tradição, o instinto conservador que em assuntos eclesiásticos insiste sempre no costume, gradualmente fez estereótipos de tais práticas até que se inscreveram como rubricas e se tornaram parte do ritual...

Ao mesmo tempo deve-se reconhecer que imediatamente antes do surgimento do iconoclasmo [reacção violenta contra as imagens] as coisas tinham ido muito longe na direcção da adoração das imagens. Ainda que seja inconcebível que alguém, excepto quiçá o mais estúpido camponês, pudesse ter pensado que uma imagem podia ouvir as orações ou fazer alguma coisa por nós. E no entanto, a forma em que alguns tratavam os seus ícones sagrados indica mais que a honra meramente relativa que se ensina aos católicos a observar para com estes. Em primeiro lugar, as imagens se tinham multiplicado enormemente em toda a parte, as paredes das igrejas estavam cobertas por dentro desde o chão até ao tecto com ícones, cenas da Bíblia e grupos alegóricos (um exemplo disto é Santa Maria Antiqua, construída no século VII no foro romano, com a sua disposição sistemática de pinturas que recobrem toda a igreja). Os ícones, especialmente no Oriente, eram levados como protecção nas viagens, marchavam à cabeça dos exércitos, e presidiam as corridas no hipódromo; estavam expostos num lugar de honra em cada habitação, em cada comércio; cobriam taças, vestimentas, móveis, anéis; onde quer que se encontrasse um espaço, era preenchido com um quadro de Cristo, nossa Senhora, ou um santo. É difícil entender o que aqueles cristãos bizantinos dos séculos VII e VIII pensavam acerca deles. O ícone parece ter sido de certo modo o canal através do qual se aproximavam do santo; tem um valor sacramental ... naqueles que o observavam; por e através do ícone Deus operava milagres; o ícone até parece ter tido uma espécie de personalidade própria na medida em que certas imagens eram especialmente eficazes para [obter] certas graças. Os ícones eram coroados com grinaldas, se lhes queimava incenso, eram beijados. Diante deles ardiam lamparinas e se cantavam hinos em sua honra. Os doentes eram postos em contacto com eles, eram atravessados no caminho de um incêndio ou uma inundação para detê-los por uma espécie de magia. Em muitas orações deste tempo a inferência natural das palavras seria que se dirigiam à própria imagem.

Se tanta reverência se brindava às imagens ordinárias "feitas com as mãos", quanta mais se dava às milagrosas "não feitas com mãos" (eikones acheiropoietai). Destas havia muitas que tinham descido milagrosamente do céu ou - como a mais famosa de todas em Edessa - tinham sido produzidas por nosso próprio Senhor pela impressão do seu rosto num pano (a história do retrato de Edessa é a forma oriental de nossa lenda da Verónica). O imperador Miguel II (820-829), em sua carta a Luís o Piedoso, descreve os excessos dos iconolatras:

«Eles tiraram a santa cruz das igrejas e a substituíram por imagens diante das quais queimam incenso... Cantam salmos diante destas imagens, se prostram perante elas, imploram sua ajuda. Muitos vestem as imagens com roupagens de linho e as escolhem como padrinhos para os seus filhos. Outros que se fazem monges, abandonando a antiga tradição – segundo a qual o cabelo que é cortado é recebido por alguma pessoa distinguida - o deixam cair nas mãos de alguma imagem. Alguns sacerdotes raspam a pintura das imagens, a misturam com o pão e o vinho consagrados e dão-no aos fiéis. Outros põem o corpo do Senhor nas mãos de imagens, de onde é tomado pelos comungantes. Ainda outros, desprezando as igrejas, celebram o serviço divino em casas privadas, usando uma imagem como altar (Mansi, XIV, 417-422).»

Estas são as palavras de um veemente iconoclasta e devem, sem dúvida, ser recebidas com cautela. De qualquer forma, a maior parte das práticas descritas pelo imperador podem estabelecer-se por outra evidência irrefutável." (negrito acrescentado).

É interessante que este autor romanista, enquanto tenta eximir os católicos daquilo que atribui aos orientais, apresenta como paradigma da profusão de imagens uma igreja de Roma. Do mesmo modo, para qualquer um que, como o que isto escreve, viva num país de tradição católica, o retrato que faz dos excessos dos orientais resulta dolorosamente familiar.

6. A controvérsia sobre as imagens

Os costumes pagãos se arraigaram de tal forma na igreja de Cristo, que no século VIII a veneração de imagens era considerada não só aceitável mas boa e piedosa.

Quando o imperador Leão III Isáurio emitiu decretos contra as imagens, o papa Gregório III (731-741), desprezando os ensinamentos do seu tocaio e predecessor já citado, convocou um sínodo que excomungou os adversários das imagens. "O imperador em resposta arrebatou os bispados gregos da Itália meridional e Sicília da superintendência do papa, trasladando-a para a do patriarca de Constantinopla. Entretanto em Roma, o papa ordenava a multiplicação das imagens nos templos, construindo também uma capela especial para a veneração de relíquias 'sagradas'." (Gonzaga, o.c., 1:242).

Mais de 300 bispos concorreram a um concílio convocado em Hieria por Constantino V, filho e sucessor de Leão III em 754. Ali após escutar e discutir os argumentos dos partidários das imagens, se estabeleceu que os únicos símbolos do culto cristão eram o pão e o vinho da Eucaristia. Os iconolatras foram excomungados, e se proibiu o uso de imagens tanto privado como público.

Contudo, mais tarde a imperatriz regente, Irene, ardente partidária das imagens, depôs o patriarca de Constantinopla e nomeou um homem da sua confiança em seu lugar. Convocou um concílio ecuménico que se reuniu em Niceia em 787; somente puderam concorrer bispos partidários das imagens, entre eles os representantes do papa Adriano (772-795). Como não podia ser de outro modo, o concílio anulou os decretos imperiais contra as imagens, como também as decisões de Hieria. Os acordos do sínodo foram assinados pela regente Irene e pelo seu filho Constantino VI.

Foi neste concílio que se introduziu a arbitrária distinção entre o culto de latria, devido só a Deus, e o de dulia, que seria lícito para os santos. Também se falou de um culto "terminativo", dirigido à pessoa, e outro "relativo" dirigido à imagem que a representa. Sem dúvida, tais bizantinismos (strictu sensu!) são por completo alheios às Escrituras, onde há um só culto válido, o que se dirige ao Trino Deus.

Este concílio niceno, de infausta memória, ao não poder fundamentar escrituralmente o culto às imagens, declarou a insuficiência das Escrituras e lançou um anátema contra os que não estavam dispostos a aceitar doutrinas com base na autoridade da tradição e dos concílios, se as tais não tivessem claro fundamento bíblico. A importância desta novidade para os progressivos desvios romanos da doutrina escritural devia ser óbvia. Assim escreveram os partidários do culto às imagens, numa ruptura flagrante com a Escritura e o ensinamento dos Padres antigos:

"Porque desta maneira se mantém o ensinamento de nossos santos Padres, ou seja, a tradição da Igreja Católica, que recebeu o Evangelho de um extremo ao outro da terra; desta maneira seguimos Paulo, que falou em Cristo [2 Coríntios 2:17] e o divino colégio dos Apóstolos e a santidade dos Padres, mantendo as tradições [2 Tessalonicenses 2:14] que recebemos...

Aqueles, pois, que se atrevam a pensar ou ensinar de outra maneira; ou a descartar, seguindo os sacrílegos hereges, as tradições da Igreja, e inventar novidades, ou rejeitar alguma das coisas consagradas à Igreja: o Evangelho ou a figura da cruz, ou a pintura de uma imagem, ou uma santa relíquia de um mártir; ou a excogitar transtornar com astúcia e engodo algo das legítimas tradições da Igreja Católica... se são bispos ou clérigos, ordenamos que sejam depostos; se monges ou leigos, que sejam separados da comunhão." (Denzinger 303-304).

Note-se que os bispos iconolatras não puderam nem sequer apelar à suposta tradição apostólica, pois nenhuma havia para apoiar o culto às imagens. Esgrimiram, em contrapartida, uma espúria "tradição da igreja católica" quando, na realidade, todos os escritores cristãos dos primeiros séculos que trataram o tema se opuseram por completo a semelhante abominação. E isto para não reiterar o claro ensinamento das Escrituras.

7. Conclusão

Em conclusão, o culto às imagens, proibido na Bíblia e rejeitado unanimemente com horror pelos mestres cristãos primitivos, e proibido pelo bispo de Roma Gregório I e pelos trezentos bispos reunidos em Hieria, se introduziu pela porta dos fundos da Igreja de maneira gradual e cresceu até proporções descomunais. A sanção dogmática de tão repugnante doutrina foi um estigma que permaneceu até ao seu questionamento e firme rejeição durante a Reforma do século XVI.

Assim que, queridos católicos e orientais, vos convido a rejeitar os falsos mestres que vos extraviam e a voltar às Escrituras e à prática da Igreja primitiva. Isso será sem dúvida agradável a Deus.

Fernando D. Saraví

26 comentários:

  1. Alguns católicos objetam sobre os querubins do templo e a Serpente de Bronze alegando que Deus mandou fazer as imagens! Acontece que em João 3.14 nós vemos que a serpente era uma tipologia de Cristo e que o povo tocava na serpente e era curado,outrossim,os católicos esquecem que o Rei Ezequias mandou derrubar a serpente depois!

    Os querubins eram simples ornamento do templo!Os querubins não eram "padroeiros" dos judeus e nem eram carregados em procissões e não se pode afirmar que os judeus os "veneravam",portanto, estas objeções são falaciosas e auto-refutáveis!!!

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  2. Gostaria de perguntar três coisas:

    1) O que significa o peixe grego?

    2)Os apologistas católicos,em sua maioria,sustentam que Deus proibiu o povo judeu de se prostrar perante as imagens pagãs,mas não proibiu o povo judeu de prestar culto a imagens "cristãs".Sabemos que a proibição de imagens não era absoluta,mas somos rotulados de iconoclastas por não edificarmos imagens de escultura.Então,a probição é somente para imagens pagãs? A imagem de Cristo pode ser considerada idolatria?

    3)Eu recebi de um apologista católico que a Bíblia (traduçãoAlmeida) adulterou o termo ídolos por imagens de escultura e esta é a principal argumentação que eles sustentam!Deus proibiu os ídolos(incluindo os ídolos modernos {cantores,jogadores de futebo,artistas...}ou qualquer coisa que nos afaste de Deus)...isto é verdade ou mais uma difamação?

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  3. Reformulando a pergunta 2) Os apologistas católicos sustentam que Deus proibiu o povo judeu de adorar deuses pagãos(baal,astarote...) e não de construir imagens

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  4. Deus proibiu no Antigo Testamento fazer imagens e prestar-lhes culto. No Novo Testamento este mandamento continua vigente, em lado nenhum aparece a sua revogação e algum mandato para as fazer.

    De resto, a Igreja de Roma sustenta que os 10 mandamentos do Decálogo ainda estão vigentes e o segundo mandamento proíbe precisamente a construção de imagens e o seu culto.

    A palavra hebraica traduzida por ídolo é "pésel" que também significa "imagem talhada". Ainda que possa haver outras formas de idolatria, um ídolo no sentido bíblico é primariamente uma imagem esculpida à qual se presta algum tipo de culto. Que a tradução de Almeida esteja adulterada neste termo é pois mais uma atoarda sem sentido de algum apologista católico ignorante.

    Não é que o culto que os pagãos prestavam às suas imagens fosse diferente do culto que os católicos prestam às suas. As práticas são exatamente iguais e é este tipo de culto que é expressamente proibido na Bíblia e condenado pelos pais da Igreja dos primeiros séculos.

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  5. "Não é que o culto que os pagãos prestavam às suas imagens fosse diferente do culto que os católicos prestam às suas. As práticas são exatamente iguais e é este tipo de culto que é expressamente proibido na Bíblia e condenado pelos pais da Igreja dos primeiros séculos."

    Em primeiro lugar,NÃO existe culto as imagens na DOUTRINA CATÓLICA ROMANA!!Existe VENERAÇÃO!As principais objeções protestantes em relação a isto são:
    Argumento Protestante
    1)O dicionário afirma que veneração e adoração possuem o mesmo significado!
    RESPOSTA:Ainda que isso fosse verdade,a teologia moral católica possui mais de 2000 anos e não precisa seguir aos dicionários!

    Os protestantes afirmam que somente os que não conhecem a Bíblia é que idolatram os pastores ...então por que TODOS os católicos de modo generalizado "adoram" os santos?

    Eu deixo aqui uma pergunta :O católico que adora imagem(eu não nego e concedo facilmente que isso exista entre os católicos mais desinformados) receberá a mesma sanção punitiva dos protestantes que adoram seus ídolos(pastores,cantores...etc)?Dois pesos e duas medidas?

    Só não reconhece quem não quer,pois é óbvio que João Ferreira de Almeida tendenciosamente trocou o termo ídolos por imagens de escultura e que "latu sensu" são coisas distintas!Eu posso até provar aqui em quais passagens houve esta adulteração!E ainda reclamam das adulterações dos "Testemunhas de Jeová"!!!Risível!!!!


    "Deus proibiu no Antigo Testamento fazer imagens e prestar-lhes culto. No Novo Testamento este mandamento continua vigente, em lado nenhum aparece a sua revogação e algum mandato para as fazer."MENTIRA!!!!!!!!!!!! Deus proibiu adora-las,mas não pribiu fazê-las!!!Os querubins do Templo;a serpente de Bronze são provas bíblicas....

    Quanto as deturpações dos escritos patrísticos....estas serão refutadas depois,pois é muita mentira para se refutar de uma vez só...

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    Respostas
    1. Tanta energia pra defender praticas completamente inútil, uma pergunta para você apologista católico, por que? Ídolo ou imagem, dentro ou fora do contexto bíblico é completamente inútil, deveria amar e honrar a Deus com tanta paixão quanto a que defende praticas pagãs da Icar. Paz

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  6. Para alguém que se intitula apologista católico era de esperar que conhecesse minimamente a doutrina católica.

    Passo a citar do catecismo da Igreja católica:

    C.100.3 Culto das imagens sacras

    §2131 Foi fundamentando-se no mistério do Verbo encarnado que (sétimo Concílio ecumênico, em Nicéia (em 787), justificou, contra os iconoclastas, o culto dos ícones: os de Cristo, mas também os da Mãe de Deus, dos anjos e de todos os santos. Ao se encarnar, o Filho de Deus inaugurou uma nova "economia" das imagens.

    §2132 O culto cristão das imagens não é contrário ao primeiro mandamento, que proíbe os ídolos. De fato, "a honra prestada a uma imagem se dirige ao modelo Original, e "quem venera uma imagem venera a pessoa que nela está pintada. A honra prestada às santas imagens é uma "veneração respeitosa", e não uma adoração, que só compete a Deus:

    O culto da religião não se dirige às imagens em si como realidades, mas as considera em seu aspecto próprio de imagens que nos conduzem ao Deus encarnado. Ora, o movimento que se dirige à imagem enquanto tal não termina nela, mas tende para a realidade da qual é imagem.

    §2141 O culto às imagens sagradas está fundamentado no mistério da encarnação do Verbo de Deus. Não contraria o primeiro mandamento.

    Pergunta-se como é que alguém que desconhece a doutrina católica pode fazer apologia da mesma?

    [apologista católico] O dicionário afirma que veneração e adoração possuem o mesmo significado!
    RESPOSTA:Ainda que isso fosse verdade,a teologia moral católica possui mais de 2000 anos e não precisa seguir aos dicionários

    Aqui o apologista superou-se ao dizer que teologia católica tem mais de 2000 anos, ou seja é anterior ao pentecostes, data da fundação da Igreja segundo a igreja católica e tal teologia não precisa de dicionários. Talvez seja por isso que o nosso apolista usa palavras à toa de que não sabe sequer o seu significado.

    Pode chamar o que quiser ao culto às imagens, veneração, adoração de honra, respeito, afetuosidade ou o diabo a quatro. Não importa. Este culto é proibido na bíblia que só conhece um culto legitimo que é o dirigido a Deus e foi condenado pelos padres da Igreja dos primeiros séculos.

    Eu nunca vi evangélicos a prestar culto de "dulia" a pastores ou a cantores à semelhança dos católicos com as suas imagens sacras. Desconheço tal coisa.

    E insiste na calúnia que João Ferreira de ALmeida tendenciosamente trocou os termos.

    Vejamos um exemplo. A Bíblia dos capuchinhos, que é uma tradução católica, traduz pésel como "imagem esculpida" à semelhança de Ferreira de Almeida. Também está adulterada? Como já disse "Pésel" tanto se pode traduzir por ídolo como por imagem de escultura.

    "Não farás para ti imagem esculpida nem representação alguma do que está em cima, nos céus, do que está em baixo, na terra, e do que está debaixo da terra, nas águas. 5Não te prostrarás diante dessas coisas e não as servirás,(Ex 20:4)

    [apologista católico] "Deus proibiu no Antigo Testamento fazer imagens e prestar-lhes culto. No Novo Testamento este mandamento continua vigente, em lado nenhum aparece a sua revogação e algum mandato para as fazer."MENTIRA!!!!!!!!!!!! Deus proibiu adora-las,mas não pribiu fazê-las!!!Os querubins do Templo;a serpente de Bronze são provas bíblicas....

    Mentira? Onde é que no Novo Testamente se revoga o segundo mandamento do décalogo ou se manda fazer imagens sagradas? "Deus proibiu adorá-las mas não proibiu fazê-las" foi precisamente o que eu disse. Que nota teve a português?Tanto soo querubins do Templo como a serpente de bronze não eram imagens às quais se prestava culto.

    [apologista católico] Quanto as deturpações dos escritos patrísticos....estas serão refutadas depois,pois é muita mentira para se refutar de uma vez só...

    Fazia bem era se se retratasse das calúnias que propaga.

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  7. Sou Católico Apostólico Romano e gostaria de dizer que, a meu ver, o empecilho intelectual dos protestantes para entenderem a relação de nós católicos com as imagens, tem sua origem no âmbito filosófico e posteriormente, teológico. Como se sabe, o protestantismo teve uma grande influência do nominalismo/voluntarismo, o que o impede de fazer abstrações a partir de textos e os faz querer, por muitas vezes, explicar tudo em palavras.

    Devido a essa “idolatria” da letra, que tende a ver o texto como tendo um fim em si mesmo, e não como uma codificação verbal que aponta para a realidade, os protestantes, inutilmente, tentam explicar em palavras a diferença entre os dois tipos de culto: a Deus, à Virgem Santíssima e aos demais santos. E nem sempre as palavras conseguem demonstrar eficazmente o que ocorre na realidade.

    No trecho citado pelo autor, Santo Agostinho não refuta um argumento que viria a ser posteriormente apresentado por São Tomás de Aquino. De fato, como afirma o autor, a idolatria não se limita ao simples fato de acreditar que a imagem em si (como simples objeto) é a quem a pessoa se dirige. Mais uma vez citando o autor, os pagãos mais cultos sabem disso.

    Eles se dirigem a uma força superior, porém, tratam-na como um Deus. A igreja ensina e sempre ensinou que os santos não são deuses, antes, são intercessores junto a Ele (o que o próprio Santo Agostinho afirma ser possível).

    Não é porque os beijam ou se ajoelham diante deles, lhe fazem gestos respeitosos é que estamos os considerando como sendo Deus. Na Idade Média, era comum se ajoelhar ante um nobre ou beijar-lhe a mão, mas nem por isso as pessoas o entendiam como Deus. (Difícil para um homem moderno é entender a legitimidade desses gestos, dada a bagunça da modernidade, da qual o protestantismo foi uma das causas...).

    Bem, a verdade, como disse o administrador do blog, é que Deus proibiu que façamos imagens de ídolos e lhe rendemos culto. O problema é que o culto proibido por Deus - que o povo judeu praticou como nos relata o antigo testamento - era um culto a outros “deuses”, ou seja, a seres alheios ao plano e à providência divina.

    Santo Agostinho, a meu ver, mostra que a idolatria continua, não pelo fato de deixar de ser apenas a imagem o objeto de sentimento para ser uma “força superior”, mas por essa força superior não ser Deus e não tem relação alguma com ele.

    Não podemos esquecer de que os santos são instrumentos de Deus. Eles, por si só, não fazem nada. Deus é quem faz. E eles estão em Deus, orando por nós. Os testemunhos mais antigos do Cristianismo relatam a prática de se pedir a eles orações.

    Ainda pode-se citar que o mesmo Santo Agostinho considerou legítima e não como superstição, a crença de que Deus pudesse realizar milagres por meio de suas relíquias e das imagens.

    Assim sendo, qualquer verdadeiro católico sabe que os santos não são seres que tem os poderes de Deus. São respeitados pelo que foram e por hoje estarem junto ao Altíssimo. Dirigimo-nos às suas almas e temos suas imagens como um objeto sacro, que além de servirem como lembrança, também são meios por onde Deus pode se manifestar (como os ossos de Eliseu que ressuscitaram um defunto e os querubins da Arca da Aliança, por onde Deus se manifestava).

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  8. Não existe apego a literalidade da Bíblia no protestantismo.Isto se falando de forma ampla e genérica.Por exemplo,nenhum protestante sério interpreta apocalipse de maneira estritamente literal.

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  9. Respondi de forma extremamente resumida e resolvi comentar "en passant" o resumo das falácias ditas pelo nosso amigo:
    (...) gostaria de dizer que, a meu ver, o empecilho intelectual dos protestantes para entenderem -Rótulo e generalização apressada.
    (...) "Como se sabe"(...)-Apelo à autoridade anônima.
    (...)Devido a essa “idolatria” da letra, que tende a ver o texto como tendo um fim em si mesmo-"pettitio principi" petição de princípio.
    (...)"Como se sabe, o protestantismo teve uma grande influência do nominalismo/voluntarismo"-Distorção de fatos.
    (...) "Os testemunhos mais antigos do Cristianismo relatam a prática de se pedir a eles orações."-Apelo à tradição e ainda por cima sem provas(!).Sem nenhuma citação da literatura patrística.

    {(...)Não é porque os beijam ou se ajoelham diante deles, lhe fazem gestos respeitosos é que estamos os considerando como sendo Deus. Na Idade Média, era comum se ajoelhar ante um nobre ou beijar-lhe a mão, mas nem por isso as pessoas o entendiam como Deus. (Difícil para um homem moderno é entender a legitimidade desses gestos, dada a bagunça da modernidade, da qual o protestantismo foi uma das causas...)-Falácia "non sequitur"(não segue).}Premissa 1-Na idade média gestos "respeitosos" não eram considerados adoração
    Premissa 2-"Veio a modernidade"
    Conclusão:O homem moderno não consegue entender o conceito de adoração.

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  10. Você está a ficar um especialista em falácias :)

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  11. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Conhecereis a Verdade,

    Tu não sabes o quanto este texto está fazendo um sucesso na internet e o quanto está dando dor de cabeça para os exegetas e apologistas romanistas.....fiquei um especialista porque a maioria dos argumentos utilizados por eles são falácias e mentiras....

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  12. "No trecho citado pelo autor, Santo Agostinho não refuta um argumento que viria a ser posteriormente apresentado por São Tomás de Aquino. De fato, como afirma o autor, a idolatria não se limita ao simples fato de acreditar que a imagem em si (como simples objeto) é a quem a pessoa se dirige. Mais uma vez citando o autor, os pagãos mais cultos sabem disso."

    O que santo Agostinho refuta na passagem mencionada é o culto relativo que os pagãos prestavam às suas imagens. Portanto, se esse tipo de culto estava mal para os pagãos, logicamente também estava para os cristãos.

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  13. [Jean Paulo] "Não é porque os beijam ou se ajoelham diante deles, lhe fazem gestos respeitosos é que estamos os considerando como sendo Deus. Na Idade Média, era comum se ajoelhar ante um nobre ou beijar-lhe a mão, mas nem por isso as pessoas o entendiam como Deus. (Difícil para um homem moderno é entender a legitimidade desses gestos, dada a bagunça da modernidade, da qual o protestantismo foi uma das causas...).

    Bem, a verdade, como disse o administrador do blog, é que Deus proibiu que façamos imagens de ídolos e lhe rendemos culto. O problema é que o culto proibido por Deus - que o povo judeu praticou como nos relata o antigo testamento - era um culto a outros “deuses”, ou seja, a seres alheios ao plano e à providência divina."

    O que Deus proibiu explicitamente foi que o homem construa imagens para prestar-lhes culto (e não discrimina se relativo, absoluto, dulia, hiperdulia, latria e outras subtilezas, nem importa se as imagens são de supostos deuses ou outras criaturas)

    A veneração que ensina a Igreja católica signica prestar um tipo de culto religioso à imagem que é qualitativamente diferente do simples respeito que se pode ter por uma qualquer pessoa, ou de quando alguém na Idade Média se ajoelhava ante um nobre ou beijava-lhe a mão. Na Idade Média não se prestava culto de dulia aos nobres...

    A rejeição Bíblica das imagens construídas para lhes prestar culto foi observado pelos antigos cristãos e ensinado unanimemente pelos mestres da Igreja primitiva até ao século V. De modo que não importa muito a atitude que têm com elas. O mero fato de tê-las, conservá-las e venerá-las é uma prática idolátrica.

    É interessante que o papa Gregório Magno, em finais do século VI, era contra qualquer tipo de culto às imagens. E só admitia que alguém se prostrasse diante de Deus.

    Na sua segunda carta ao bispo Sereno diz:

    «Uma coisa é adorar um quadro e outra aprender pela história narrada no quadro o que há que adorar... De modo que se alguém quer fazer imagens, não o proibais, mas tomai todas as medidas para evitar a adoração das imagens.... e fazei que o povo, humildemente se prostre em honra do Todo-poderoso e da Santíssima Trindade SOMENTE» (Epístola 9,4:9).

    Pena foi que os seus sucessores um século mais tarde não tivessem seguido as suas recomendações, defendendo exatamente aquilo que ele condenava, e tivessem contribuído para a proclamação de um dogma de fé insustentável bíblica, patrística e historicamente.

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    Respostas
    1. (o nª1 - proibição do culto às imagens na Bíblia)

      Será refutada posteriormente à luz das sagradas escrituras

      o n. 2 O uso de imagens na Igreja sub-apostólica
      Evidente que não há de se encontrar muitas imagens antes do édito de Milão, afinal os cristãos eram perseguidos.

      o n. 3 Os Padres dos primeiros séculos condenam a veneração de imagens

      - Orígenes
      Se você ler Contra Celso de Orígenes, verá que ele se dirige aos ÍDOLOS gregos, vou deixar o link aqui do Livro VI e você poderá ler todo o capitulo 14 e tirar suas próprias conclusões.

      http://www.newadvent.org/fathers/04166.htm

      - Javier Gonzaga
      Essa camarade não estava vivo nessa época então você poderia dizer de onde você tirou isso? Qual a fonte primária? Alias nem esse livro dele eu to achando para ver se tem alguma referência.

      - Lactâncio
      Lactânio falava de ADORAÇÃO à imagens e a OBJETOS TERRESTRES! Ora se você me diz com base nesse texto que é proibido fazer imagens, ele também proibe qualquer outro objeto terrestre, o que Lactâncio repugna é a Adoração das Imagens.

      http://www.newadvent.org/fathers/07012.htm

      Lembre-se que Tanto Origenes quanto Lactâncio, nessas obras citadas dirigiam-se a um povo idólatra, e que alguns recursos radicais puderam ser usados, tanto que algumas frases deles são consideradas heréticas.

      - Concilio de Elvira:
      o n.36 do concilio, mas uma vez, por zelo apostólico pede que não se coloque imagens nas Igrejas para que o povo não a ADORE, inclusive o texto apresentado no site é diferente do original, uma diferença sutil mas que induz o leitor a pensar que foi proibido as imagens! eis o original:

      Pictures are not to be placed in churches, so that they do not become objects of worship and adoration.

      (As Imagens não devem ser colocados em igrejas, de modo que elas não se tornem objetos de culto e adoração.)

      http://faculty.cua.edu/pennington/Canon%20Law/ElviraCanons.htm

      - Eusébio de Cesareia
      Essa passagem só nos mostra que desde aquela época já era costume honrar os Santos com imagens, Eusébio não faz nenhuma crítica a isso, mesmo ele, pessoalmente, sendo contrário.

      - Epifânio
      Um exemplo precoce do espírito iconoclasta. as que só mostra que desde aquela época já era comum o uso de imagem, apesar de alguns não acharem certo.
      http://www.newadvent.org/fathers/3001051.htm

      Santo Agostinho:
      O primeiro texto nada mais é do que uma preocupação para com os cristãos que andam com os idolatras.
      O segundo texto, ele ta fazendo comentário sobre os SALMOS e explicava o pensamento dos pagãos daquela época.

      A conclusão é ridícula! Pega o exemplo de meias duzia de Padre e diz que é o "ensinamento unânime dos Padres dos primeiros séculos" , é pra rir né? Aliás meia duzia, dos quais, apenas 1 realmente, naquele texto tomou uma posição iconoclasta, aliás numa época que o "pau tava comendo"...

      4. Rejeição do culto às imagens por um bispo de Roma
      Exato! Até hoje é assim, nenhum católico deve adorar imagens!

      5. Desenvolvimento tardio do culto às imagens por influência pagã
      A veneração aos Santos SEMPRE houve na Igreja! Leia a Carta a Hebreus e Veja São Paulo exaltar as virtudes dos Profetas, tendo-os como exemplos, a veneração a imagem é exatamente a mesma coisa.

      6. A controvérsia sobre as imagens
      Não há controvérsia nenhuma, o falso concilio de Hieria, convocado por um bizantino, reunindo os bispos iconoclastas só que não compareceram, nenhum dos cinco patriarcas nem quaisquer representantes seus.

      7. Conclusão
      O Artigo SEM NOÇÃO! O que sempre foi condenado foi adoração pagã e NUNCA a veneração aos santos!

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  14. [apologista católico](o nª1 - proibição do culto às imagens na Bíblia)

    Será refutada posteriormente à luz das sagradas escrituras

    [Resposta] Fica então a promessa de nos mostrar onde na Bíblia há uma ordem ou algum exemplo de veneração de imagens no ensino de Cristo e dos apóstolos.

    [apologista católico] o n. 2 O uso de imagens na Igreja sub-apostólica
    Evidente que não há de se encontrar muitas imagens antes do édito de Milão, afinal os cristãos eram perseguidos.

    [Resposta] O ponto não é se há de se encontrar muitas ou poucas imagens antes do édito de Milão. O ponto é que não há nenhuma evidência que os cristãos prestassem qualquer tipo de culto a imagens sagradas. Pelo contrário, há evidência que abominavam tal tipo de culto.

    [apologista católico] o n. 3 Os Padres dos primeiros séculos condenam a veneração de imagens

    - Orígenes
    Se você ler Contra Celso de Orígenes, verá que ele se dirige aos ÍDOLOS gregos, vou deixar o link aqui do Livro VI e você poderá ler todo o capitulo 14 e tirar suas próprias conclusões.

    http://www.newadvent.org/fathers/04166.htm

    [Resposta] Certamente que se dirige aos ídolos gregos, e não aos ídolos “cristãos” porque segundo Orígenes era uma ignorância e falta de discernimento construir imagens e prestar-lhes culto. Certamente que o que ele diz sobre os ídolos gregos pode aplicar-se perfeitamente aos ídolos "cristãos" oficializados no século VIII no segundo concílio de Niceia.

    - Javier Gonzaga
    Essa camarade não estava vivo nessa época então você poderia dizer de onde você tirou isso? Qual a fonte primária? Alias nem esse livro dele eu to achando para ver se tem alguma referência.

    [Resposta] Esse camarada, para que saiba, foi perseguido e preso por causa da sua fé durante a ditadura franquista em Espanha. Javier Gonzaga é o pseudónimo de José Grau, que foi obrigado a usar tal expediente para não ver a sua obra “Concílios” de 2 volumes ser apreendida e destruída pelo regime fascista. Já nos tempos mais recentes foi reeditada com o título CATOLICISMO ROMANO ORIGENES Y DESARROLLO.

    Note-se que esta é a única referência a uma fonte não católica usada no artigo.

    Em todo o Novo Testamento nem Cristo nem os Apóstolos alguma vez ensinaram, por palavra ou exemplo, que fosse lícito venerar imagem alguma. A falta total de discussão sobre este tema indica que o Senhor e os Apóstolos estavam completamente de acordo com as práticas do resto dos judeus palestinos a tal respeito: “Na época de Cristo, a Lei [referente às imagens] era estritamente observada, de tal forma que os escritores romanos acusavam os judeus de «ateus» pela sua repugnância de plasmar em imagens as suas ideias religiosas [Cf. Tácito, Hist. V,5].” (Alberto Colunga, O.P. y Maximiliano García Cordero, O.P.: Pentateuco. Em Profesores de Salamanca. Biblia Comentada, 3ª Ed. Madrid, BAC, 1967, 1:494-495).
    É por todos conhecido que aos primeiros cristãos lhes aconteceu o mesmo. Por onde se a olhe, a lei de Cristo, ou lei do amor, não autoriza de modo algum o uso de imagens no culto. Na verdade, o culto cristão primitivo relaciona-se mais com o da sinagoga que com o do templo. Está singularmente livre de objetos materiais, à exceção das Escrituras, a água batismal, e o pão e vinho eucarísticos. Nada que se pareça sequer remotamente a uma imagem, para não falar do que hoje se vê nos templos dos partidários das imagens.

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  15. [apologista católico] - Lactâncio
    Lactânio falava de ADORAÇÃO à imagens e a OBJETOS TERRESTRES! Ora se você me diz com base nesse texto que é proibido fazer imagens, ele também proibe qualquer outro objeto terrestre, o que Lactâncio repugna é a Adoração das Imagens.

    http://www.newadvent.org/fathers/07012.htm

    [Resposta] E as imagens católicas por acaso são objetos extra-terrestres? Lactâncio o que diz é que as imagens não são próprias da verdadeira religião, porque são objetos terrestres e a verdadeira religião trata de coisas celestiais. Por isso não são objetos que devam ser incorporados no culto cristão.

    [apologista católico] Lembre-se que Tanto Origenes quanto Lactâncio, nessas obras citadas dirigiam-se a um povo idólatra, e que alguns recursos radicais puderam ser usados, tanto que algumas frases deles são consideradas heréticas.

    [Resposta] Claro falavam da idolatria dos pagãos. Na altura ainda não havia outra. E o que criticam nesse povo idiólatra certamente que não queriam ver no povo cristão.

    [apologista católico]- Concilio de Elvira:
    o n.36 do concilio, mas uma vez, por zelo apostólico pede que não se coloque imagens nas Igrejas para que o povo não a ADORE, inclusive o texto apresentado no site é diferente do original, uma diferença sutil mas que induz o leitor a pensar que foi proibido as imagens! eis o original:

    Pictures are not to be placed in churches, so that they do not become objects of worship and adoration.

    (As Imagens não devem ser colocados em igrejas, de modo que elas não se tornem objetos de culto e adoração.)

    http://faculty.cua.edu/pennington/Canon%20Law/ElviraCanons.htm

    [Resposta] Aqui anacronicamente quer transplantar para o concilio de Elvira, como já tentou fazer antes com os Padres antigos, a distinção tardia, artificial e injustificada da distinção entre dulia e latria criada no concílio de Niceia II quatro séculos depois.

    O concilio de Elvira proíbe o culto de imagens nas igrejas do que é adorado. Em consonância com a afirmação bíblica de que os verdadeiros adoradores adoram em espírito e em verdade.

    O texto original do cânon não é em inglês mas em latim, e reza assim:

    Placuit picturas in ecclesia esse non debere, ne quod colitur et adoratur in parietibus depingatur
    Também pode ser traduzido como: There shall be no pictures in the church, lest what is worshipped and adored should be depicted on the walls."

    [apologista católico]- Eusébio de Cesareia
    Essa passagem só nos mostra que desde aquela época já era costume honrar os Santos com imagens, Eusébio não faz nenhuma crítica a isso, mesmo ele, pessoalmente, sendo contrário.

    [Resposta] Claro, não faz nenhuma crítica a isso, apenas diz que o costume de honrar os Santos com imagens era uma prática vigente entre os PAGÃOS.

    [apologista católico] - Epifânio
    Um exemplo precoce do espírito iconoclasta. as que só mostra que desde aquela época já era comum o uso de imagem, apesar de alguns não acharem certo.
    http://www.newadvent.org/fathers/3001051.htm

    [Resposta] Era comum nos extraviados, os bispos ortodoxos não achavam certo.

    [apologista católico] Santo Agostinho:
    O primeiro texto nada mais é do que uma preocupação para com os cristãos que andam com os idolatras.
    O segundo texto, ele ta fazendo comentário sobre os SALMOS e explicava o pensamento dos pagãos daquela época.

    [Resposta] Exato, pensamento dos pagãos daquela época que foi refutado por Agostinho, e que noutra época mais tardia foi adotado pela Igreja de Roma como a ortodoxia.

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  16. [apologista católico] A conclusão é ridícula! Pega o exemplo de meias duzia de Padre e diz que é o "ensinamento unânime dos Padres dos primeiros séculos" , é pra rir né? Aliás meia duzia, dos quais, apenas 1 realmente, naquele texto tomou uma posição iconoclasta, aliás numa época que o "pau tava comendo"...

    [Resposta] Está à espera que dê um exemplo de todos os Padres dos primeiros séculos? Sabe quantos escritores antigos são considerados Padres da Igreja. É evidente que os exemplos dados são uma amostra do ensino dos Padres, como qualquer pessoa sensata percebe, não podia ser de outra forma.

    Mesmo assim os exemplos referidos são mais de meia dúzia. Só o autor do artigo assinalado na Catholic Encyclopedia, Fortescue, menciona seis (Atenágoras em sua "Petição em favor dos cristãos", Teófilo em sua "Carta a Autólico", Minúcio Félix em seu "Octavio", Arnóbio em "Contra os Gentios", Tertuliano em "Sobre a Idolatria" e Cipriano em "A vaidade dos ídolos).

    Mas mesmo que fosse meia dúzia ficaria a ganhar por 6-0.

    Você não mencionou nenhum padre que apoiasse o culto às imagens, e não é capaz disso, porque simplesmente não existe nenhum padre dos primeiros três séculos do cristianismo que defendesse a veneração de imagens.

    [apologista católico] 4. Rejeição do culto às imagens por um bispo de Roma
    Exato! Até hoje é assim, nenhum católico deve adorar imagens!

    [Resposta] Novamente, tenta colocar falaciosamente no pensamento de Gregório Magno a distinção bizantina entre dulia e latria que só surgiu dois séculos depois deste bispo de Roma ter vivido.

    Para Gregório Magno adoração significa qualquer tipo de culto (dulia, hiperdulia, latria, ou outro qualquer que os católicos queiram inventar)

    [apologista católico] 5. Desenvolvimento tardio do culto às imagens por influência pagã
    A veneração aos Santos SEMPRE houve na Igreja! Leia a Carta a Hebreus e Veja São Paulo exaltar as virtudes dos Profetas, tendo-os como exemplos, a veneração a imagem é exatamente a mesma coisa.

    [Resposta] Uma coisa é a atitude legítima de considerar um santo homem de Deus como exemplo pela sua santidade, devoção ou fé, outra coisa muito diferente é prestar culto religioso a um santo ou às suas imagens, atitude própria dos extraviados.

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  17. [apologista católico] 6. A controvérsia sobre as imagens
    Não há controvérsia nenhuma, o falso concilio de Hieria, convocado por um bizantino, reunindo os bispos iconoclastas só que não compareceram, nenhum dos cinco patriarcas nem quaisquer representantes seus.

    [Resposta] Embora o culto dos ícones tenha começado no oriente, rapidamente os romanos o adotaram. Por esta razão no século VIII já ninguém discutia em Roma o culto às imagens nem as reservava, como claramente ensinou Gregório Magno, como instrumentos didáticos principalmente para os analfabetos. Somente na Igreja Oriental a iconalatria continuava a ser resistida.

    Ao Concílio de Hieria de 754, que condenou a veneração das imagens, concorreu um número similar de bispos que a II Niceia, com uma diferença fundamental: A Hieria concorreram bispos que estavam a favor e bispos que estavam contra as imagens. Houve oportunidade de discutir ambas as posturas.

    Pelo contrário, no seu "ortodoxo" concílio II Niceia não foi permitido que participassem os bispos contrários às imagens. As doutrinas deuteronicenas foram estabelecidas sem discussão. A "ortodoxia" estava pré-estabelecida pela imperatriz que o convocou antes de o sínodo começar.

    De fato, a imperatriz regente Irene teve o papel decisivo na reação iconodula. Ela depôs o bispo de Constantinopla, e pôs no seu lugar Tarásio, um oficial civil ordenado "de urgência" como bispo, e teve que realizar uma purga no seu próprio exército para poder levar adiante os seus planos.

    Foi também Irene e o seu filho Constantino VI quem pôs as suas assinaturas no infame II Niceno para dar-lhe autoridade de lei. Ainda assim, a iconalatria continuou a ser resistida no Oriente, pelo menos até à época de Carlos Magno e pouco despois pelo brilhante pregador Cláudio de Turim (cuja obra foi interrompida com a sua morte em 839).

    Deve notar-se que Irene mais tarde mandou cegar o seu filho e usurpou o trono, de modo que as imagens que tanto amava não devem ter-lhe inspirado muita piedade.

    [apologista católico] 7. Conclusão
    O Artigo SEM NOÇÃO! O que sempre foi condenado foi adoração pagã e NUNCA a veneração aos santos!

    [Resposta] A adoração pagã que sempre foi condenada, foi transformada em dogma de fé no segundo concílio de Niceia, sob a forma de “veneração aos santos”.

    Veja se tem noção das falácias e disparates que escreve da próxima vez que enviar um comentário.

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  18. Ainda sobre o segundo concílio de Niceia e o de Hieria,

    Invoca-se que em Hieria não esteve nenhum dos cinco patriarcas nem quaisquer representantes seus.

    Em primeio lugar isto é falso, a sede de Constantinopla estava vacante aquando da realização do concílio de Hieria, e foi o próprio concílio de Hieria, que na sua parte final elegeu o novo patriarca de Constantinopla (Constantino II).

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Constantino_II_de_Constantinopla.

    Portanto, os decretos finais do concílio tiveram o apoio do novo patriarca de Constantinopla.

    Em segundo lugar, em Niceia, dos cinco patriarcas, apenas esteve presente o patriarca de Constantinopla, feito à pressa pela imperatriz Irene, e dois legados do bispo de Roma. Os patriarcas de Alexandria, Antioquia e Jerusalém não receberam convites para participar.

    Portanto, a única diferença neste aspeto entre um concílio e outro são os dois legados do bispo de Roma.

    Mas não é necessário um concílio ter legados do bispo de Roma para ser considerado legítimo ou ecuménico. Por exemplo, no Concílio ecuménico de Constantinopla de 381 não esteve presente o bispo de Roma nem qualquer seu representante.

    Em lado nenhum está escrito que para um concílio ser válido ou ecuménico tem que estar presente ou representados os cinco patriarcas. O critério utilizado habitualmente é o número de participantes, e o número de bispos participantes em Niceia e Hieria é semelhante.

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  19. )Protestante)Fica então a promessa de nos mostrar onde na Bíblia há uma ordem ou algum exemplo de veneração de imagens no ensino de Cristo e dos apóstolos.

    Como eu não podia me esquecer desse "desafio" eu quero que você me mostre uma só imagem proibida no Novo Testamento que se refira a um servo do deus único!

    Só sabem repetir Exôdo 20 como um mantra em um texto que se referia a adoração pagã do qual os judeus condenavam e repetir ad nausean de que nós somos idólatras...e se você me mostrar hoje mesmo eu me torno um protestante ou evangélico ou que quer que seja...Pax et bonun!

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  20. “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém”. 1 João 5:21

    Vamos fazer um breve estudo da palavra “ídolo” desta passagem no dicionário grego.

    A palavra é ‘Είδωλο’. Definição de Είδωλο: Uma imagem (isto é, destinada à adoração). Substantivo de Eidos, uma forma, uma aparência, uma aparição.

    No grego clássico, qualquer imagem ou figura. Nas páginas do NT, um ídolo, ou uma imagem destinada para fins de culto idólatra (Atos 7.41; 1 Coríntios 12.2; Apocalipse 9.20; LXX: 2 Crônicas 33.22; Isaías 30.22).

    Por implicação: adoração a ídolos, idolatria (Romanos 2.22; 2 Coríntios 6.16; 1 Tessalonicenses 1.9; 1 João 5.21).

    Sinônimo de “Eikon”: Estátua, ícone, semelhança, imagem, representação.

    Alguma dúvida que não se pode, cultuar ou venerar qualquer tipo de imagem ou representação?! A ordem que o apóstolo João nos dá é: FUJA DOS ÍDOLOS!

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  21. Voces, protestantes, distorcem tudo e sao contraditorios, usam argumentos falsos e infundados, meia-verdades. Os textos dos padres da Igreja nessa postagem foram distorcidos de modo a sevrirem a ideia do autor. Em todos os textos citados escritos pelos primeiros padres eles falam de imagens de deuses e nao imagens de santos.

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    Respostas
    1. "Voces, protestantes, distorcem tudo e sao contraditorios, usam argumentos falsos e infundados, meia-verdades"

      Como por exemplo?

      Na sua lógica retorcida, quer dizer que aquilo que os padres primitivos condenavam nos pagãos (o culto às imagens), praticava-se na Igreja de Deus, coluna e baluarte da verdade? Estava mal para os pagãos mas bem para os cristãos? Não é absurda a sua tese?

      É óbvio que os primeiros padres não podiam falar de imagens de santos, porque era coisa que não existia no seu tempo na Igreja. No culto cristão primitivo não se usavam imagens.

      Os padres primitivos condenam todo o tipo de culto a imagens, seja de deuses pagãos, ou de Cristo, ou de santos... (ver a citação de Epifánio e da cortina que encontrou pendurada numa igreja).

      Escreveu Orígenes:

      "São os mais ignorantes que não se envergonham de dirigir-se a objectos sem vida ... e ainda que alguns possam dizer que estes objectos não são deuses mas tão-só imitações deles e símbolos, contudo se necessita ser ignorante e escravo para supor que as mãos vis de uns artesãos possam modelar a semelhança da Divindade; vos asseguramos que o mais humilde dos nossos se vê livre de tamanha ignorância e falta de discernimento." (Contra Celso, 6:14; negrito acrescentado).

      Acha que Orígenes aqui está a condenar apenas as imagens dos deuses pagãos, mas aprovava imagens de santos? Acha mesmo?

      Num dos seus escritos contra os maniqueus, Agostinho de Hipona admite que alguns adoram imagens, mas não reconhece os tais como verdadeiros cristãos: "Não reúnas contra mim os professantes do nome cristão, que nem conhecem nem dão evidência do poder de sua profissão... Sei que há muitos adoradores de túmulos e de pinturas ... Nem é surpreendente que entre tantas multidões [de cristãos] hajas de encontrar alguns que pela sua vida de condenação possas enganar os incautos e seduzi-los [para tirá-los] da segurança católica." (De Moribus Eccl. Cath., 34:75).

      E aqui acha que Agostinho está a falar de imagens de deuses pagãos? Quando Agostinho se refere a "professantes do nome cristão", acha que está a falar de pagãos e de imagens dos seus deuses?

      Para o ilustre bispo de Hipona quem venerasse imagens, ainda que professasse ser cristão, não era um verdadeiro cristão. De modo que o seu argumento de que os "primeiros padres falam de imagens de deuses e nao imagens de santos" foi-se com o vento.

      Pode invocar pelo menos um Padre primitivo, que promova e defenda a veneração de imagens de santos?

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  22. Quando o cristianismo saiu de Israel e se propagou pelo mundo greco-romano, uma das suas novidades em relação às religiões pagãs era que Deus não habitava em templos "feitos por mãos de homens", nem requeria imagens para o seu culto.

    Os padres da Igreja dos primeiros quatro séculos rejeitavam veementemente a veneração de imagens em geral, não somente "ídolos".

    Tertuliano comenta que Pedro não podia saber como eram Moisés e Elias a partir da visão de imagens deles (Contra Marcião, 4:22), porque a lei proibia tais imagens, e comenta que a lei contra as imagens ainda estava vigente (Sobre a Idolatria, 5).

    O estudioso de patrística, Ortodoxo Oriental John McGuckin comenta que "Orígenes de Alexandria no terceiro século permanece extremamente hostil à ideia de arte figurativa" (The Westminster Handbook To Patristic Theology [Louisville, Kentucky: Westminster John Knox Press, 2004], p. 32). Críticos do Cristianismo como Celso (Orígenes contra Celso, 7:62) e Caecilio (Octavio de Minúcio Félix, 10) associaram a oposição à veneração de imagens com os Cristãos em geral.

    Ludwig Ott resume:

    "Devido à influência da proibição de imagens do Antigo Testamento, o culto cristão das imagens desenvolveu-se apenas depois da vitória da Igreja sobre o paganismo. O Sínodo de Elvira (cerca de 306) ainda proibia representações figurativas nas casas de Deus (can. 36) ". (Fundamentals Of Catholic Dogma [Rockford, Illinois: Tan Books and Publishers, Inc., 1974], p. 320)

    Como Ludwig Ott é católico romano, chama de "vitória da Igreja sobre o paganismo" o sincretismo progressivo que ocorreu entre a Igreja cristã e as práticas religiosas pagãs, que a invadiram depois do cristianismo se ter tornado a religião oficial do império. Representaria melhor a realidade se dissesse que o culto cristão das imagens desenvolveu-se apenas depois da vitória do paganismo sobre a Igreja.

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  23. Arrasou! Gostei da citação de Ludwing Ott! :)

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